Rondônia decidiu não entrar no acordo do governo federal para baratear o diesel — e isso pode pesar direto no bolso do consumidor.
O Ministério da Fazenda informou nesta tarde que apenas dois estados ficaram de fora da proposta: Rio de Janeiro e Rondônia. A medida prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, válido por 2 meses.
O custo seria dividido: R$ 0,60 pago pela União e R$ 0,60 pelos estados que aceitassem participar.
Mas o governo de Rondônia bateu o martelo e ficou de fora.
Em nota, o Estado afirmou que há “incertezas sobre o impacto real na redução do preço ao consumidor”. Além disso, alegou falta de espaço no orçamento para bancar a parte que caberia ao estado.
Na prática, o governo disse que não pode assumir novos gastos sem comprometer as contas públicas.
Enquanto isso, o Ministério da Fazenda segue tentando reverter a decisão. O ministro Dario Durigan afirmou que está em diálogo com os estados para ampliar a adesão ao acordo.
A proposta é considerada emergencial. Ao todo, o subsídio ao diesel importado deve custar R$ 4 bilhões em 2 meses — sendo R$ 2 bilhões da União e R$ 2 bilhões dos estados.
Até a semana passada, a estimativa era menor: R$ 3 bilhões.
A adesão dos estados é voluntária. Quem não entra, como Rondônia, não divide custos — mas também pode ficar fora de eventuais reduções no preço final.
Além disso, o governo federal anunciou outro incentivo: R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, também por dois meses.
Nesse caso, o custo é ainda maior: R$ 6 bilhões, bancados totalmente pela União.
Agora, o cenário segue indefinido. A decisão de Rondônia pode impactar diretamente o preço do combustível no estado — e reacende o debate sobre o equilíbrio entre contas públicas e alívio no bolso do consumidor.




