Por Roberto Kuppê (*)
Pedro Abib
Surge de novo o nome de Pedro Abib (vice-reitor da Faculdade Católica), como virtual candidato ao governo de Rondônia pelo MDB. O nome dele havia sido mencionado no ano passado, mas a assessoria dele disse na época que não procedia, que o foco dele estaria centrado na faculdade e na transformação do Hotel Vila Rica em um hospital de ponta. Pedro Abib está ativo nas redes sociais. Pode ser um sinal de que ele poderá ser candidato à algum cargo eletivo.
Um estranho no ninho
O senador Confúcio Moura (MDB-RO) postou um artigo no blog dele bastante enigmatico. Ao mesmo tempo em que anunciou que o partido formou uma nominata competitiva para deputados federal e estadual, ele anunciou a chegada de Orestes Neto, de São Paulo, o qual ele não conhece. “Maioria dos acontecimentos são inesperados. Se tudo saísse como o planejado, o mundo seria uma doçura e ao mesmo tempo sem graça. A graça está no imprevisto. Apareceu Orestes Neto, com pequeno grupo, uma chacoalhada no partido, agitou os grupos de Zap, ainda não o conheço, de qualquer forma é importante, partido vive de acontecimentos inesperados. Creio que oriundo de São Paulo, a gente não sabe qual o interesse, mas, de qualquer forma seja bem-vindo, não como Múcio Ataíde, o homem do chapéu, que deu a maior banana para a Rondônia, depois de eleito deputado federal, mais votado, escafedeu-se para o Rio de Janeiro”, disse Confúcio Moura .
Eleições 2026
A cinco meses 12 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, o quadro sucessório continua estável com o senador Marcos Rogério (PL) na ponta, sendo perseguido por Adailton Fúria (PSD), Samuel Costa (PSB), Expedito Netto (PT) e Hildon Chaves (UPr). Segundo informações de Cacoal, uma vez consolidada a posição de Marcos Rogério na primeira fila, a equipe de Fúria vai centrar fogo em Hildon Chaves. A segunda posição para o segundo turno está em aberto.
Célio Lopes
O nome de Célio Lopes à Câmara Federal pelo União Brasil está crescendo. Célio foi candidato à prefeito de Porto Velho nas últimas eleições conquistando mais de 30 mil votos, ficando em terceiro lugar. Conhecido, o advogado está em pré-campanha, buscando apoios na capital e interior.
Jesualdo e Silvia Cristina
A dobradinha que poderá ser bem sucedida nestas eleições. Jesualdo Pires para deputado federal e Silvia Cristina para o Senado Federal. “Legado se constrói com trabalho… e se fortalece com união. Depois de uma história de trabalho por Rondônia, sigo com ainda mais responsabilidade. Gratidão à deputada federal Silvia Cristina pelo apoio, estamos juntos, no mesmo partido e no mesmo propósito: transformar vidas e dar continuidade a esse trabalho que já faz a diferença”.
Sid Orleans
Outro nome forte, desta vez para deputado estadual, Sid Orleans (PT) tem uma vasta folha de serviço prestados à saúde de Rondônia.
Fogaça em Cacoal
O vereador de Porto Velho, Everaldo Fogaça, intensificou sua agenda política na cidade de Cacoal, onde tem visitado amigos, familiares e empresários para apresentar o projeto de sua pré-candidatura a deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). Conhecido por manter forte ligação com o interior do estado, Fogaça vem sendo muito bem recebido durante sua passagem por Cacoal. A visita tem sido marcada por reencontros, conversas e apoio de pessoas que acompanham sua trajetória desde os primeiros anos de vida em Rondônia.
Trump estende cessar-fogo
E Donald Trump piscou novamente. A poucas horas de se encerrar o prazo do cessar-fogo com o Irã, o presidente dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira que a trégua seria estendida indefinidamente. A justificativa foi dar tempo para que se chegue a um acordo mais duradouro de paz, mas, até o momento, não há sequer perspectiva de negociações. O vice-presidente JD Vance, que comandará a delegação americana, suspendeu a viagem para Islamabad, capital do Paquistão, que vem atuando como mediador na crise; já o governo iraniano ainda não confirmou sequer se mandará representantes. (AP)
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A extensão do cessar-fogo não deve aliviar muito a tensão no Golfo Pérsico, uma vez que a Marinha americana mantém o bloqueio aos portos iranianos, classificado por Teerã como uma violação da trégua — embora o Irã mantenha o fechamento do Estreito de Ormuz. Além disso, a Casa Branca impôs, como forma de pressão, novas sanções econômicas ao regime dos aiatolás. (CNN)
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A necessidade de um acordo — especialmente se puder ser vendido como vitória — é crescente para Trump. A mais recente pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que a aprovação do presidente estacionou no menor nível em seu segundo mandato, 36%, contra uma reprovação de 62%. A maioria dos entrevistados questiona não só sua capacidade, mas seu temperamento, especialmente diante da guerra e da troca de farpas com o papa Leão XIV. (Reuters)
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Gideon Rachman: “A crescente pressão da economia vai ser suficiente para que os dois lados cheguem a um acordo rapidamente? Ou a dificuldade em encurtar as distâncias entre os posicionamentos de Irã e EUA vai levar ao fracasso nas negociações e à escalada do conflito? Qualquer resultado é possível — mas minha aposta é na escalada. Se eu estiver certo, o Oriente Médio e a economia mundial ainda não viram o pior dessa crise”. (Financial Times)
Princípio da reciprocidade
O governo brasileiro estuda usar o princípio da reciprocidade para reagir à expulsão pelos Estados Unidos do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Mesmo admitindo não estar inteirado do assunto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste domingo, em Portugal, que “houve um abuso” do governo americano em relação ao policial. Carvalho, que atuava desde 2023 junto ao Departamento de Imigração dos EUA (ICE, na sigla em inglês) em Miami, recebeu ordem de deixar o país, sob acusação de “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas”. Uma de suas funções era identificar foragidos da Justiça Brasileira, caso de Ramagem, condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Preso no dia 13 pelo ICE em Orlando, para onde fugiu ainda durante o julgamento, o ex-deputado foi solto dias depois e agradeceu à cúpula do governo Trump. (g1)
Aposentadorias e benefícios
A equipe responsável pelo programa de economia da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) planeja desvincular do salário-mínimo as aposentadorias e benefícios, que seriam reajustados apenas pela inflação. O mesmo reajuste seria aplicado às despesas com saúde e educação, que hoje têm pisos constitucionais. O plano deveria ter sido anunciado no fim de março, mas a divulgação foi abortada por medo de dar munição política à campanha do presidente Lula (PT). (Folha)-Charge Racha na igreja de Orlando
Geração .com
Nem direita, nem esquerda. Os eleitores brasileiros nascidos neste século misturam valores conservadores e progressistas de acordo com o tema, aponta um estudo realizado pela Quaest. A pesquisa propôs uma divisão geracional mais próxima da realidade brasileira, com um grupo nascido entre 1945 e 64, um entre 65 e 84, outro entre 85 e 99 e finalmente a chamada “Geração .com”, nascida entre 2000 e 2009. Segundo Felipe Nunes, CEO da Quaest, os mais jovens tendem a ser ligeiramente mais progressistas, mas não se identificam com a esquerda. Por exemplo, não creem que o Estado seja capaz de trazer todas as soluções. (Estadão)
Alexandre de Moraes e o Coaf
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes recuou parcialmente na regra que vedava a produção de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial. Em decisão publicada nesta terça-feira, Moraes determinou que as novas regras não afetam procedimentos já concluídos ou instaurados antes de 27 de março, data de sua decisão original. A ordem de Moraes havia sido expedida após o Coaf enviar à CPI do Crime Organizado relatórios com movimentações financeiras de outros membros do STF e seus parentes. (Estadão)
Julian Lemos X Jair Bolsonaro
O ex-deputado federal Julian Lemos, que atuou como um dos principais coordenadores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, fez uma das acusações mais contundentes já vindas de um ex-aliado do ex-presidente. Em declarações públicas, Lemos afirmou que Bolsonaro teria “matado” Gustavo Bebianno — não no sentido literal, mas como uma crítica direta ao que ele classifica como traição e pressão emocional sofrida pelo ex-ministro após seu rompimento com o governo.
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A fala escancara o nível de deterioração das relações internas do grupo que levou Bolsonaro ao poder. Bebianno, figura-chave na articulação da campanha, acabou isolado politicamente após conflitos internos e morreu em 2020, vítima de um infarto, conforme laudos médicos à época.
Julian Lemos X Jair Bolsonaro 3
A declaração de Julian Lemos reacende debates sobre os bastidores do bolsonarismo, marcados por rupturas, acusações e disputas internas. Para críticos, o episódio reforça a narrativa de um ambiente político marcado por lealdades frágeis e confrontos intensos. Já apoiadores de Bolsonaro veem na fala mais um ataque político sem provas concretas.
O fato é que, anos após a eleição de 2018, as feridas dentro do próprio grupo seguem abertas — e, agora, expostas em público com palavras que elevam ainda mais o tom do confronto político no país.
Caros leitores desta coluna
Quantas e quantas vezes este articulista já ensaiou aposentadoria. Deixar de escrever e viver a vida sem se preocupar com nada. Desta vez este que vos escreve marcou prá novembro a tão sonhada paralisação de todas as atividades jornalísticas. A razão de tanto adiamento são os fatos políticos que se sucedem e afetam a população e a democracia. Em 2016 foi o impeachment da Dilma. Em 2018 a prisão de Lula. Em 2022 a volta triunfal de Lula e a prisão de Bolsonaro. Agora, em 2026, quem disse que os golpistas nos deixam tranquilos? Eles não aprenderam com a história. Se esqueceram da ditadura militar. Querem porque querem a volta do autoritarismo, da barbárie. Os quatro nefastos anos de governo Bolsonaro deveriam servir como lição prá nunca mais acontecer de novo. Mas, não. Eles querem de volta um governo estilo Collor com Bolsonaro. Governo de garganta, de conversa fiada e nada de projetos para a população. Os inimigos do povo estão à espreita, só esperando o dia 4 de outubro para dar o golpe. É disso que se trata. Eles não querem vencer no voto. Querem vencer no golpe. É por isso que esta coluna, apesar do peso da idade e de suas consequências na saúde, continuará até novembro de 2026. Para ajudar a combater o fascismo e os inimigos da democracia. Dito isso, é Lula de novo. Para o bem do Brasil.
Caros leitores desta coluna 2
Assista a um lindo relato de uma cidadã brasileira sobre a escolha entre Lula e Flávio Bolsonaro!
Breakfast
Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.
(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político, com informações do Canal Meio
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