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terça-feira, fevereiro 10, 2026
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VIDEO Marcos Rocha reafirma permanência no governo e Expedito Júnior anuncia deputado Flores no PSD

A sete meses e 22 dias das eleições de 4 de outubro de 2026, os bastidores estão movimentadíssimos. Considerado o mago das estratégias eleitorais, o ex-senador Expedito Júnior trabalha incansavelmente para eleger o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), o novo governador de Rondônia. Expertise em descobrir talentos políticos e eleger até desconhecidos ele tem de sobra. Haja vista as eleições de Hildon Chaves a prefeito de Porto Velho e Ivo Cassol ao governo de Rondônia quando ninguém acreditava.

De acordo com a coluna Resenha Política assinada por Robson Oliveira, ao filiar o governador Marcos Rocha ao PSD e, mais do que isso, abrir mão da direção regional do partido, Expedito Júnior realizou um movimento raro na política: abriu mão do poder formal para ampliar influência real. A operação escancarou sua principal virtude — uma capacidade incomum de articulação, leitura de cenário e construção de alianças em terrenos movediços.

Derrotado em três disputas pelo governo de Rondônia, inclusive para Marcos Rocha,  Expedito Júnior jamais foi riscado do jogo, apesar das profecias apressadas de alguns avexados. Ao lado do senador Confúcio Moura, é o político mais longevo do estado, sobrevivendo a ciclos eleitorais graças à habilidade de se reinventar e de renascer das cinzas a cada eleição estadual.

Hildon Chaves, o improvável

Poucos políticos rondonienses acertaram tanto em apostas consideradas improváveis. Ivo Cassol e Hildon Chaves, por exemplo, hoje são personagens centrais da política estadual, foram escolhas de Expedito quando quase todos torciam o nariz para as chances eleitorais. Descobrir talentos e lançá-los em campanhas inimagináveis sempre foi uma de suas marcas mais consistentes. Mais calejado e bem menos voluntarista opera a política mais por vocação do que por ambição.

O roteiro não é novo. Foi assim na eleição de Hildon Chaves, quando adversários previam que o então candidato seria um mero fantoche de Expedito. O tempo tratou de desmontar a caricatura. Agora, por figurar como um dos principais articuladores da pré-candidatura de Fúria, as mesmas ladainhas reaparecem nas redes sociais, requentadas como argumento de ocasião. A história política de Rondônia não registra candidato ingênuo que tenha vencido eleição majoritária para aceitar o papel de marionete. Tampouco há registro de ventríloquo capaz de sustentar mandato alheio sem que o titular tenha vontade própria. Na política real — não na ficção das redes — cada eleito governa com o peso das próprias escolhas.

Adaílton Fúria, outra aposta

O grupo que começa a se consolidar em torno da candidatura de Adaílton Fúria (PSD) ao Governo de Rondônia — agora reforçado pela filiação do governador Marcos Rocha — já passa pelo previsível bombardeio pré-eleitoral. Nada fora do script. Em períodos assim, a artilharia dispara antes mesmo de o palanque ser montado. Entre os alvos preferenciais está Expedito Junior que, mesmo sem mandato há mais de duas décadas, continua provocando reações desproporcionais. Não exatamente pelo tamanho formal de seu espaço institucional, mas pela reconhecida habilidade de articulação política e pela capacidade de costurar alianças onde muitos só enxergam rivalidades.

Pré-candidato a deputado federal

Há uma percepção equivocada de que Expedito abandona aliados pelo meio do caminho; na prática, foram muitos os ex-aliados que se voltaram contra ele — e nem isso foi suficiente, ao longo do tempo, para eliminá-lo eleitoralmente. Não é santo, mas está longe de ser demônio. Há razões políticas de sobra para criticá-lo, mas subestimá-lo é um erro recorrente. Pré-candidato a deputado federal, se souber usar suas habilidades de bastidores a favor próprio, pode voltar a ficar de bem com as urnas e sonhar na maturidade com os projetos quando jovem. O que não pode é cometer erros do passado imperdoáveis no presente.

Marcos Rocha e Thiago Flores

Ainda segundo a Resenha Política, o governador Marcos Rocha reafirmou que continuará no governo até o fim e que vai se empenhar para eleger Adailton Fúria seu sucessor, além de eleger senador e deputados federais e estaduais. Sobre a filiação ao PSD de Rondônia, com o aval de Gilberto Kassab, Marcos Rocha afirmou que, por diversas vezes, recebeu garantias do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, de que assumiria o diretório regional da legenda. O tempo passou, e a promessa não se concretizou. Quando veio o convite do PSD, trouxe também a garantia de comando estadual do partido e autonomia para organizar o grupo político sob sua liderança.

Rocha revelou ter informado a Kassab que projeta repetir o desempenho das eleições proporcionais de 2022, quando conseguiu eleger seis dos oito deputados federais de Rondônia alinhados ao seu projeto. Antecipou que o deputado federal Thiago Flores deverá acompanhá-lo no PSD, tão logo se abra a “janela partidária”. Outros parlamentares e um número considerável de prefeitos também demonstrariam interesse em aderir. Todos, segundo o governador, estarão empenhados em eleger boas bancadas e apoiar Fúria como seu sucessor. A meta é ambiciosa: fazer nas eleições “barba, cabelo e bigode”. Há quem duvide e aposte que o projeto pode desidratar no percurso. O tempo, como sempre, será o juiz final. Vale a pena conferir a entrevista completa no Resenha Política.

Com informações da coluna Resenha Política, de Robson Oliveira, no Rondônia Dinâmica.

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