O Governo Federal anunciou, nesta terça-feira (31), a retomada das obras na BR-319, com previsão de início dos trabalhos já em maio, após a publicação dos editais de licitação, marcada para o próximo dia 10 de abril. A medida prevê a pavimentação de 340 quilômetros do chamado “trecho do meio” da rodovia, que liga Manaus a Porto Velho, e é considerada estratégica para tirar o Amazonas do isolamento terrestre.
Orçada em R$ 670 milhões, a obra será dividida em três lotes, com abertura das propostas prevista para o fim de abril. As intervenções estavam suspensas desde julho de 2024 por decisão judicial, mas foram viabilizadas após mudanças na legislação ambiental que flexibilizaram o licenciamento para obras em rodovias já existentes.
Na prática, isso impacta diretamente quem precisa circular entre os dois estados, principalmente em períodos de chuva, quando a estrada vira lama e dificulta o tráfego.
Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, a obra tem efeito imediato na vida da população. “Vai tirar as pessoas da lama no inverno e da poeira no verão”, afirmou.
Além da pavimentação, o pacote de obras inclui a construção de uma ponte de 320 metros sobre o rio Igapó Açu, no km 260,7 da rodovia – ponto onde atualmente a travessia é feita por balsa. O investimento previsto para a estrutura é de R$ 44,1 milhões, com prazo de execução de 23 meses.
As obras só avançaram após uma mudança jurídica que passou a tratar as intervenções como melhorias, acelerando o processo.
O DNIT já planeja iniciar os trabalhos no próximo período de estiagem, com várias frentes ao mesmo tempo. A ideia é aproveitar o verão amazônico para acelerar o máximo possível.
Além do asfalto, estão previstas melhorias estruturais, como drenagem e elevação da pista, o que em alguns pontos significa praticamente reconstruir a rodovia.
Se sair do papel, o impacto é direto: Rondônia e Amazonas mais conectados, menos isolamento e uma estrada que pode deixar de ser um problema histórico.
BR-174
Na BR-174/AM, foram autorizados serviços de manutenção em dois lotes que somam 255,7 quilômetros, entre Manaus e a divisa com Roraima. Os investimentos ultrapassam R$ 366,2 milhões e incluem ações de conservação e recuperação da rodovia.




