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terça-feira, maio 19, 2026
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Escala 6×1: os deputados de Rondônia que defendem o cansaço do povo

Por Edson Silveira

Agora não tem mais discurso bonito que esconda a verdade.

Quando o assunto é dar ao trabalhador um mínimo de dignidade — seja reduzir a jornada para 40 horas, seja acabar com a escala 6×1 — parte da bancada federal simplesmente vira as costas.

E não estamos falando de teoria.
Estamos falando de nomes, partidos e assinaturas.

Em Rondônia, os deputados Lucio Mosquini (PL), Coronel Chrisóstomo (PL), Dr. Fernando Máximo (PL), Thiago Flores (UNIÃO) e Rafael Fera (PODE) fizeram uma escolha clara: ficaram contra o trabalhador.

Simples assim.

Nem estamos falando de semana de quatro dias.
Nem das 36 horas ainda.
O mínimo — o básico — seria avançar para 40 horas semanais, como acontece no mundo civilizado.

Mas nem isso.

Preferiram manter o povo na escala 6×1.
Seis dias de trabalho. Um de descanso.
Cansaço como regra. Vida como exceção.

E depois aparecem na campanha falando em família.

Família?
Qual família, se o trabalhador mal vê os filhos?
Se chega em casa destruído?
Se vive mais no trabalho do que dentro de casa?

Essa conta não fecha.
É discurso para enganar e voto para manter tudo como está.

O mais curioso — para não dizer revoltante — é que muitos desses parlamentares vivem posando de defensores da fé, dos valores, da moral. Mas ignoram algo básico até para quem abre a Bíblia: até Deus descansou no sétimo dia.

Eles não.

Querem o trabalhador cansado, ocupado e sem tempo.
Porque trabalhador cansado não questiona.
Não se organiza.
Não muda nada.

Essa é a lógica.

E não venham com a velha ladainha de que “o país vai quebrar”.
Sempre disseram isso quando o trabalhador avançou um milímetro: férias, 13º, direitos básicos. O Brasil não quebrou. Quem se incomodou foi quem sempre lucrou com a exploração.

A verdade é uma só:
isso não é economia — é escolha política.

Escolha de ficar ao lado de quem explora.

E o eleitor de Rondônia precisa decidir também.

Vai continuar acreditando em discurso de campanha?
Ou vai olhar quem assinou contra o trabalhador na prática?

Porque não adianta vir pedir voto depois.

Quem vota contra o trabalhador, trabalha contra o povo.

E o povo de Rondônia não é bobo.

Traição política tem nome, sobrenome e partido.
E eleitor consciente não esquece.

Edson Silveira, advogado, administrador, professor, membro da executiva estadual PT/RO.

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