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quinta-feira, abril 23, 2026
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Violência doméstica é tema de rodas de conversas na Assembleia Legislativa

Trabalhadoras da Assembleia Legislativa participam de rodas de conversas sobre violência doméstica, promovidas pela Casa, por meio da Secretaria de Modernização da Gestão. O terceiro encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira (31). A ação faz parte do Agosto Lilás, uma campanha de enfrentamento à violência contra a mulher. Neste mês, a Lei Maria da Penha completa 17 anos.

Um dos temas das rodas de conversas é a história da biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu duas tentativas de homicídio pelo marido. Na primeira, com arma de fogo, deixando-a paraplégica e, na segunda, por eletrocussão. Depois disso, ela lutou pela criação de mecanismos que contribuíssem para a diminuição da violência doméstica e familiar contra a mulher.

Outro assunto abordado nos encontros são os tipos de violência contra a mulher e suas características. A violência não se resume a agressões físicas; também pode ser psicológica, sexual, patrimonial e moral. Também foi falado sobre as medidas protetivas. “Muitas mulheres sofrem violências e não sabem. A informação é fundamental. Hoje existem mecanismos para proteger a mulher e seus filhos”, ressaltou o psicólogo José Danilo Rangel.

De acordo com o 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho deste ano, Rondônia liderou o ranking de feminicídios no ano de 2022. O estado teve a maior taxa proporcional do país, com 3,1 casos para cada 100 mil mulheres. Feminicídio é o termo usado para definir o homicídio de mulheres cometido em razão de gênero.

No estado, em 2022, o Poder Judiciário concedeu 5.879 medidas protetivas. Em 2021 foram 5.603. “Esses espaços de conversa, de diálogo, permitem o acesso a diversas informações importantes, que podem nos ajudar ou nos permitir a ajudar outras mulheres”, destacou a analista legislativa Natália Lima, que participou do evento.

Secom ALE/RO

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