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quinta-feira, janeiro 15, 2026
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Samuel Costa saúda filiação de Expedito ao PT e elogia postura de Fátima Cleide

O advogado Samuel Costa, pré-candidato ao governo de Rondônia, saudou a filiação do ex-deputado federal Expedito Netto ao Partido dos Trabalhadores (PT) e avaliou como positiva a ampliação do campo lulista no estado. Para Costa, o momento exige menos disputas internas e mais pragmatismo na definição de estratégias eleitorais que garantam representação efetiva nas eleições de 2026.

“É bom ter mais um apoiador do presidente Lula na linha de frente em Rondônia. Nesse momento decisivo, precisamos estabelecer metas concretas, ser pragmáticos e adotar a melhor tática eleitoral para eleger deputados estaduais e federais, além de garantir uma vaga no Senado”, afirmou Costa.

Expedito Netto, que agora é PT, após trajetória política marcada pelo PSD, também se colocou como pré-candidato ao governo estadual. Além dele, a expectativa é de que o MDB apresente outro nome à disputa. Segundo Costa, a pluralidade de candidaturas é legítima e pode contribuir para fortalecer a candidatura do presidente Lula em Rondônia, desde que haja capacidade de diálogo e construção política.

Disputa ao Senado e desafios internos

Ao analisar o cenário para o Senado, Samuel Costa apontou a complexidade da disputa no campo progressista. Atualmente, três nomes despontam como pré-candidatos: o senador Confúcio Moura (MDB), a indigenista Neidinha Suruí e o ex-senador Acir Gurgacz. Sobre este último, Costa ponderou que ainda há dúvidas quanto à plena recuperação de seus direitos políticos, mas reconheceu sua força eleitoral caso esteja apto a concorrer, sobretudo pelo poderio financeiro.

“Confúcio Moura é um político consolidado. A novidade é Neidinha Suruí, que tem aparecido como segunda opção e, em alguns cenários, como escolha relevante do eleitorado progressista”, avaliou.

Elogio à postura de Fátima Cleide

Samuel Costa destacou ainda que, em meio às disputas e vaidades internas, a única postura que considera sensata no campo progressista tem sido a da ex-senadora Fátima Cleide (PT). Segundo ele, mesmo tendo sido escanteada dentro do movimento “Caminhada da Esperança”, Fátima demonstrou maturidade política ao optar por disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO).

“A Fátima Cleide é, hoje, a pessoa mais sensata desse processo. Foi deixada de lado na Caminhada da Esperança, mas tomou uma decisão correta ao buscar uma vaga na Assembleia. Isso é pensar estrategicamente, fortalecer a base e ajudar a reconstruir o campo progressista a partir do Legislativo”, afirmou Costa.

Diálogo amplo e independência política

Samuel Costa também fez questão de reafirmar sua independência partidária. Segundo ele, nunca teve apoio formal do PT, PDT ou do MDB, mas seguirá dialogando com todas as forças políticas comprometidas com o desenvolvimento de Rondônia.
“Sou um homem livre. Vou continuar mantendo diálogo com todos que me procuram e trabalhar com quem quer o bem do estado. PSB e Cidadania, por exemplo, têm quadros qualificados e técnicos de excelência que podem contribuir muito”, destacou.

Críticas à falta de unidade da esquerda

O pré-candidato foi crítico em relação aos rumos do movimento “Caminhada da Esperança”, que, segundo ele, dificilmente se manterá unido. Para Costa, faltou diálogo e houve decisões equivocadas, especialmente a demora em definir um nome consensual para a disputa majoritária.

Ele também fez uma avaliação dura das escolhas eleitorais recentes da esquerda em Rondônia. Na capital, lembrou que o PT apoiou o PDT em 2024, com a candidatura de Célio Lopes, que recebeu mais de R$ 3,2 milhões em recursos e, segundo Costa, “não entregou resultados políticos” e já estaria migrando para um partido de direita. No mesmo pleito, o MDB investiu cerca de R$ 3 milhões na campanha de Euma Tourinho, que posteriormente se filiou ao Podemos.

“Essas escolhas erradas inviabilizaram a construção de nominatas fortes para deputado estadual e federal. A conta chegou e até agora não vi ninguém fazer mea culpa. A esquerda em Rondônia desaprendeu a fazer política e vive de contar histórias do passado”, concluiu Samuel Costa.

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