Quem passa pelo centro de Porto Velho não tem como ignorar. As estruturas de ferro se destacam de longe e carregam mais do que aparência: carregam história, memória e identidade.
As famosas Três Caixas d’Água, ou simplesmente “Três Marias”, seguem firmes como um dos maiores símbolos da capital.
O que está por trás do monumento
As estruturas chegaram dos Estados Unidos entre 1910 e 1912. Na época, tinham uma missão essencial: abastecer a cidade e dar suporte às obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Durante décadas, foram fundamentais para o crescimento de Porto Velho. O sistema funcionou até meados dos anos 50.
Muito além de ferro
Projetadas pela empresa Chicago Bridge & Iron Works, as caixas acompanharam o nascimento da cidade. Elas viram de perto a chegada de trabalhadores, o avanço da ferrovia e o desenvolvimento da região. Hoje, são mais do que estruturas antigas. Viraram símbolo.
Reconhecimento e identidade
Em 1988, o conjunto foi oficialmente reconhecido como patrimônio histórico. Desde então, passou a representar a cultura local. As Três Marias estão na bandeira de Porto Velho, aparecem em artesanato e são parada obrigatória para turistas e estudantes.
Ponto de encontro
Ao redor das estruturas, a praça ganhou vida. O espaço virou ponto de convivência, com:
- Passeios
- Atividades culturais
- Aulas ao ar livre
- Momentos de lazer
A prefeitura mantém o local com ações de limpeza e organização para garantir acesso à população.
O que dizem as autoridades
O prefeito Léo Moraes destacou o valor simbólico do local: “As Três Caixas d’Água fazem parte da nossa história. Cuidar desse espaço é manter viva a memória da cidade.”
Já o secretário de Turismo, Aleks Palitot, reforçou: “É um ponto que chama atenção de quem chega e fortalece o turismo local.”
Um convite no fim do dia
No fim da tarde, a praça se transforma. O cenário vira ponto de encontro para quem quer relaxar e acompanhar o pôr do sol. Localizada na Avenida Carlos Gomes com Rogério Weber, a Praça das Três Caixas d’Água segue como um dos lugares mais marcantes da capital.
Mais que passado, um legado
Mais de 100 anos depois, as estruturas continuam de pé. E seguem lembrando que Porto Velho nasceu de histórias, trabalho e resistência.




