Depois de uma semana de despautérios, ataques de baixo nível, com postura agressiva e ofensiva, o “ponto alto” do debate da Bandeirantes de terça-feira (18) foi o ‘tão esperado confronto’ entre Expedito Netto e Samuel Costa. Depois de dias sem entrar no jogo de baixarias do adversário, durante o debate foi Netto quem tomou a iniciativa do confronto de ideias entre ambos.
Expedito questionou Samuel sobre o iminente processo de privatização da CAERD, talvez o tema de maior relevância para a sociedade rondoniense; todavia Costa ignorou o tema e se concentrou na suposta disputa política envolvendo o PT e PSB, sobre a decisão do partido dele em relação as candidaturas ao governo e ao Senado.
A postura de Samuel Costa dá a entender que o PSB seria uma reles legenda de aluguel, que aceitaria imposição de outros partidos, postura que Expedito entende como equivocada e questionável, pois ele deveria resolver a questão internamente em seu próprio partido em vez de ficar procurando responsáveis externos por seus problemas partidários internos.
Netto questiona ainda o vocabulário de Samuel Costa, que ao interpelar um adversário usou a analogia da “garota de programa na madrugada”, que depois é ignorada durante. Para Expedito é uma clara postura machista, pois porque não dizer “garoto de programa na madruga”? Só a mulher é que tem que se prestar a esse tipo de exemplo, na cabeça de que tem uma grande herança machista e patriarcal.
Expedito foi muito claro e firme ao defender sua posição contra a privatização como a melhor alternativa de serviço público, pois exemplos extremamente prejudiciais à população de Rondônia tem vários, como a CERON/ENERGISA, que comprou a empresa por R$ 50 mil e aumentou quase 30% a tarifa no primeiro ano e a AEGEA que em 2016 assumiu o lugar da CAERD em Ariquemes e já foi alvo de duas CPI, com conclusão de recomendação de rompimento do contrato.
Netto não fugiu do debate de defender o legado do presidente Lula, destacando que “se defender o que o presidente Lula tem feito no estado de Rondônia e tem feito pelo país é ser de esquerda, pode ter certeza que eu sou 100% de esquerda”. Mas Expedito durante todo o debate adotou uma postura serena e moderada, mesmo diante das vilanias de Samuel Costa, mostrando que o governador de Rondônia precisa obrigatoriamente de ter uma boa relação com o Presidente da República, coisa que o atual governado e toda bancada federal não teve, incluindo o senador que é candidato ao governo.
Fonte: Assessoria



