Uma rota desejável e extraordinária: a saída estratégica para o Pacífico está em evidência no Nodo Bioceânico Central. O evento, realizado pelo governo de Rondônia, em Porto Velho, teve sua abertura na quarta-feira (3). A discussão, que segue com programação até esta sexta-feira (6), reúne autoridades do Chile, Bolívia, Peru e Brasil. Essa conexão logística da América Latina reduz tempo e custos no escoamento de cargas para a Ásia e fortalece a troca direta entre vizinhos. A integração tem potencial para impulsionar negócios e o turismo, transformando a logística em uma ferramenta estratégica de desenvolvimento.
OPORTUNIDADES
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, anfitrião do evento, a Rota Bioceânica é, acima de tudo, uma oportunidade de melhorar a vida das pessoas. “O governo de Rondônia tem trabalhado pelos 52 municípios e essa união interna já tem feito acontecer muitos progressos — hoje temos a segunda menor taxa de desemprego do Brasil e recordes de exportações — imaginem como avançaremos somando isso ao fortalecimento dessa irmandade com nossos vizinhos. Estamos abrindo novos caminhos para que a população possa crescer, avançar e vencer”, enfatizou.
CIÊNCIA E CONHECIMENTO
O meio acadêmico também desempenha um papel fundamental na viabilização desse projeto, garantindo base técnica e científica para o desenvolvimento regional.
Segundo a reitora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Marília Lima Pimentel, a integração é um esforço coletivo. “A integração não se faz apenas com infraestrutura, mas com conhecimento. A academia está presente para oferecer o suporte técnico e a pesquisa necessários para que esse corredor logístico traga desenvolvimento sustentável e social para nossa região”, salientou.
ROTAS DE INTEGRAÇÃO
O secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento e Orçamento do Brasil, João Villaverde, detalhou como Rondônia se encaixa no plano nacional através da integração estratégica das rotas sul-americanas. “O Ministério do Planejamento desenhou cinco rotas de integração sul-americana e a Rota Quadrante Rondon passa exatamente por Rondônia. O governo federal quer consolidar esses caminhos para garantir que o Brasil esteja conectado aos vizinhos e ao mercado global. O Brasil exporta, hoje, majoritariamente para a China e não se faz logística moderna sozinho.”
CONEXÃO LOGÍSTICA
Para os governadores vizinhos, a conexão logística da Rota Bioceânica vai além da economia e representa um marco histórico de unidade regional:
Diego Paco Mamani |Governador de Arica e Parinacota, Chile:
“Nos reunimos para impulsionar novamente esta integração turística, social e logística, buscando trabalho e oportunidades para a nossa gente. Se continuarmos trabalhando juntos e em unidade, vamos conseguir”, evidenciou.
José Alejandro Unzueta | Governador de Beni, Bolívia:
“Hoje, o que nossos antepassados sonharam está se tornando realidade através da unidade. Rondônia e Beni deixaram de ser simplesmente a fronteira; hoje somos o coração da integração sul-americana”, destacou.
Johnny Vedia Rodríguez | Governador de Oruro, Bolívia
“Isto já não é um sonho, cada vez se torna mais realidade. Estamos consolidando este corredor logístico para dar facilidade aos empresários, criando uma via para que os produtos cheguem ou saiam o mais rápido possível”, afirmou.
NOVIDADE NO PROGRAMA DE ROTAS
O encerramento do primeiro dia do evento, uma iniciativa estratégica do governo de Rondônia, coordenada pela Secretaria Especial de Integração do Estado de Rondônia em Brasília (Sibra) e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com a atuação das demais pastas estaduais, foi marcado por um ato decisivo. O governador de Rondônia, Marcos Rocha, entregou ao Secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento, João Villaverde, a solicitação para que o trecho do município de Costa Marques até o Pacífico fosse incluído no Programa Rotas de Integração Sul-Americana, consolidando Rondônia como peça-chave na logística internacional.
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