O advogado e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), concedeu entrevista à SGC Rondônia, onde falou sobre economia, desigualdade social e desenvolvimento regional. Durante a conversa conduzida pelo jornalista Paulinho PVH, o pré-candidato defendeu mudanças no modelo tributário do estado e afirmou que Rondônia vive uma realidade onde “se privatiza o lucro e se socializa a miséria”.
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Ao comentar sobre o agronegócio, Samuel Costa reconheceu a importância do setor para a economia rondoniense, mas afirmou que é necessário discutir a função social da riqueza produzida no estado e a concentração econômica nas mãos de poucos grupos.
“Gosto do agronegócio e sei da importância dele para Rondônia. Mas os grandes grupos já são autossuficientes e agora precisam cumprir também uma função social. A riqueza fica nas mãos de poucos, enquanto quem realmente trabalha continua sem acesso a essa prosperidade”, declarou.
Segundo Samuel Costa, o atual modelo econômico beneficia grandes cadeias exportadoras, enquanto pequenos produtores rurais enfrentam dificuldades para sobreviver no campo. Ele citou produtores de leite, horticultura e agricultura familiar como setores que, proporcionalmente, pagam mais impostos do que grandes grupos ligados à exportação de commodities.
“Hoje temos bilionários com benefícios fiscais e isenções de ICMS, enquanto pequenos produtores rurais pagam cerca de 10% de tributação. Essa realidade precisa mudar, e isso exige coragem política”, afirmou.
Durante a entrevista, Samuel Costa também defendeu uma política de taxação escalonada sobre a produção de soja em Rondônia. De acordo com ele, a proposta teria como objetivo reduzir a carga tributária de setores ligados à agricultura familiar e estimular atividades que geram emprego e abastecem o mercado interno.
“De forma escalonada, vamos tributar a soja e diminuir a alíquota de quem produz riqueza de verdade. Quem coloca comida na mesa das famílias de Rondônia é a agricultura familiar. A soja leva a riqueza embora e gera poucas divisas para o estado”, argumentou.
O pré-candidato ainda citou a chamada teoria do equilíbrio geral para justificar a necessidade de uma redistribuição mais justa da carga tributária no estado, defendendo maior participação dos grandes setores econômicos no financiamento de políticas públicas e investimentos sociais.
As declarações repercutem em meio ao debate sobre desenvolvimento econômico, incentivos fiscais e desigualdade social em Rondônia, temas que devem ganhar espaço nas discussões políticas e eleitorais de 2026.



