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terça-feira, maio 12, 2026
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MPRO investiga falhas na aplicação da lei que restringe celulares nas escolas

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) abriu procedimentos para fiscalizar o cumprimento da lei que proíbe o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos por alunos durante aulas, recreios e intervalos em escolas públicas e privadas da capital.

A medida foi tomada pela 18ª Promotoria de Justiça após indícios de descumprimento e flexibilização irregular da regra em algumas unidades de ensino de Porto Velho.

A fiscalização envolve escolas municipais, estaduais, colégios militares e instituições particulares. Segundo o MPRO, o objetivo é verificar como a Lei Federal nº 15.100/2025 está sendo aplicada na prática.

A legislação, sancionada em janeiro deste ano, proíbe o uso de celulares, tablets e outros aparelhos eletrônicos pessoais por estudantes da educação básica dentro das escolas, salvo em situações específicas, como atividades pedagógicas ou questões de saúde.

No caso da rede estadual, o Ministério Público também investiga denúncias sobre gravação e divulgação de vídeos feitos dentro de escolas para redes sociais, como TikTok, sem finalidade pedagógica ou institucional.

Outra situação citada na apuração envolve o relato de uma estudante que teria sido impedida de usar o celular em uma situação relacionada à saúde, enquanto outros alunos teriam recebido autorização para utilizar aparelhos em casos considerados inadequados.

A promotora de Justiça Joice Gushy Mota Azevedo determinou que escolas e órgãos responsáveis apresentem informações detalhadas sobre as regras internas, formas de fiscalização e casos registrados de descumprimento da norma.

As redes municipal e estadual terão prazo de 20 dias para enviar relatórios ao MPRO. Já as escolas particulares deverão informar quais medidas adotaram para cumprir a nova legislação.

Segundo o Ministério Público, a intenção é evitar falhas na aplicação da lei e garantir maior controle sobre o uso de aparelhos eletrônicos no ambiente escolar.

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