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sábado, abril 25, 2026
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Editorial do Rondônia Dinâmica erra e acerta quanto aos três senadores de RO

O jornal eletrônico coirmão Rondônia Dinâmica, publicou ontem no seu Editorial, sob o título “Com dois senadores ideológicos e um passivo, povo de Rondônia sofre isolado com o caos aéreo e ausência de ações práticas”, contendo duas verdades e uma nem tanto. Diz o texto que os três senadores de Rondônia, Confúcio Moura (MDB), Jaime Bagattolli (PL) e Marcos Rogério (PL) não apresentaram, até o momento, nenhuma “ação prática” na questão dos cancelamentos dos voos da Latam e Azul de Porto Velho para algumas cidades do País.

Uma meia verdade, pois consta que a bancada federal e as companhias aéreas Azul e GOL se reuniram em Brasília, no dia 9 de agosto passado. Nessa reunião participaram, além da bancada federal e representantes das companhias aéreas Gol, Azul e Latam, também a ABEAR – Associação Brasileira das Empresas Aéreas e a juíza Euma Tourinho, presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron). Resultado? Nenhum, conforme o editorial do noticioso eletrônico.

No editorial, o autor diz que “Marcos Rogério e Jaime Bagattoli, com suas ligações ideológicas estreitas com o PL e, por extensão, com as pautas da direita à extrema-direita, levantam questões pertinentes sobre a efetividade de sua atuação no Senado. Em vez de se dedicarem a uma representação plural e abrangente dos interesses da população, parecem estar comprometidos principalmente com a defesa das agendas partidárias e das convicções ideológicas. A lealdade excessiva à família Bolsonaro é um indicativo de que suas ações podem ser mais reflexo do alinhamento partidário do que do compromisso com o desenvolvimento e o bem-estar de Rondônia”. Certíssimo o autor do editorial

Marcos Rogério e Bagattoli têm “ligações estreitas com o PL”, partido que acoberta os atos criminosos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), tento inclusive apoiado indiretamente os atos anti-democráticos de 8 de janeiro. O PL chegou a chancelar a existência de fraude nas urnas, cujo “laudo” foi realizado pelo hacker de Araraquara, Valter Degatti, pelo qual o partido foi multado em R$ 22 milhões de reais pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Por outro lado, diz o editorial,  “temos Confúcio Moura, figura que parece navegar entre as águas da política sem um compromisso claro com qualquer direção”. Aí é que discordamos em número, gênero e grau. Vice-presidente nacional do MDB e presidente da Comissão de Infraestrutura no Senado Federal, Confúcio Moura é o parlamentar que mais faz pelo estado de Rondônia. “Moura adota uma postura ambígua em relação aos assuntos de interesse estadual e nacional”, como assim? Mais adiante, o editorial diz que a atuação de Confúcio é “parca” em questões regionais cruciais. Muito pelo contrário, é um dos mais atuantes nas questões de Rondônia.

Diz ainda o editorial que Confúcio Moura evita assumir posições firmes para não entrar em polêmicas, cuja “ambiguidade pode ser interpretada como uma estratégia para atrair apoio diferentes grupos políticos”. Pelo contrário, Confúcio está cagando para atrair grupos políticos, até porque não precisa disso, visto que não ambiciona galgar novos cargos no futuro. Confúcio sempre atuou de forma discreta, porém, eficiente.

Mas, o editorial, se refere especificamente à atuação desses senadores quanto à crise aérea em Rondônia. “Com a retirada de voos das companhias aéreas Azul e Gol, o estado enfrenta uma situação de isolamento que impacta não apenas a mobilidade dos cidadãos, mas também a economia local. Diante desse cenário, a resposta dos senadores tem sido, no mínimo, insatisfatória. Enquanto a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) parece transferir a responsabilidade para outras esferas, os senadores têm demonstrado uma apatia preocupante diante do problema”. 

Quem reclama dos cancelamentos dos voos, são, na maioria, os mesmos que pregam que o estado não deve intervir nas atividades do mercado. Ou seja, mais mercado e menos estado.

“É notável que, em contrapartida à inércia dos senadores, outras instituições têm tomado a iniciativa de enfrentar o problema. A Câmara Municipal de Porto Velho e a Assembleia Legislativa do Estado (ALE/RO) mostram um engajamento mais ativo na busca por soluções. Essas ações locais contrastam com a falta de liderança efetiva por parte dos senadores, que parecem incapazes de articular respostas contundentes e eficazes para as questões que afetam diretamente seus representados”. Sim, verdade, mas até agora, Azul e Gol estão mantendo firmes suas ações, devido aos prejuízos que o estado não vai repor. Rondônia é o estado que mais propõe ações judiciais contra essas empresas. Se a Azul e a Gol fosse um restaurante, já tinha fechado as portas.

Resumindo, as ações do judiciário (estado) estão interferindo de forma negativa nas empresas (mercado).

Mais RO com informações do Rondônia Dinâmica

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