25 C
Porto Velho
terça-feira, outubro 6, 2026
spot_img

Coluna Zona Franca

Por Roberto Kuppê (*)

É impressionante

56 milhões de formigas votaram no tamanduá ou a barata no inseticida. 56 milhões de eleitores, a maioria pobre, votou contra o Minha Casa Minha Vida, Pé de Meia, Mais Médicos, Bolsa Família, dentre outros programas sociais. 56 milhões de eleitores votaram a favor de quem está envolvido com o roubo dos aposentados do INSS, que tem ligações íntimas com Vorcaro. 56 milhões de eleitores votaram em quem já disse que vai cortar 300 bilhões que com certeza vão atingir a saúde, educação e habitação. E o pior, elegeram deputados e senadores negacionistas climáticos, a maioria contrário aos direitos constitucionais. O que vai significar pelo menos quatro anos de obscurantismo.

Nada pega em Flávio

Flávio Bolsonaro passou para o segundo turno praticamente jogando parado. Não fez grandes comícios. Não foi a nenhum debate (fugiu do da Globo). Não apresentou propostas. Se esquivou do Caso Master, não explicou o Dark Horse. Nada pega nele. Vorcaro, suruba, cocaina. Nada. Pro eleitor dele tudo é IA. Enfim, Flávio Bolsonaro deverá repetir a estratégia nesse segundo turno. Não deve ir ao debate da Globo, mas Lula já confirmou. Aliás, Lula deverá ir a qualquer entrevista se convidado. Afinal, Lula ficou em segundo lugar e precisa virar o jogo. No futebol, seria estar no segundo tempo levando de 7×0 da Alemanha.

Nada pega em Flávio 2

Quem vai sair perdendo com a provável e quase inevitável vitória de Flávio Bolsonaro será a população pobre. Vamos presenciar a volta da fila do osso. Desemprego, criminalidade e inflação voltando. E a corrupção correndo solta. E Vorcaro em liberdade.

Congresso hostil

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência do Brasil.“O Brasil vai arcar com as consequências e não espere da gente oposição aguerrida ao Flávio. […] Eles fizeram o Senado inteiro, muito possivelmente terão a presidência da Câmara, eles vão ter o STF todo. É uma galera autoritária, vingativa e picareta. Se você for muito duro na oposição, se você apontar para eles pelos escândalos de corrupção, se você apontar o dedo, vai ser atacado como se não houvesse amanhã”, diz Renan Santos.

Congresso hostil

Ontem este articulista disse que seria melhor Lula perder estas eleições. Sendo reeleito, não conseguiria governar com um congresso hostil, maciçamente de oposição. Para aprovar projetos de interesse do governo teria que negociar com parlamentares extremistas. Esse congresso que foi eleito só funcionaria com Flávio Bolsonaro presidente. Deixa o Flávio arrombar com o governo, destruir os programas sociais e desmontar a economia, gerando desemprego e voltando com a fila do osso. Porque esse será o futuro do Brasil sob Flávio Bolsonaro.

Pesquisas

E vem aí mais uma série de pesquisas do segundo turno. Quaest e Data Folha devem trazer números como 47% para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula. Por enquanto é isso que está desenhado após 4 de outubro.

Votações estranhas

Cinco deputados federais de Rondônia foram reeleitos, todos com votação superior a 30 mil votos. O campeão de votos foi Lúcio Mosquini que deixou o MDB e se filiou ao PL. 155 mil votos! De onde saíram tantos votos se esse parlamentar teve uma atuação medíocre na Câmara Federal? E o que dizer da votação do Sargento Pincel? 55 mil votos! A este articulista só resta uma explicação: compra de votos! Um mês antes das eleições foram apreendidos 2 milhões de reais que estavam sob posse de um funcionário ligado à um dos parlamentares que foi reeleito.

Luciana Oliveira

Com quase 100 mil votos, a ex-candidata ao Senado Federal, Luciana Oliveira (PT), agradeceu os votos recebidos. “Gratidão minha gente! Foi difícil? Foi! Valeu a pena? Sim, porque minha alma que já não era pequena, está grandona. Gratidão meu povo!”, disse Luciana. A jornalista ficou em quinto lugar na disputa pelo Senado, superou Acir Gurgacz e obteve mais votos que Expedito Netto. Luciana teve 96.391 votos para o Senado. Expedito Netto terminou a disputa pelo Governo de Rondônia com 72.851. Campanha curta, sem pré-campanha tradicional e com estrutura inferior à de adversários recolocou o PT no debate majoritário estadual. Com informações do Informa Rondônia.

Restos a pagar

As redes sociais estão inundadas por cobranças de formiguinhas de candidatos que não pagaram seus colaboradores. Este articulista recebeu uma lista de inadimplentes. Impressionante.

KN quer soltar Bolsonaro

Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, pode deixar a prisão mais cedo do que se imagina. O ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, o “KN” do Vorcaro, quer pautar para logo depois do segundo turno um pedido de revisão da condenação apresentado pela defesa do ex-presidente e não descarta libertá-lo por liminar. A assessores Nunes Marques tem apontado “exageros” no processo da trama golpista, relatado por Alexandre de Moraes, mas, como atualmente preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só não antecipa o julgamento para não ser acusado de interferir na eleição. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou contra a revisão, afirmando que ela só é cabível em caso de novas provas da inocência do réu. Flávio Bolsonaro (PL) prometeu, caso seja eleito presidente, que o pai subirá a rampa do Palácio do Planalto com ele na posse, mas, como só poderá conceder um perdão presidencial após empossado, seria necessário um movimento como o de Nunes Marques para soltar o ex-presidente ainda este ano. (Folha)

Enquanto isso…

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro libertará o pai caso seja eleito presidente e projetou uma possível candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto em 2030. “O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui a quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro”, afirmou Valdemar. (CNN Brasil)

Bolsonaro pediu visita de Flávio

E Bolsonaro pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorize a visita de Flávio Bolsonaro, que foi proibido de ver o pai por 90 dias, depois que divulgou uma carta do ex-presidente nas redes sociais. Na solicitação, a defesa alega ao ministro que a visita de Flávio teria caráter apenas familiar. (UOL)

Edson Fachin

No dia seguinte às eleições, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que “nenhuma pretensão de poder pode prevalecer sobre a soberania popular e a democracia”. A declaração foi feita durante a cerimônia pelos 38 anos da Constituição de 1988 e pelos 40 anos do processo constituinte. Fachin destacou o papel do Supremo na preservação do Estado Democrático de Direito diante dos atos de 8 de janeiro. “Nenhuma democracia nasce pronta, e nenhuma se conserva por inércia”, afirmou. (Globo)

STF e o Senado

O STF chegará à nova legislatura diante de um cenário mais adverso no Senado justamente quando enfrenta uma crise interna provocada pelo caso Banco Master. A eleição ampliou a bancada de parlamentares críticos à Corte e favoráveis a medidas contra seus integrantes. A mudança ocorre em um momento de perda de coesão no Supremo. (piauí)

 Reorganização das campanhas

Nem bem terminou o primeiro turno e já teve início a reorganização das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o presidente discutiu mudanças na comunicação e na estratégia para tentar avançar sobre o eleitorado de centro, Flávio decidiu preservar a linha que o levou à liderança e iniciou uma ofensiva para incorporar novos aliados. Lula passou a segunda-feira em reuniões em Brasília. A ordem à equipe foi promover mudanças para aproximar a campanha de jovens, mulheres e eleitores de centro. Flávio, por sua vez, passou o dia reunido com a cúpula do PL para definir a estratégia para os próximos 19 dias de campanha. (Globo)

Resultado provocou euforia

Nos mercados, o resultado do primeiro turno provocou euforia. O Ibovespa subiu 7,70% e alcançou os 206 mil pontos, maior nível de sua história. Até esta segunda-feira, a Bolsa de São Paulo jamais havia superado a marca dos 200 mil pontos. O dólar seguiu na direção oposta e fechou cotado a R$ 5, com queda de 4,12%. No exterior, o presidente americano Donald Trump afirmou que a vitória parcial de Flávio Bolsonaro foi “impressionante, apesar de apertada”. (Globo)

Reformulação na estratégia

Na tensa reunião com a cúpula de sua campanha, Lula determinou uma reformulação na estratégia para o segundo turno. A ordem é “mudar tudo” na comunicação para tentar se aproximar principalmente de jovens, mulheres e eleitores de centro. A coordenação da campanha também será ampliada, com maior participação de partidos aliados, entre eles o PSB, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e de lideranças do Nordeste, como Camilo Santana. Internamente, dirigentes do PT atribuem parte dos problemas ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Uma das principais críticas envolve a decisão de proibir todas as apostas online às vésperas da eleição. Segundo relatos, Sidônio defendeu a medida apesar das resistências do presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva, e do Ministério da Fazenda. (Estadão)

João Santana

Lula avalia chamar o publicitário João Santana para integrar a equipe de marketing, enviando emissários para sondar o marqueteiro. Atualmente, o marketing de Lula é comandado por Raul Rabelo, sócio de Sidônio Palmeira. A troca de comando é defendida por uma ala do PT e por integrantes do governo. (Metrópoles)

Geraldo Alckmin

Em outra frente, Lula avalia anunciar Geraldo Alckmin como ministro da Fazenda de um eventual novo mandato. A medida é defendida por aliados como forma de sinalizar compromisso fiscal ao mercado e ampliar a aproximação com eleitores de centro. A proposta conta com apoio de integrantes do governo e da campanha, mas Lula ainda não teria sido convencido a adotá-la. (Globo)

Antissistema

Na reunião com aliados, Lula afirmou que sua candidatura é a única “antissistema” na disputa presidencial e criticou o que chamou de “promiscuidade” no STF após as recentes denúncias envolvendo a Corte. Lula também defendeu uma reforma no Judiciário e uma mudança no modelo de escolha dos ministros do Supremo. (g1)

Apoio de peso

Já a campanha de Flávio Bolsonaro vai receber um apoio de peso no segundo turno. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que vai se dedicar à campanha de Flávio e ajudar a definir a estratégia para ampliar a votação do candidato no estado. Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado mais votado na história do país, afirmou que também pretende participar da organização da campanha nacional. (g1)

Apoio de peso 2

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no primeiro turno, vai declarar apoio a Flávio Bolsonaro hoje em Goiânia. O governador eleito Daniel Vilela (MDB) também participará do ato e formalizará apoio ao candidato do PL. (UOL)

Apoio de peso 3

E o ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Em publicação nas redes sociais, Temer associou seu apoio a uma demanda por mudança na política brasileira e afirmou que Flávio representa uma “reconexão”. (CNN Brasil)

Davi Alcolumbre e a escala 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve o calendário de discussão da PEC que extingue a escala de trabalho 6×1, uma das bandeiras de campanha do presidente Lula. Estão marcadas três sessões presenciais ainda esta semana para aprovar um calendário acelerado de tramitação da medida, já aprovada na Câmara. Contrária à redução, a oposição articula não comparecer às sessões nem dar quórum para votações. (g1)

Douglas Ruas

No Rio, a eleição será definida pela Justiça. Nesta segunda, Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Seus advogados afirmam que a decisão foi tomada de forma “livre, expressa, consciente e irretratável”. A decisão abre caminho para que seus votos sejam retirados do cálculo dos votos válidos, o que pode levar à vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno. A decisão final cabe ao TSE. (UOL)

Hell de Janeiro

E o Rio de Janeiro vai voltar à normalidade ano que vem. Após idas e vindas com um desembargador no governo, os milicianos voltam ao poder com Douglas Ruas. Deuzulivi.

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

Contato: [email protected]

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

 

Últimas

- Publicidade -

Relacionadas