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domingo, fevereiro 22, 2026
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Vereador do PSOL propõe CPI do Lixo em Florianópolis

A oposição na Câmara de Vereadores de Florianópolis já conseguiu seis, das oito assinaturas suficientes para instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a prática e atos de agentes públicos supostamente envolvidos em esquema investigado pela Operação Presságio, desencadeada nesta quinta-feira (18) pela Polícia Civil. A iniciativa é do vereador Afrânio Boppré (PSOL-SC),.

É a segunda vez que ele tenta criar essa CPI. A primeira foi em 2021 quando o problema começou.

Na ocasião, Boppré disse: “Chegou a hora de abrir uma CPI na Câmara Municipal para investigar possíveis irregularidades nos contratos entre a Prefeitura de Florianópolis e a Amazon Fort, empresa terceirizada contratada para a coleta de lixo, e que está fazendo um péssimo serviço no Norte da Ilha e Continente”;
Segundo Afrânio Boppré, “tanto a empresa quanto seu dono têm uma longa ficha de crimes ambientais, investigações e processos judiciais”.  A contratação ocorreu em meio à greve dos trabalhadores da Comcap, alegando situação de emergência.

Além de apresentar um requerimento na última quinta-feira (18), Afrânio declarou que “governo Topázio está sob suspeitas faz tempo. Corrupção virou rotina e falta a caneta do prefeito para demitir os secretários envolvidos”.

“Já temos 6 assinaturas para abrir a CPI para investigar o esquema corrupto de contratação da Amazon Fort, empresa terceirizada de coleta de resíduos sólidos pela prefeitura de Florianópolis”, disse Boppré.

São necessárias oito assinaturas, dos 23 vereadores, para abertura da CPI. Por enquanto, quatro deles, manifestaram favoráveis: Afrânio Boppré (PSOL), Cintia Mandato Bem Viver (PSOL), Tânia Ramos (PSOL), Carla Ayres (PT) e Maikon Costa (PL).

São grandes os indícios de envolvimento de membros do alto escalão do Governo Topázio em práticas de crime ambiental, lavagem de dinheiro, fraude à licitação e corrupção.

A Operação Presságio investiga fatos de 2021, quando a empresa Amazon Fort foi contratada em caráter excepcional para fazer o recolhimento do lixo na Capital, por conta de uma greve da Comcap. A investigação é sobre organização criminosa e lavagem de dinheiro entre 11 investigados, que foram alvos de 24 mandados de busca e apreensão.

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