Tanto a prefeitura de Porto Velho, quanto o governo do Estado de Rondônia, não enxergam o que está debaixo dos olhos e das narinas. Moradores de rua se amontoam em torno da rodoviária de Porto Velho, sem atenção alguma dos poderes constituídos. “Várias barracas estão montadas com famílias inteiras nelas instaladas. Em volta o mau cheiro, comida jogada no chão, lixo e até roupa pendurada se vê; enquanto ônibus, carros, motos e pedestres passam por ali dia e noite. Uma cracolândia está se formando no entorno da Rodoviária de Porto Velho”, descreveu a jornalista Victoria Bacon há uma semana quando escreveu sobre essas pessoas invisíveis para as autoridades.
Essas pessoas têm direito a uma casa, saúde e educação para os filhos. Está na Constituição Federal. Milhões de brasileiros estão comendo mal, morando mal e pior, doentes, pois fazem falta os 10 mil médicos cubanos enxotados pelo governo Bolsonaro.
E não há esperança nenhuma de melhoria durante este governo que só privilegia militares e ricos, muito ricos. O “Minha Casa Minha Vida” se transformou no “Minha Mansão, Minha Vida”. A Saúde só privilegia os planos de saúde e hospitais particulares. A segurança pública atua só contra a população pobre e negra. Milhares de jovens são mortos todos os meses. Ser pobre no Brasil virou motivos para assassinatos à sangue frio.
E não há esperança de mudança. Não neste governo. Porto Velho está entregue a uma administração elitista. E hoje se une a um governo que apoia o negacionismo. Não vejo com bons olhos essa união que não privilegia os mais pobres, que se gaba de ter a Câmara dos Vereadores e a Assembleia Legislativa alinhados ao poder municipal e estadual.
Roberto Kuppê



