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terça-feira, maio 12, 2026
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Após mais de 30 anos, massacres de Corumbiara e Carajás voltam ao centro do debate

Representantes de instituições públicas se reuniram nesta semana em Rondônia para discutir os mais de 30 anos dos massacres de Corumbiara, em Rondônia, e Eldorado dos Carajás, no Pará. O encontro debateu os conflitos agrários no país, a luta pela terra e os desafios ainda enfrentados por trabalhadores rurais e comunidades do campo.

O evento contou com participação do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público de Rondônia (MPRO), Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública do Estado (DPE-RO) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Durante o debate, o procurador da República Raphael Bevilaqua afirmou que relembrar os massacres é importante para discutir reforma agrária e direitos no campo. Segundo ele, os episódios mostraram que os conflitos agrários ainda estavam longe de uma solução definitiva.

O procurador também destacou que Rondônia possui grande quantidade de terras públicas e defendeu ações voltadas à permanência das famílias no campo, com acesso ao trabalho, moradia e alimentação.

A reunião foi realizada no auditório do Ministério Público do Trabalho e reuniu representantes de movimentos sociais, instituições públicas e sociedade civil.

O procurador-chefe do MPT, Lucas Brum, afirmou que o encontro não teve apenas caráter de memória, mas também de reflexão sobre direitos humanos e valorização do trabalhador rural.

O debate abordou temas como reforma agrária, violência no campo, direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais, além de estratégias para evitar novos conflitos agrários.

Os massacres de Corumbiara e Eldorado dos Carajás são considerados dois dos episódios mais violentos da disputa por terra no Brasil e seguem como símbolos dos conflitos agrários no país.

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