Por Roberto Kuppê (*)
Ah, o presidente Lula errou ao receber Maduro com pompa de estadista. Sim, errou. Lula poderia receber Maduro sim, como recebeu a todos os demais presidentes presentes na cúpula organizada pelo governo brasileiro. Com discrição.
Lula deveria se comportar em relação à Maduro, como certos héteros se comportam quando se encontram com travestis: com discrição, sem mostrar. É. As coisas que acontecem na calada da noite, sem publicidade, têm mais chance de dar certo. Risos.
Brincadeira à parte, eu entendo perfeitamente a atitude do nosso presidente. Lula é um democrata convicto, que prega a paz e a harmonia. Ele queria apenas reabilitar a Venezuela enquanto país da América do Sul, que andou hostilizada na última década. Lula não nutre amores por ditadores e nem flerta com terroristas.
Não se pode condenar Lula em relação à Maduro, enquanto ele luta pela paz mundial. Não é coerente festejar as ações do presidente no protagonismo mundial, e, ao mesmo tempo, condená-lo só porque ele quer harmonia na América do Sul. Maduro é ditador? É. Assim como são ditadores Vladimir Putin (Rússia), Kim Jon e outros como o príncipe árabe que presentearam Bolsonaro com joias milionárias.
A nosso ver, Lula errou mais em marcar para esta semana esta reunião com os presidentes do nosso continente, no momento em que ele tenta atravessar o Palácio do Planalto até o Congresso Nacional andando sobre uma corda a 100 metros de altura. A tendência é acidente na certa.

Lula corre um perigo danado na Câmara dos Deputados, com o presidente Arthur Lira (PP-AL) se travestindo de Thanos (foto da capa), um dos vilões dos Vingadores. Lula é forte, tem moral, tem os melhores projetos, mas, pode perder para os vilões que atuam nos calabouços do Congresso Nacional, como os Skrulls, de Vingadores, raça bélica e transmorfa, muito parecida com a turma Magno Malta, Carla Zambelli, coronel Chrisóstomo e Nikolas Ferreira, todos do famigerado PL.

Pois é. Do lado da força do bem, o vingador Flávio Dino e o Poderoso Xandão precisam de mais companhia para enfrentar os vilões do Congresso Nacional. Não bastam só as Mulher Maravilha (Simone Tebet) nem a Mulher Gato (Gleisi Hoffman). Tem que ter mais heroínas para enfrentar a Mulher Goiaba que atua em várias frentes atacando indígenas e transportando drogas.
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