Candidato ao Governo de Rondônia defende compliance, projeção atuarial e gestão responsável para proteger benefícios de cerca de 50 mil servidores, aposentados e pensionistas
O candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), concedeu entrevista ao jornalista Gleidson Silva, do site Hora 1 Rondônia, e colocou a Previdência dos servidores públicos estaduais no centro do debate. Durante a conversa, Costa destacou a importância da projeção atuarial, do compliance, da transparência e de uma gestão profissional do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (Iperon).
Segundo o candidato, cerca de 50 mil servidores públicos, aposentados e pensionistas dependem diretamente da sustentabilidade do sistema previdenciário estadual. Para Samuel, sem mecanismos efetivos de controle, transparência, conformidade e planejamento, os benefícios dessas pessoas podem ficar comprometidos no futuro.
“Não estamos falando apenas de números em uma planilha. Estamos falando da aposentadoria, da sobrevivência e da segurança financeira de aproximadamente 50 mil servidores, aposentados e pensionistas.”
Projeção atuarial para garantir o futuro
Samuel Costa defendeu que a Previdência estadual não pode ser administrada apenas olhando para as despesas do presente. Segundo ele, o governo precisa trabalhar com projeções atuariais confiáveis, capazes de demonstrar a evolução das receitas, despesas, obrigações futuras e capacidade de pagamento do sistema.
Na avaliação do candidato, a sustentabilidade previdenciária exige planejamento de longo prazo, acompanhamento permanente dos indicadores e decisões baseadas em dados.
“A Previdência precisa ser planejada hoje para garantir o benefício de amanhã. Não podemos esperar o problema chegar para depois tentar encontrar uma solução.”
Costa também defendeu o fortalecimento dos mecanismos de governança e fiscalização do Iperon, com maior transparência sobre investimentos, receitas, despesas, obrigações atuariais e resultados.
Compliance e transparência
Outro ponto enfatizado por Samuel foi a necessidade de implementar uma cultura permanente de compliance, com normas de integridade, controles internos, prevenção de irregularidades, auditoria e prestação de contas.
Para o candidato, administrar recursos previdenciários exige um nível elevado de responsabilidade, já que se trata de patrimônio destinado a garantir o futuro dos servidores públicos.
“Quem administra dinheiro público precisa prestar contas. Quem administra dinheiro da Previdência precisa prestar contas em dobro.”
Samuel defendeu que os segurados tenham acesso claro às informações sobre a situação financeira e atuarial do sistema, permitindo que a sociedade e os próprios servidores acompanhem a gestão dos recursos.
Samuel cita possíveis irregularidades e pede investigação
Ao abordar problemas relacionados à Previdência estadual, o candidato mencionou situações que, segundo ele, precisam ser rigorosamente investigadas pelos órgãos competentes, citando alegações de saques indevidos, aposentadorias fictícias, apropriação indébita e perdão de dívidas.
Samuel ressaltou que eventuais irregularidades precisam ser apuradas com base em documentos, auditorias e procedimentos legais, com responsabilização caso sejam comprovados ilícitos.
Para ele, não pode haver espaço para falta de transparência ou decisões que coloquem em risco o patrimônio previdenciário dos servidores.
Dinheiro público precisa ter controle
Na entrevista, Samuel Costa também defendeu uma mudança na cultura de gestão do Estado. Para o candidato, Rondônia precisa deixar para trás o modelo de administração baseado apenas na repetição de orçamentos e despesas e adotar uma gestão orientada por metas, indicadores, planejamento, controle e resultados.
A proposta é acompanhar permanentemente a aplicação dos recursos públicos e avaliar se cada política pública está produzindo os resultados esperados.
“Cada real público precisa ter finalidade, controle e resultado. Não existe dinheiro público sem responsabilidade pública.”
“Vou fazer acontecer”
Ao falar sobre sua preparação para assumir o comando do Estado, Samuel Costa destacou sua trajetória acadêmica e profissional.
“Vou fazer acontecer. Dos meus 36 anos, 20 anos foram estudando Direito, gestão pública e ciência política.”
Para o candidato, a formação acumulada ao longo de duas décadas representa uma preparação para enfrentar os desafios administrativos, fiscais e previdenciários de Rondônia.
Samuel afirmou que pretende colocar esse conhecimento à disposição da população e defendeu uma nova concepção de gestão pública: menos improvisação, mais planejamento; menos desperdício, mais eficiência; menos opacidade, mais transparência; e menos discurso, mais execução.
Para o candidato, proteger o Iperon significa proteger também a tranquilidade de milhares de famílias que dependem dos benefícios previdenciários.
“Vou fazer acontecer. Rondônia precisa de gestão, planejamento e responsabilidade. E quem trabalhou uma vida inteira tem o direito de receber sua aposentadoria com segurança.”



