Operação Presságio: Amazon Fort levou contrato porque foi a única interessada, diz prefeito de Florianópolis; Pivô da Operação Presságio, da Polícia Civil, Amazon Fort permaneceu por 17 meses como contratada pela prefeitura
O prefeito de Florianópolis (SC), Topázio Neto (PSD), justificou que a Amazon Fort prestou serviços em Florianópolis mesmo após o fim da greve da Comcap, em 2021, porque não houve interesse de outras empresas para o recolhimento de lixo. A empresa é alvo da Operação Presságio, da Polícia Civil, deflagrada na quinta-feira (18).
Além da empresa, outras quatro pessoas, incluindo dois secretários — já exonerados — também são alvos da investigação por corrupção e crime ambiental em razão do contrato emergencial firmado entre a prefeitura de Florianópolis e Amazon Fort. Segundo a Polícia Civil, o documento foi assinado antes da greve da Comcap, autarquia responsável pela coleta de lixo determinados pontos da capital.
Em entrevista ao jornal ND, Topázio argumentou que, quando a Comcap entrou em greve em 20 de janeiro de 2021 e o lixo se acumulou pela cidade, à época, se fez uma contratação emergencial para recolhimento do lixo e Amazon se habilitou.
“Em 2021 ela recolheu o lixo e, em algum momento, começou a ter dificuldades, inclusive para comprovar pagamento de impostos para receber a remuneração a que tem direito. Quando identifiquei isso em 2022, quando assumi a prefeitura, o serviço prestado por eles estava muito ruim”, explicou o atual prefeito.
Em seguida, Topázio determinou uma nova licitação para escolher outra empresa, o que ocorreu no primeiro semestre de 2022. Em novembro daquele ano, o contrato com a Amazon foi rescindido e a empresa FG, vencedora da licitação, iniciou a coleta de lixo no Norte da Ilha.
Topázio disse, ainda, que não encerrou o contrato com a Amazon quando acabou a greve da Comcap porque nenhuma empresa se mobiliza para trabalhar por apenas dez dias.
“Na negociação para saída da greve, conseguimos fazer a Comcap entregar o Norte da Ilha para coleta de uma empresa terceirizada. Foi onde a Amazon seguiu no Norte da Ilha”.
Como a Capital ainda tem contrato vigente com terceirizada para a coleta de lixo, a reportagem questionou se estes serão revisados. O prefeito disse que isso é feito em todos os contratos pelo Tribunal de Contas, pela Secretaria de Contratações e Licitações, mas que serão, sim, revisados, haja vista que a FG é fornecedora e que há uma pendência judicial, porque o segundo colocado no processo licitatório questiona a escolha da FG.
“Alegam que tiveram preço mais baixo do que todas elas, inclusive mais do que a antiga Amazon. Estamos com o contrato regular, mas discutido em juízo por conta da segunda colocada”.
O Grupo ND tentou contato com a Amazon Fort via e-emails e telefones ao longo de quinta-feira, mas não obteve retorno. O texto será atualizado em caso de manifestação da investigada.
Empresa alvo recebeu R$ 29 milhões

A Amazon Fort, empresa terceirizada contratada pela Prefeitura de Florianópolis para coleta de lixo, recebeu, ao todo, R$ 29 milhões do município entre 2021 e 2022.
O montante foi pago entre janeiro de 2021 e maio de 2022 e consta no Portal da Transparência de Florianópolis. Entre um ano e outro, o valor pago aumentou 85%, passando de R$ 10,4 milhões, em 2021, para R$ 19,4 milhões, em 2022.
Conforme a prefeitura, os R$ 29 milhões pagos à empresa terceirizada estão “abaixo do valor do mercado”, e que inclusive, era metade do cobrado pela Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital), autarquia responsável pela coleta e destinação do lixo na Capital.
O que é a Operação Presságio
Na manhã de quinta-feira, a DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) realizou uma operação contra secretários e servidores comissionados da Câmara. Todos já foram exonerados pelos respectivos poderes.
Os alvos da Operação Presságio foram:
- Ed Pereira, secretário Municipal de Turismo, Cultura e Esporte;
- Fábio Braga, secretário Municipal do Meio Ambiente;
- Samantha dos Santos Brosse, esposa de Ed Pereira e assessora parlamentar no gabinete do vereador Marquinhos (PSC); e
- Gustavo Silveira, assessor da Mesa Diretora da Câmara.
A Câmara de Vereadores de Florianópolis também foi alvo da operação da Polícia Civil com mandados relacionados aos assessores parlamentares. No local, foram apreendidos malotes, documentos e aparelhos eletrônicos. A Câmara e vereadores não são alvos da operação.
“Alegam que tiveram preço mais baixo do que todas elas, inclusive mais do que a antiga Amazon. Estamos com o contrato regular, mas discutido em juízo por conta da segunda colocada”.
O Grupo ND tentou contato com a Amazon Fort via e-emails e telefones ao longo de quinta-feira, mas não obteve retorno. O texto será atualizado em caso de manifestação da investigada.
Empresa alvo recebeu R$ 29 milhões
A Amazon Fort, empresa terceirizada contratada pela Prefeitura de Florianópolis para coleta de lixo, recebeu, ao todo, R$ 29 milhões do município entre 2021 e 2022.
O montante foi pago entre janeiro de 2021 e maio de 2022 e consta no Portal da Transparência de Florianópolis. Entre um ano e outro, o valor pago aumentou 85%, passando de R$ 10,4 milhões, em 2021, para R$ 19,4 milhões, em 2022.
Conforme a prefeitura, os R$ 29 milhões pagos à empresa terceirizada estão “abaixo do valor do mercado”, e que inclusive, era metade do cobrado pela Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital), autarquia responsável pela coleta e destinação do lixo na Capital.
O que é a Operação Presságio
Na manhã de quinta-feira, a DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) realizou uma operação contra secretários e servidores comissionados da Câmara. Todos já foram exonerados pelos respectivos poderes.
Os alvos da Operação Presságio foram:
- Ed Pereira, secretário Municipal de Turismo, Cultura e Esporte;
- Fábio Braga, secretário Municipal do Meio Ambiente;
- Samantha dos Santos Brosse, esposa de Ed Pereira e assessora parlamentar no gabinete do vereador Marquinhos (PSC); e
- Gustavo Silveira, assessor da Mesa Diretora da Câmara.
A Câmara de Vereadores de Florianópolis também foi alvo da operação da Polícia Civil com mandados relacionados aos assessores parlamentares. No local, foram apreendidos malotes, documentos e aparelhos eletrônicos. A Câmara e vereadores não são alvos da operação.
Fonte: ND+




