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quarta-feira, outubro 14, 2026
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Fumaça chega a Porto Velho após explosão de focos de incêndio no Amazonas; Prefeitura orienta população

Estado vizinho registrou 1.380 focos de incêndio nos primeiros dez dias de outubro, alta de 271% em relação a 2025; índice de poluição na capital preocupa grupos vulneráveis.

A fumaça das queimadas no Amazonas chegou a Porto Velho e voltou a chamar a atenção para a qualidade do ar na capital de Rondônia. A combinação de incêndios, seca e baixa umidade aumenta os riscos para a saúde, principalmente de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos que atuam na região transportam a fumaça até Rondônia. Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também mostram a dispersão da fumaça entre os estados.

Amazonas registra alta de 271% nos focos de incêndio

Dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) apontam que o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio nos primeiros dez dias de outubro de 2026.

O número representa um aumento de 271% em relação ao mesmo período de 2025, agravando o cenário de fumaça que atinge municípios da região, incluindo Porto Velho.

A situação também preocupa por causa da estiagem e das condições climáticas, que favorecem a permanência da fumaça e podem prolongar os efeitos da poluição atmosférica.

Qualidade do ar preocupa grupos sensíveis

A plataforma suíça IQAir registrou índice de qualidade do ar de 120 em Porto Velho, classificado como prejudicial para grupos sensíveis.

Nessas condições, crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias precisam redobrar os cuidados. A exposição à fumaça pode agravar sintomas e provocar desconforto respiratório.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) recomenda beber bastante água, umidificar os ambientes e evitar queimadas. O uso de máscaras de proteção também é recomendado, especialmente para pessoas com problemas respiratórios.

Porto Velho registra queda de 32,8% nos focos de incêndio

Apesar da fumaça que chega de outros estados, os registros locais apontam redução dos focos de incêndio em Porto Velho.

Entre janeiro e o início de outubro de 2025, foram contabilizados 1.013 focos. No mesmo período de 2026, o número caiu para 680, uma redução de 32,8%.

Segundo a Prefeitura, também houve queda de 60% na poluição atmosférica entre 2024 e 2025, conforme dados do programa Queimadas, do Inpe.

Em 2024, a capital enfrentou um cenário crítico de fumaça e estiagem, associado a eventos climáticos extremos, que afetaram a saúde da população, o meio ambiente e a navegação no rio Madeira.

Prefeitura pede que população evite queimadas

O prefeito Léo Moraes pediu a colaboração dos moradores para reduzir os riscos e proteger a saúde da população.

“Mesmo quando a fumaça vem de outras regiões, podemos fazer a nossa parte, evitando queimadas, denunciando focos de incêndio e adotando cuidados para proteger a saúde”, destacou.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, também reforçou o pedido para que a população evite qualquer tipo de queimada e denuncie situações que possam provocar incêndios.

A Prefeitura informa que mantém ações de fiscalização, conscientização e prevenção, além do monitoramento da qualidade do ar e dos focos de incêndio.

Como denunciar queimadas em Porto Velho

Moradores podem denunciar queimadas, descarte irregular de resíduos e outras práticas que possam provocar incêndios pelos seguintes canais:

  • WhatsApp: (69) 98423-4092
  • Atendimento presencial: rua General Osório, nº 81, Centro.
  • Horário: das 8h às 14h.

Enquanto a fumaça continuar sendo transportada para Rondônia, a orientação é evitar a exposição prolongada ao ar poluído, manter a hidratação e redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.

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