O pré-candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), endureceu o discurso contra a concessão da BR-364 à iniciativa privada e acusou adversários políticos de tentarem “reescrever a própria história” após a repercussão negativa da cobrança de pedágios no estado.
Samuel Costa afirmou que sempre se posicionou contra o modelo de privatização da principal rodovia federal de Rondônia e criticou políticos que, segundo ele, apoiaram o processo nos bastidores e agora tentam se apresentar como defensores da população na véspera das eleições de 2026.
“Defenderam a privatização, ficaram em silêncio durante todo o processo e agora que a conta chegou para o povo querem posar de indignados. O povo de Rondônia não é bobo e sabe quem estava do lado da concessão e quem sempre alertou sobre os impactos econômicos do pedágio na vida da população”, declarou.
Sem citar apenas o processo técnico da concessão, Samuel também direcionou críticas ao senador Marcos Rogério (PL), afirmando que há uma tentativa de “capitalização política tardia” em torno do tema.
“O ainda senador Marcos Rogério tenta enganar a população fazendo espetáculo político em auditório, mas a verdade é simples: quando teve a oportunidade de defender Rondônia com firmeza, não fez. Agora, próximo das eleições, quer fingir que é contra um modelo que avançou diante da omissão de parte da bancada federal”, afirmou.
Samuel Costa sustenta que a BR-364 deveria receber investimentos públicos federais por meio de articulação política séria junto ao Governo Federal, sem transferir ao cidadão o custo elevado do transporte e da logística estadual.
Para o pré-candidato do PSB, a concessão da rodovia pode aumentar o custo de vida em Rondônia, afetando diretamente caminhoneiros, produtores rurais, comerciantes e consumidores.
“A BR-364 é uma rodovia estratégica para a economia da Amazônia e para o povo de Rondônia. Não pode ser tratada apenas como ativo financeiro para arrecadação de pedágio. Precisamos de duplicação, manutenção e segurança viária, mas sem penalizar quem trabalha e produz”, destacou.
Samuel Costa também afirmou que o debate sobre a BR-364 revelou “a incoerência de setores da velha política”, que agora tentam se afastar de decisões que antes apoiavam ou silenciavam. “O problema não é apenas o pedágio. O problema é a hipocrisia política de quem ajudou a construir esse cenário e agora tenta fugir da responsabilidade porque a eleição está chegando”, concluiu.
Da Assessoria



