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sábado, fevereiro 28, 2026
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Mistério: desenhos aparecem em pedras do rio Guaporé, em Rondônia

Gravuras rupestres emergem das profundezas do rio Guaporé, em Rondônia. Nas margens do rio Guaporé, uma região já conhecida por seus mistérios naturais, algo inesperado e intrigante veio à tona recentemente.

Nas imagens é possível observar afloramentos rochosos com gravuras rupestres que aparecem durante o período de estiagem do rio Guaporé.

Rondônia é uma região repleta de mistérios naturais e, recentemente, um vídeo gravado na região do Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques (RO), viralizou nas redes sociais. Nas imagens, é possível observar afloramentos rochosos com gravuras rupestres que aparecem durante o período de estiagem do rio Guaporé. A questão que intriga a todos é: qual é a origem dessas gravuras e quem as deixou ali?

As imagens que nos fazem mergulhar na aventura das rochas foram capturadas pela destemida jornalista Luciana Oliveira, que viajou até o local para desvendar o mistério de perto. Ela relata que para alcançar as rochas, é necessário navegar pelo rio por aproximadamente 20 minutos. No entanto, devido à natureza perigosa da travessia, especialmente nesta época do ano, a presença de um guia experiente é absolutamente essencial.

De acordo com as análises do arqueólogo renomado Carlos Zimpel, essas pedras com gravuras rupestres emergem somente durante a temporada de seca do rio. Elas são reconhecidas e valorizadas pela maioria dos moradores da comunidade quilombola do Forte Príncipe da Beira, devido à sua proximidade com a região.

Mas como são essas pedras, afinal? Segundo as observações do arqueólogo, essas rochas apresentam uma variedade impressionante de formas, algumas lembrando animais e até mesmo figuras humanas. Além disso, sua dimensão é maior do que se pode perceber à primeira vista, o que as torna ainda mais impressionantes e visíveis.

O quilombola Angel Pessoa complementa a descrição, destacando que nas gravuras também é possível identificar indicações de localizações, como setas apontando para diferentes pontos, auxiliando na orientação geográfica para aqueles que habitavam a região há milhares de anos.

A pergunta que não quer calar é: quem foram os autores destas gravuras enigmáticas? O especialista esclarece que a região às margens do rio Guaporé foi habitada por pelo menos 6.500 anos, com várias áreas arqueológicas já estudadas na região. No entanto, cerca de 2 mil anos atrás, houve um aumento significativo na presença de populações indígenas que ocupavam tanto as margens quanto o interior próximo ao rio.

Segundo o arqueólogo, as gravuras estão intrinsecamente ligadas à primeira ocupação da região onde o Forte Príncipe da Beira está situado. Nessa área, uma densa população indígena coexistia até que outros grupos chegaram, dispersando-os.

As pessoas que habitaram essa região deixaram sua marca de diversas maneiras, incluindo a inscrição de mensagens nas pedras. Importante ressaltar que essas gravuras não estão limitadas apenas à área de Costa Marques, mas também são encontradas em diversos pontos da Amazônia, servindo como um testemunho notável da presença indígena na região, conforme explica Carlos Zimpel.

Portanto, à medida que essas antigas gravuras emergem da obscuridade do rio Guaporé, elas continuam a nos intrigar e nos conectar com o passado misterioso e fascinante da região de Rondônia. A busca pela compreensão de sua origem e significado prossegue, mantendo viva a chama da curiosidade e da admiração pelo patrimônio histórico e cultural dessa área rica em mistérios.

Fontes: Portal Amazônia e Jornal da Fronteira

 

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