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sábado, janeiro 31, 2026
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Coluna Zona Franca Especial de Sábado

Por Roberto Kuppê (*)

Marcos Rocha está no jogo

A coluna referenda as palavras do advogado e pré-candidato a deputado federal, Edson Silveira (PT). O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ao se filiar e comandar o PSD no estado, ele emite sinais claros e inequívocos de que será candidato ao Senado Federal. Pronto, falei. Além dos sinais claros emitidos, é o que mais se fala em todas as esquinas e rodas políticas. Bom para Marcos Rocha, sinal que ele está sendo cotado. Com esse estratégico passo que deu, Marcos Rocha entrou em todos os bate-papos nas redes sociais.

Marcos Rocha está no jogo 2

Ao assumir o controle do PSD, o governador será o capitão da própria sucessão estadual, apoiando o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD) a sucede-lo. De quebra, vai indicar o vice que poderá ser Elias Rezende, atual Chefe da Casa Civil.

Expedito Júnior

Discreto, não aparece no vídeo de Marcos Rocha com Gilberto Kassab, o agora ex-presidente do PSD, Expedito Júnior, pré-candidato à deputado federal, foi a iminência parda, o engenheiro desta estratégia que está dando certo. Com certeza EJ deverá ser recompensado com algumas secretarias e cargos no segundo escalão. A eleição para deputado federal está quase garantida.

O vice

Edson Silveira foi certeiro ao afirmar (veja aqui) que o ato de filiação de Marcos Rocha ao PSD faz parte de um projeto maior. Além de eleger o sucessor, se eleger ao Senado Federal. A coluna, porém, não conseguiu identificar nessa engenharia, como vão fazer para o contido Sérgio Gonçalves (União Brasil) não assumir o governo a partir de 4 de abril. Sérgio Gonçalves tem se destacado pelo silêncio diante de tudo isso. Ele não fala mal do governador em público. Nada de críticas nas redes sociais. Ao contrário, o governador não pode ver um microfone que já senta o pau no vice.

Traição que nunca existiu

Nos bastidores do Palácio Rio Madeira, uma palavra passou a ser repetida de forma insistente pelo governador Marcos Rocha: traidor. O alvo, sempre o mesmo, o vice-governador Sérgio Gonçalves. Fora do discurso do governador, porém, nunca houve ato público, político ou administrativo que comprovasse qualquer traição por parte do vice. Ao longo do mandato, Sérgio Gonçalves manteve postura institucional. Não atacou, não expôs, não desqualificou. Mesmo diante das acusações reiteradas, optou pelo silêncio e pela lealdade pública, algo cada vez mais raro em um ambiente político onde conflitos costumam ser levados ao debate aberto. O governador seguiu caminho diferente.

Traição que nunca existiu 2

Em declarações públicas e transmissões amplamente divulgadas, passou a criticar o próprio vice e, no episódio mais emblemático, exonerou Sérgio Gonçalves da Secretaria de Desenvolvimento Econômico durante uma transmissão em rede regional. A decisão teve forte repercussão política e simbólica. A exoneração não foi apenas administrativa. Representou um rompimento público e unilateral. Ainda assim, o vice manteve a mesm a linha. Nenhuma resposta ofensiva, nenhuma tentativa de desgaste público, nenhuma reação no mesmo tom. Com informações do Rondônia Político.

Traição que nunca existiu 3

Por estas e outras é que Sérgio Gonçalves não merece nadar e morrer na praia. Ou ele assume o governo para Rocha disputar o Senado, ou se desincompatibiliza em 4 de abril para disputar um cargo eletivo, deputado federal.

Na base de Lula

Um leitor petista desta coluna ficou feliz com o ingresso de Marcos Rocha no PSD, que faz parte da base do governo Lula. O PSD atualmente comanda três ministérios: Agricultura (com Carlos Fávaro), Minas e Energia (Alexandre Silveira) e Pesca (André de Paula),

Se deu bem

Quem está sorrindo de orelha a orelha é o pré-candidato ao governo de Rondônia pelo PSD, Adailton Fúria, que ganhou uma máquina administrativa de peso prá chamar de sua. Marcos Rocha vai imprimir toda a força da máquina estadual para eleger Fúria.

De malas prontas

Quem não gostou do ingresso do governador no PSD foi o vereador Everaldo Fogaça (PSD de Porto Velho). Fogaça já está atrás de outro partido para disputar uma das cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia. Está bem cotado.

Delegado Flori

Quem está crescendo é o pré-candidato ao governo do Podemos, o prefeito de Vilhena, Delegado Flori. Em se tratando do partido que do nada elegeu Léo Moraes prefeito de Porto Velho, é de bom senso não subestimar o vilhenense.

No MDB

Continua o suspense sobre o nome do pré-candidato ao governo de Rondônia pelo MDB. Segundo fontes até semana que vem será dado o veredito final.

No PT

É quase unânime o nome de Expedito Netto ao governo de Rondônia pelo PT. Semana passada ele esteve com o presidente nacional do partido, Edinho Silva. Mais ainda falta aquele cara a cara com Lula para dar um up grade à candidatura dele.

Hildon Chaves

Pré-candidato ao governo pelo PSDB, o ex-prefeito de Porto, Hildon Chaves, está se articulando e procurando partidos para compor parceria. Já conversou até com o MDB.

O melhor

Dificilmente este articulista se autoelogia ou se autoproclama o melhor. Mas, convenhamos. Este analista político tem acertado quase 100% dos acontecimentos antecipadamente. Foi o primeiro a anunciar a filiação do governador Marcos Rocha ao PSD, desde a semana passada. E ontem, deu o furo quase em tempo real. Quem tem boas fontes não morre de sede. Para finalizar, este articulista prima pela notícia correta, não publica fake news. Nem receita de bolo.

Breakfast

Por hoje é só. Este é o breakfast, o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção com os temas de destaque da política em Rondônia e do Brasil.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político,  com informações do Canal Meio

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Mais RO não tem responsabilidade legal pela opinião, que é exclusiva do autor.

Informações para a coluna:  [email protected]

 

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