O Sindicato Médico de Rondônia (SIMERO) emitiu um alerta sobre a situação considerada grave registrada no domingo (4) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho. Segundo a entidade, a UTI 1 — que engloba também a UTI 3 — ficou sem médico plantonista, deixando 13 leitos sob a responsabilidade de apenas um profissional.
De acordo com o sindicato, a ausência de uma equipe médica formalmente escalada comprometeu seriamente a segurança dos pacientes. Durante o período, um paciente em estado grave sofreu uma parada cardiorrespiratória. O desfecho não foi fatal graças à intervenção emergencial de médicos que estavam na unidade no momento, embora não estivessem oficialmente de plantão.
O SIMERO afirma que o episódio evidencia um problema antigo e recorrente na rede estadual de saúde: escalas médicas frequentemente desfalcadas, falta de profissionais e ausência de reposição efetiva. A entidade destaca que os órgãos de controle já têm conhecimento da situação, mas que as medidas adotadas até agora não foram suficientes para resolver o problema.
Ainda conforme o sindicato, a demanda nas UTIs é permanente e não pode ficar desassistida. A entidade defende a realização urgente de concurso público, aliada à oferta de remuneração compatível, como forma de atrair e manter profissionais na rede pública. Segundo o SIMERO, salários defasados têm levado médicos a buscar oportunidades em outros estados.
Diante da gravidade do caso e da repetição de alertas sem resposta efetiva, o sindicato informou que irá acionar o Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO), órgão responsável pela fiscalização das condições de trabalho médico e pela garantia da regularidade do atendimento à população.
O SIMERO cobra providências imediatas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e alerta que vidas estão em risco. Para a entidade, a saúde pública não pode continuar sendo conduzida de forma improvisada.



