Em meio a uma derrota histórica no Senado e pressões crescentes nas pesquisas eleitorais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende anunciar na próxima semana um pacote de R$ 960 milhões para ações de segurança pública. Os recursos serão aplicados no programa Brasil contra o Crime Organizado, iniciativa que busca reforçar a atuação do governo federal em uma área vista como ponto de desgaste político para o Planalto. A estratégia do governo é tentar consolidar uma agenda própria de segurança pública diante do avanço do discurso de linha dura defendido por adversários como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado na corrida presidencial de 2026. Paralelamente, o governo tenta acelerar a tramitação da PEC da Segurança no Senado, embora o desgaste recente com a Casa possa dificultar o avanço da proposta. (Folha)
Lula e Trump
Segurança pública, aliás, será um dos temas centrais do encontro entre Lula e o presidente americano Donald Trump, marcado para ocorrer amanhã. A expectativa do governo é sair de Washington com um acordo de cooperação com os Estados Unidos para o combate ao narcotráfico. Segundo fontes do Planalto, caso as negociações avancem nas próximas horas, os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Wellington Lima e Silva (Justiça) também vão integrar a comitiva brasileira. O tema ganhou peso diante da intenção do governo Trump de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. (Globo)
Alckmin defende mandatos para ministros do STF
O vice-presidente Geraldo Alckmin decidiu entrar no debate sobre os enroscos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Alckmin passou a defender a adoção de mandatos temporários para ministros do STF, em substituição ao modelo atual de permanência no cargo até a aposentadoria compulsória. A declaração ocorre em meio ao debate sobre uma possível reforma do Judiciário, intensificado pela crise de imagem enfrentada pelo Supremo após o escândalo envolvendo o Banco Master e ministros da Corte. Segundo o vice-presidente, a limitação de mandatos seria um “bom caminho” para mudanças no sistema judicial brasileiro. (Metrópoles)
Enquanto isso…
O STF suspendeu 14 julgamentos no plenário virtual cujos placares estão empatados devido à falta de um 11º ministro desde a aposentadoria, em outubro do ano passado, de Luís Roberto Barroso. Segundo a Coluna do Estadão, os casos envolvem temas polêmicos, como aposentadoria no serviço público e um cadastro nacional de pedófilos. (Estadão)
Jornada 6×1
O relator da proposta que reduz a jornada de trabalho no modelo 6×1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), prevê votar o parecer na comissão especial da Câmara em 26 de maio. A articulação da Câmara é acelerar a tramitação da proposta para levá-la ao plenário no dia seguinte. O texto será elaborado em conjunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP). A PEC conta com apoio popular e é tratada pelo governo como uma pauta de forte apelo eleitoral, mas enfrenta resistência do setor produtivo. (CNN Brasil)
Lula X Davi Alcolumbre
Flávia Tavares. “Na semana passada, o Senado rejeitou Jorge Messias para o STF, derrubou os vetos ao PL da Dosimetria e enterrou a CPMI do Master. Três votações que a maioria leu como derrotas de Lula. Mas há claramente um grande vencedor: Davi Alcolumbre, que trocou esses três movimentos pela garantia de ser reeleito presidente do Senado em 2027”. (Meio)
Trump X Irã
Em mais uma ida e vinda no conflito com o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou na noite de terça-feira a interrupção de todas as ações no Estreito de Ormuz. A ordem veio horas depois de o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciar que as operações militares no conflito, chamadas de “Fúria Épica”, estavam encerradas e que uma nova fase, o “Projeto Liberdade”, se concentraria em escoltar navios pelo estreito, controlado pelo Irã. A mudança seria uma manobra para evitar a necessidade de o Congresso aprovar a guerra. Trump justificou a suspensão dessa nova etapa pelo “grande progresso” em direção a um acordo com Teerã, sem dar detalhes. (New York Times)
Vítimas de feminicídio
A cada cinco horas e 25 minutos uma mulher foi vítima de feminicídio no Brasil no primeiro trimestre deste ano. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que foram registrados 399 casos entre janeiro e março, um aumento de 7,55% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse também é o maior número de feminicídios em mais de uma década, saltando de 125 em 2015 para os atuais 399. Janeiro foi o mês mais violento do primeiro trimestre, com 142 vítimas, seguido por março (134) e fevereiro (123). São Paulo é o estado com mais casos (86), mais do que Minas Gerais (42) e Paraná (33). Acre e Roraima foram os únicos sem registros de mortes. (g1)
Fim da exigência do curso teórico
Com o fim da exigência do curso teórico obrigatório em autoescolas, os brasileiros já deixaram de pagar R$ 1,8 bilhão com as aulas, segundo o Ministério dos Transportes. A pasta aponta que 55% da economia total do país está concentrada em seis das 27 unidades da federação. Minas Gerais lidera nesse sentido, poupando R$ 269,6 milhões, seguido por São Paulo (R$ 225,3 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 171,5 milhões). Com as novas regras, o candidato pode fazer o curso sem limite mínimo de carga horária em diversas instituições especializadas, pelo app da CNH ou mesmo pelo site da pasta. Já a prova aplicada continua sendo paga. (g1)
Cidade do México está afundando
Uma das mais populosas do mundo, a Cidade do México está afundando a uma taxa tão rápida que pode ser vista do espaço. Imagens de um poderoso sistema de radar da Nasa revelam que o solo está cedendo mais de 1,27 centímetro por mês, tornando a região uma das capitais com maior subsidência do planeta. A superexploração de um antigo aquífero no qual a cidade está assentada contribuiu para uma crise hídrica crônica que a deixou à beira da seca. A situação foi agravada pelo desenvolvimento urbano implacável, com novas infraestruturas adicionando peso extra sobre o solo rico em argila. (CNN)
Foreign Tongues
Os Rolling Stones anunciaram seu novo álbum de estúdio, Foreign Tongues, que será lançado em 10 de julho com 14 faixas. O disco chega ao público menos de três anos após Hackney Diamonds, vencedor do Grammy de melhor álbum de rock em 2025. O single In the Stars foi divulgado nesta terça-feira junto com a faixa de abertura Rough and Twisted. Produzido por Andrew Watt, que já trabalhou com Lady Gaga, Elton John e Ozzy Osbourne, o projeto conta com participações especiais de Charlie Watts, durante uma de suas últimas sessões antes de falecer em 2021; Paul McCartney; Robert Smith, do The Cure; e Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers. (Variety)