As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti começaram a dar resultado na capital rondoniense. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram queda nos casos confirmados de dengue, baixo índice de infestação e nenhum óbito registrado em 2026.
O cenário representa uma mudança importante em relação aos últimos anos.
Segundo a Semusa, Porto Velho registrou até agora 268 notificações relacionadas à dengue, mas apenas 30 casos foram confirmados oficialmente.
Outro dado que chamou atenção foi o número de mortes: zero.
A Prefeitura atribui o resultado às ações preventivas realizadas diariamente pelas equipes de saúde, com visitas nas residências, monitoramento dos bairros e campanhas educativas.
O primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado em março, apontou índice de infestação predial de 1,9%, considerado de baixo risco pelo Ministério da Saúde.
De acordo com Ricardo Alves Melo, gerente da Divisão de Entomologia da Semusa, o resultado é consequência direta do trabalho contínuo dos agentes de combate às endemias.
“Os agentes visitam as casas, orientam os moradores e ajudam na eliminação dos criadouros do mosquito”, explicou.
Os números mostram uma queda expressiva nos casos da doença nos últimos anos.
Entre janeiro e abril de 2024, Porto Velho teve 426 casos de dengue. Em 2025, o número caiu para 114. Já em 2026, foram apenas 27 registros no mesmo período.
Entre os principais focos encontrados pelas equipes estão pneus, recipientes plásticos, tonéis, lixo doméstico e qualquer objeto capaz de acumular água parada.
A orientação da Semusa é que a população redobre os cuidados principalmente após as chuvas.
Caixas d’água, tambores e bebedouros de animais precisam ser limpos frequentemente e mantidos tampados.
A secretaria também alerta para sintomas como febre, dor no corpo e dor de cabeça. Nesses casos, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar automedicação.
Além das visitas domiciliares, agentes comunitários realizam palestras em escolas e ações educativas nos bairros para conscientizar moradores e crianças sobre os riscos da dengue, zika e chikungunya.
Segundo Ricardo Melo, o combate ao mosquito depende diretamente da participação da população.
“Se reduzirmos os criadouros, reduzimos os mosquitos e também os casos da doença. O combate à dengue é responsabilidade de todos”, afirmou.
Mesmo com a redução dos casos, a vigilância continua em alerta para evitar novos surtos durante o período de transição climática na capital.



