A reviravolta institucional e política ocorrida no Brasil no último ano sugere que, se as forças progressistas e democráticas quiserem, estão reunidas as condições objetivas para que o bolsonarismo – e o que ele representa – seja reduzido ao mínimo desejável.
A volta de Lula ao poder – e as conquistas do seu primeiro ano de mandato – , a derrota eleitoral e a inelegibilidade de Bolsonaro, a cassação de Deltan Dallagnol, a derrocada política – e moral – de Sergio Moro, o descrédito da Lava-Jato, as ascendências de Cristiano Zanin e Flávio Dino ao STF, os questionamentos sobre o papel da forças armadas e, sobretudo, o perfil garantista do Supremo Tribunal Federal, oferecem os elementos para que , os arroubos autoritários e radicais se mantenham controlados pelos limites institucionais da democracia.
Resta saber o quanto as forças democráticas e progressistas estão organizadas – e interessadas – nisso.
Este é um recado para Lula e o lulismo…



