33.9 C
Porto Velho
domingo, junho 28, 2026
spot_img

El Niño volta a preocupar Rondônia com previsão de mais calor e seca

Rondônia pode enfrentar um segundo semestre de calor mais intenso e chuvas atrasadas com o retorno do fenômeno El Niño. O alerta foi feito por meteorologistas do Censipam, que já identificam sinais de formação do evento climático para os próximos meses.

Segundo o meteorologista Luiz Alves, um dos principais impactos esperados será na mudança do período chuvoso no estado.

O período seco, que começou em junho, deve continuar até agosto, como acontece normalmente todos os anos. A preocupação é que a volta das chuvas pode demorar mais.

“As primeiras chuvas costumam voltar em setembro. Mas com a evolução do El Niño, pode ser que elas acabem atrasando e retornem apenas em outubro ou novembro”, explicou o meteorologista.

A previsão inicial é de que o fenômeno comece com fraca intensidade, mas pode ganhar força ao longo de 2026.

Além da mudança no calendário das chuvas, Rondônia pode registrar temperaturas ainda mais elevadas durante a estiagem.

“É o período mais quente do ano agora. Estamos esperando temperaturas ainda mais altas e podemos ter mais ondas de calor”, afirmou Luiz Alves.

Impactos no rio Madeira

O rio Madeira também entra no radar de preocupação. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a bacia amazônica continua entre as regiões mais vulneráveis aos efeitos da seca.

Em 2026, municípios como Porto Velho chegaram a decretar situação de emergência por impactos relacionados ao cenário climático.

Caso o início da estação chuvosa atrase, a vazante do rio pode durar mais tempo, aumentando riscos para a navegação, abastecimento e comunidades ribeirinhas.

Apesar do alerta, o meteorologista afirma que ainda não é possível prever uma nova seca extrema como a registrada em 2024.

“Ainda não conseguimos dizer se ele vai atingir níveis próximos de 2024. Ainda está muito cedo para falar”, disse.

Os especialistas reforçam que o El Niño ainda está em formação e pode mudar de intensidade nos próximos meses.

O monitoramento do Oceano Pacífico continua sendo feito para atualizar as previsões e indicar qual poderá ser o impacto real da seca em Rondônia.

“Fazemos essa avaliação mês a mês. Conforme tivermos uma noção melhor, vamos conseguir explicar com mais clareza qual será a dimensão dessa seca aqui em Rondônia”, completou o meteorologista.

Últimas

- Publicidade -

Relacionadas