Familiares de vítimas irão a memorial no Senado; Casa exibirá documentário que põe Bolsonaro como responsável pela maioria das mortes
O Senado vai homenagear na próxima quarta-feira (15/3) os 700 mil brasileiros que morreram de Covid. Além de uma cerimônia com familiares das vítimas, a Casa exibirá o documentário “Eles poderiam estar vivos”, que põe Jair Bolsonaro como responsável pela maioria das mortes na pandemia. O filme foi dirigido pelos irmãos Lucas e Gabriel Mesquita.
Os eventos acontecem na esteira do Dia Nacional em Homenagem às Vítimas da Covid-19, lembrado em 12 de março. Foi naquela data, em 2020, que morreu o primeiro brasileiro infectado pelo vírus. Desde então, o país bateu recordes de mortalidade.
O dia em memória às vítimas da Covid no Senado foi organizado pelo coletivo de audiovisual Eles Poderiam Estar Vivos e pela Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico).
A cúpula da CPI da Covid-19 formada pelos senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolphe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), confirmou presença. Assim como os senadores Humberto Costa (PT-PE), Fabiano Contarato (PT-ES) e Zenaide Maia (PSD-PB).
“Todos os senadores serão convidados, menos os que lutaram contra a ciência e as vacinas, e a favor de Bolsonaro e Cloroquina”, disse uma das coordenadoras da AVICO.
Também foram convidadas autoridades do executivo, judiciário e Ministério Público. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, é uma das que aceitou o convite.
“Vamos homenagear todas as vítimas e cobrar punição aos responsáveis!”, disse a representante da AVICO nas redes sociais.

Dados dos participantes: https://forms.gle/urqmavSqjo7yh4vu7



