PORTO VELHO- O PSB tem até o dia 24 de junho para resolver o imbróglio interno, criado pela desistência da candidatura a deputado federal de Jesualdo Pires, o que dificultaria, em tese, a reeleição do deputado Mauro Nazif, que preside a sigla no estado de Rondônia. A Frente Democrática referendou o nome de Vinícius Miguel (PSB) ao governo, mas Nazif jogou água fria na indicação, abrindo possibilidade de sair candidato ao Senado ou ao governo, caso não consiga nomes para compor uma nominata capaz de angariar votos suficientes para reelegê-lo.
Esse assunto já está mais do que batido e cansativo, mas há novidades. Segundo uma fonte que compareceu à reunião do dia 13 de junho, que seria o Di D para a Frente Democrática, foi dado um novo prazo e definitivo para o PSB se resolver internamente. A Frente vai esperar somente até o dia 24 de junho pela decisão do PSB, que deve escolher se mantém o nome de Vinícius Miguel ao governo ou lançará o nome de Nazif ao Senado ou ao governo, sendo que o partido terá que optar por apenas uma candidatura majoritária.
O PT está a cavaleiro nestas eleições. Pela primeira vez abre mão de uma candidatura majoritária desde 2002 quando apoiou Acir Gurgacz (PDT) ao governo, acabando por eleger Fátima Cleide ao Senado, e Anselmo de Jesus e Eduardo Valverde para a Câmara Federal.
Também é a primeira vez que a esquerda se une em Rondônia com sete partidos, repetindo a aliança nacional para a eleição de Lula à presidência da República. A Frente Democrática é composta pelos partidos PT, PSB, PCdoB, Solidariedade e PV, havendo a possibilidade de juntar-se o PSOL e a Rede Sustentabilidade, além do PDT. E, dependendo das circunstâncias, até o MDB poderá compor esta frente inédita na política rondoniense.
A Frente não teria nenhum problema em abrigar o MDB. Caso o projeto eleitoral seja bem sucedido, com a eleição do governador de Rondônia, o partido de Ulisses Guimarães teria bons quadros para compor um eventual governo, dentre os quais Wagner Garcia, George Braga e Williames Pimentel, o trio de ouro da administração Confúcio Moura.
A menos de quatro meses das eleições, a Frente Democrática tem uma chance ímpar de chegar ao segundo turno para o governo de Rondônia e eleger uma boa parte das bancadas federal e estadual. Com a direita dividida com três candidatos ao governo, a esquerda vê grandes possibilidades de eleger o primeiro governador de Rondônia, desde que se mantenha unida e lance o candidato com mais chances e menos rejeição.
Pesquisas para consumo interno estão sendo realizadas pela Frente Democrática, que vão orientar as tomadas de decisão. Por enquanto, a Frente mantém Vinícius Miguel ao governo, Anselmo de Jesus para vice-governador e Daniel Pereira para o Senado Federal.
Parte integrante da Frente Democrática, o PT lançará amanhã a pré-candidatura de Fátima Cleide à deputada federal. O partido que abriu mão de candidatos majoritários, foca na eleição de pelo menos um representante na Câmara Federa. O evento será a partir das 18 horas na sede do Sintero. Na semana passada o partido mostrou força em Cacoal, no lançamento das pré-candidaturas a deputado federal e a estadual, respectivamente, de Gervano Vincent e Léo Simão.
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