Duda Salabert (PDT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) integram a categoria líderes, enquanto Txai Suruí está na de defesa de direitos
Três brasileiras foram selecionadas para a lista “Time100 Next”, da revista americana “Time”, que reconhece cem lideranças em ascensão em todo o mundo. Elas são as deputadas federais Duda Salabert (PDT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) e a ativista indígena Txai Suruí.
A revista destaca que, para se tornarem as primeiras congressistas transexuais do país, Duda e Erika passaram por uma trajetória marcada por ódio e até ameaças de morte, mas que, apesar disso, não deixam que essa realidade limite suas aspirações.
“Estamos na luta para ressignificar tudo isso a cada dia e dizer ao mundo que existimos, somos humanas e merecemos dignidade”, agradeceu Duda Salabert, nas redes sociais.

“É uma honra e uma responsabilidade fazer parte desse novo imaginário que representa a mudança na sociedade e na representação política”, afirmou Érika Hilton, também em uma rede social.

Defesa dos direitos dos indígenas
A revista Time ainda destacou a atuação de Txai Suruí, liderança indígena de apenas 26 anos, na luta pela juventude nos movimentos que ela fundou e participa, como a Juventudade Indígena de Rondônia (JIR) e a Associação de Defesa Etnoambiental—Kanindé.
O texto também ressalta o trabalho de Txai contra os excessos do Brasil no que diz respeito ao desmatamento, à emissão de gases poluentes e a invasão ilegal de terras.
“Defender os direitos humanos é proteger os direitos e as terras dos povos indígenas”, defendeu Txai Suruí, em fala destacada pela revista Time.
Quem é Txai Suruí
Integrante da comunidade indígena Paiter Suruí no Brasil, a ativista de 26 anos fundou o Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, que mobiliza jovens de seu estado, e coordena a Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé, organização comunitária que tem atuado com os povos indígenas há mais de 30 anos.
Suruí também foi a primeira mulher em sua comunidade a obter um diploma de direito, que ela usou para processar o governo brasileiro por não cumprir seus compromissos de emissões no âmbito do Acordo de Paris. Com a ajuda de câmeras, drones e tecnologia GPS, ela trabalha com sua comunidade para monitorar invasões de terras e melhorar a responsabilização.
Suruí afirma que defender os direitos humanos implica proteger os direitos e as terras dos povos indígenas: “Somos filhos da Mãe Terra. Estamos propondo soluções para adiar o fim do mundo.”
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