PORTO VELHO- No primeiro dia de setembro, uma densa e extensa cortina de fumaça cobre a capital de Rondônia que já vem sofrendo o problema há mais de dois meses.
Nos últimos dias a seca extrema e o aumento expressivo das queimadas têm provocado impactos à saúde, mas também mudam a rotina de várias cidades brasileiras. (Foto Solange Gurgacz).
O desfile cívico-militar de 7 de setembro foi cancelado em Porto Velho. A decisão do governo levou em consideração os riscos à saúde por causa da grande quantidade de fumaça que encobre o estado nas últimas semanas.
Além disso, a falta de visibilidade afetou mais de 20 voos na capital. Já são seis dias consecutivos com cancelamento no aeroporto de Porto Velho por causa da fumaça.
Uma mancha de fogo com mais 500 quilômetros de extensão e mais de 400 quilômetros de largura tem avançado sobre a Amazônia, conforme captado pelo satélite europeu Copernicus. Na quinta-feira (29), o fenômeno cobria os estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas do Peru, Bolívia e parte do Paraguai.
Segundo dados do programada BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Amazônia registrou mais de 61 mil focos de queimadas de 1º janeiro até sexta (30), enquanto o Pantanal contabilizou quase 9 mil focos. Os dois biomas estão no território que está sendo afetado pela mancha de fogo.
Por Mais RO com informações da Agência Brasil.




