34 C
Porto Velho
quarta-feira, agosto 19, 2026
spot_img

Fumaça começa a tomar conta do céu de Porto Velho; meteorologista explica de onde ela vem

O céu mais esbranquiçado de Porto Velho nos últimos dias já tem uma explicação: a fumaça das queimadas começa a se espalhar pela região e nem sempre o fogo está próximo da capital.

Segundo o meteorologista do Censipam, Reinaldo Reis, a fumaça que chega à cidade tem origem em queimadas próximas e também em áreas mais distantes.

“Temos eventos próximos de Porto Velho e também uma contribuição que vem do sudeste do Amazonas e do noroeste de Mato Grosso.”

A distância influencia diretamente na forma como a fumaça chega à capital.

Queimadas próximas deixam a poluição mais concentrada nas camadas baixas da atmosfera, justamente onde as pessoas respiram. Já a fumaça de regiões distantes pode chegar em camadas mais altas.

Cenário ainda não é como o de 2024

Com a redução das chuvas e da umidade da vegetação, aumentam as condições para o surgimento e a propagação de incêndios.

O Censipam acompanha a situação por meio de satélites, focos de calor e dados do Painel do Fogo.

Apesar do aumento da fumaça, o meteorologista afirma que o cenário atual não deve repetir a gravidade registrada em 2024, quando Rondônia enfrentou uma forte onda de queimadas.

“Não estamos esperando um cenário tão grave quanto o de 2024.”

O prefeito Léo Moraes reforçou que o período exige atenção e participação da população.

“Evitar o uso do fogo e comunicar rapidamente qualquer ocorrência são atitudes que ajudam a proteger a cidade e, principalmente, as pessoas.”

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente mantém ações de prevenção, fiscalização e educação ambiental durante o período de maior risco.

Quem identificar uma queimada ou incêndio deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193.

A orientação é evitar qualquer uso de fogo e comunicar rapidamente os focos. Um incêndio pequeno pode gerar fumaça que se espalha por diferentes áreas da cidade.

Últimas

- Publicidade -

Relacionadas