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quinta-feira, outubro 22, 2026
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Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

Faltam 72 horas

Faltam apenas três dias ou 72 horas para o Brasil decidir seu futuro. Se volta à era Collor e Jair Bolsonaro ou se continua rumo à modernidade e desenvolvimento sustentável. Lula saiu do primeiro turno em segundo lugar mas, segundo as pesquisas, já está empatado técnica e numericamente. Última, da Quaest, mostrou um crescimento impressionante, reduzindo também, substancialmente a rejeição.

Desafio aceito e agora, Flávio?

Flávio Rachadinha Vorcaro da Nóbrega Sicario Bolsonaro passou a campanha chamando Lula de ladrão. Até que Lula o desafiou a abrir os sigilos bancários e telefônicos para saber quem é o verdadeiro ladrão. Assustado com o desafio,Flávio Bolsonaro inventou desculpas e propôs 19 condições para abrir os seus sigilos bancário e telefônico. Lula aceitou a contraproposta. E agora, Flávio, qual será a desculpa?

Desafio aceito e agora, Flávio? 2

O contraste ético nesta reta final de campanha tornou-se o fator decisivo. Enquanto Flávio Bolsonaro faz manobras e evita a todo o custo quebrar o próprio sigilo bancário, Lula caminha a passos largos para a reeleição sustentado na transparência e na honestidade, como destacam analistas políticos. A disparidade de condutas é gritante e fala por si: de um lado, um estadista experiente que não hesitou em aceitar todas as condições impostas pela oposição e colocar as suas contas e as do seu círculo familiar à total disposição da Justiça; do outro, um candidato que fez exigências públicas, mas recuou no momento da verdade por receio do que os seus próprios extratos podem revelar.

Desafio aceito e agora, Flávio? 3

Essa hesitação prolongada de Flávio funciona perante a opinião pública como uma confissão tácita de culpa. Num momento de empate técnico rigoroso, em que cada detalhe pesa na escolha do eleitor indeciso, a recusa em prestar contas à luz do dia desmorona o discurso de falso moralismo da oposição. O eleitor brasileiro sabe discernir quem enfrenta o escrutínio de cabeça erguida de quem se esconde atrás de prazos judiciais e desculpas burocráticas para blindar movimentações financeiras duvidosas. A solidez moral converteu-se na principal arma eleitoral contra o receio evidente dos adversários.

Desafio aceito e agora, Flávio? 4

A credibilidade republicana constrói-se com ações concretas e não com narrativas de internet. Com as sondagens a confirmarem essa aproximação decisiva e a honestidade a ditar o ritmo dos acontecimentos, o veredicto passa agora para o vosso julgamento: esta postura aberta de Lula carimba em definitivo a vitória nas urnas no domingo, ou a tentativa de Flávio em ocultar o seu património ainda encontrará espaço entre os eleitores?

Nunes Marques desiste

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a proposta de restringir grandes canais de WhatsApp às vésperas da votação não deve ser adotada no segundo turno da eleição presidencial. Segundo o ministro, o assunto poderá voltar à pauta nas eleições municipais de 2028. O recuo aconteceu após a repórter Patrícia Campos Mello revelar que Kassio e seu vice, André Mendonça, fizeram circular entre os ministro do TSE uma minuta prevendo a suspensão de canais com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à votação. A restrição atingiria canais utilizados pelas campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), como o “Exército do Lula”, que conta com quase 8 milhões de seguidores, e o canal “Tropa do Flávio”, que tem 2,7 milhões. O presidente do TSE argumenta que a legislação atual já permite fiscalizar e punir irregularidades na propaganda eleitoral digital. A nova resolução, por outro lado, imporia uma suspensão preventiva aos canais com base no número de seguidores, mesmo sem comprovação de infração. Mais cedo, um grupo de 110 juristas, pesquisadores e representantes da sociedade civil encaminhou ao TSE uma nota técnica contra a proposta de suspender canais políticos de WhatsApp. Os signatários argumentam que a medida restringiria a liberdade de expressão política e modificaria as condições da disputa a poucos dias da votação. (Folha)

Nunes Marques desiste 2

Ministros do TSE discutiram, no entanto, a possibilidade de restringir a atuação de canais de WhatsApp antes do segundo turno. A proposta dividiu a Corte. O assunto foi debatido em reuniões realizadas nos dias 16 e 20 de outubro. Coube a André Mendonça — assim como Kassio indicado ao STF por Jair Bolsonaro — preparar uma minuta de resolução para análise dos demais ministros. (g1)

Falhas na distribuição

Ao menos três dos sete ministros do TSE avaliam que falhas na distribuição de conteúdos políticos pelas redes sociais podem ter influenciado a disputa presidencial deste ano. Nos bastidores da Corte, magistrados demonstram preocupação com a atuação das plataformas e seus possíveis efeitos sobre o acesso dos eleitores às informações das campanhas. (Estadão)

Edson Fachin

Já o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que as democracias contemporâneas enfrentam ameaças que nem sempre se manifestam por meio de golpes de Estado, mas pelo enfraquecimento progressivo das instituições e dos mecanismos de controle. O ministro também defendeu que os tribunais constitucionais encontrem um equilíbrio entre a omissão e o protagonismo excessivo. (UOL)

Ação civil contra a Meta

E o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra a Meta, controladora do Facebook e Instagram, para exigir o restabelecimento, em até 24 horas, de perfis e conteúdos suspensos nas últimas semanas. O órgão aponta possíveis violações à liberdade de expressão e pede multa diária de R$ 500 mil por conta mantida indevidamente fora do ar, caso a empresa descumpra uma eventual decisão judicial. (Globo)

Tecnicamente empatados

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, contra 44% de Lula. Os candidatos seguem tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em relação à semana anterior, Flávio oscilou um ponto para baixo, enquanto Lula manteve o mesmo percentual. Apesar da estabilidade no cenário geral, o levantamento registra movimentos favoráveis ao presidente. A rejeição a Lula caiu de 53% para 47%, enquanto o percentual de eleitores que admitem votar nele passou de 47% para 49%. Entre os beneficiários do Bolsa Família, o petista ampliou sua vantagem: passou de 60% para 62%, enquanto Flávio recuou de 31% para 27%. O percentual de indecisos, porém, dobrou, passando de 7% para 14%. (g1)

Flávio, covid-19 e lancha no Paranoá

Em 17 julho de 2020, em plena pandemia de covid-19, Flávio Bolsonaro foi o convidado principal de um churrasco numa lancha no Lago Paranoá, em Brasília, regado a bebidas alcoólicas e com três moças, encarregadas de “entreter” os convidados. Segundo reportagem da piauí, a festa foi organizada pelos empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, diretor institucional e dono da Precisa Medicamentos, respectivamente. A dupla queria vender ao governo uma vacina indiana ainda em desenvolvimento. Flávio, diz a revista, desceu com as acompanhantes mais de uma vez para a cabine da lancha. Somente naquele dia, 1.110 brasileiros morreram de covid. (piauí)

Sala secreta

Uma sala secreta, equipada com uma máquina de contar dinheiro, foi descoberta pela Polícia Federal em um hangar no Aeroporto Internacional de Brasília utilizado por empresas do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. Os investigadores suspeitam que o espaço oculto fosse utilizado para armazenar dinheiro vivo e outros bens. O equipamento encontrado no local era a segunda máquina de contar dinheiro identificada pelos policiais. A primeira havia sido apreendida no escritório do advogado. (Estadão)

Angra dos Reis

E mensagens no celular de Daniel Vorcaro mostram que o ex-controlador do Banco Master compartilhou casas de luxo em Angra dos Reis (RJ) com Willer Tomaz. (UOL)

Fim de um ciclo

A disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro coloca em jogo mais do que a continuidade de um governo. Uma eventual derrota do petista pode marcar o fim de um ciclo político iniciado há quase cinco décadas, quando o então líder sindical surgiu como uma das principais figuras da redemocratização brasileira. Também pode consolidar o avanço da direita na América Latina e abrir caminho para uma reorientação da política externa do país, com maior aproximação dos Estados Unidos de Donald Trump. (New Yorker)

Papa Leão XIV

O papa Leão XIV não precisará de tratamento adicional para o câncer de pulmão, informou o Vaticano. A análise do material retirado durante a cirurgia de 13 de outubro confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, tipo mais comum de câncer de pulmão, e indicou que a doença estava localizada, sem sinais de disseminação para outras partes do corpo. Na operação, foi removido o lobo inferior do pulmão direito do pontífice. A informação foi divulgada pelo médico pessoal do papa, Luigi Carbone, e pelo cirurgião Stefano Margaritora, responsável pelo procedimento no Hospital Gemelli, em Roma. (VaticanNews)

Incêndio no Amazonas

Quase oito em cada dez focos de incêndio registrados no Amazonas na primeira quinzena de outubro ocorreram dentro de imóveis rurais privados inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) identificou 1.639 focos de incêndio no estado entre os dias 1º e 15 deste mês, dos quais 79,1% estavam em propriedades cadastradas. A análise aponta que os incêndios começaram a se intensificar em setembro e tiveram uma nova explosão a partir de 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições. (g1)

Overman

Chega de importados! O mais novo super-herói da telona não vem da Marvel nem da DC. Com mais enchimento que Zachary Levi em Shazam!, Caco Ciocler estrela Overman – O Filme, baseado na tirinha de Laerte Coutinho. O problema é que, como bom brasileiro, ele está em crise. Mas a DC não está muito longe. Cara-de-Barro busca seguir os passos de Coringa ao contar a história de um supervilão vítima das circunstâncias. E partindo para a vida real, o documentário Mestre Zu homenageia o recém-falecido jornalista Zuenir Ventura.

Minha Melhor Amiga

A comédia brasileira Minha Melhor Amiga, estrelada por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, ultrapassou o público de Ainda Estou Aqui, com 5,84 milhões de espectadores nos cinemas. Lançado em setembro, o filme dirigido por Susana Garcia superou a marca alcançada pelo drama de Walter Salles, que levou cerca de 5,8 milhões de pessoas às salas desde sua estreia, no fim de 2024. Com o resultado, a comédia se tornou o quinto filme de maior público no Brasil em 2026 e o oitavo entre as produções nacionais lançadas desde 2000. (Folha)

Chats bloqueados

A OpenAI passou a permitir chats bloqueados no ChatGPT. O recurso tira conversas escolhidas do histórico, da lista de fixadas e da busca, para protegê-las de quem divide o aparelho. O acesso exige um PIN de quatro dígitos no navegador e no computador, enquanto nos celulares vale ainda a biometria ou o desbloqueio padrão do telefone. Mas quem esquecer a senha, pode perder todas as conversas protegidas ao redefinir a senha. A ferramenta não conta com criptografia de ponta a ponta e começa a ser liberada para usuários gratuitos e pagos. (Canal Tech)

ChatGPT 

Além disso, a OpenAI vai levar os anúncios do ChatGPT a mais 26 países, entre eles a Argentina, o Peru e a África do Sul. Com a expansão, o produto passa a funcionar em 89 países e aparece para usuários gratuitos e do plano Go. (CNBC)

Preferências de Partida

A Uber lançou no Brasil uma função que permite ao passageiro indicar ao motorista como quer ser encontrado no embarque. A ferramenta se chama Preferências de Partida e foi pensada principalmente para pessoas com deficiência e idosos. O usuário pode pedir que o condutor entre em contato pelo aplicativo, chame seu nome, buzine ou pisque as luzes ao chegar, por exemplo. Também dá para avisar se usa óculos escuros, bengala, muletas, andador ou cadeira de rodas. As informações seguem automaticamente a cada corrida, sem que o cliente precise escrever ao profissional. A novidade será liberada aos poucos e deve chegar a todo o país nos próximos dias. (Estadão)

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

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