O céu mais esbranquiçado de Porto Velho nos últimos dias já tem uma explicação: a fumaça das queimadas começa a se espalhar pela região e nem sempre o fogo está próximo da capital.
Segundo o meteorologista do Censipam, Reinaldo Reis, a fumaça que chega à cidade tem origem em queimadas próximas e também em áreas mais distantes.
“Temos eventos próximos de Porto Velho e também uma contribuição que vem do sudeste do Amazonas e do noroeste de Mato Grosso.”
A distância influencia diretamente na forma como a fumaça chega à capital.
Queimadas próximas deixam a poluição mais concentrada nas camadas baixas da atmosfera, justamente onde as pessoas respiram. Já a fumaça de regiões distantes pode chegar em camadas mais altas.
Cenário ainda não é como o de 2024
Com a redução das chuvas e da umidade da vegetação, aumentam as condições para o surgimento e a propagação de incêndios.
O Censipam acompanha a situação por meio de satélites, focos de calor e dados do Painel do Fogo.
Apesar do aumento da fumaça, o meteorologista afirma que o cenário atual não deve repetir a gravidade registrada em 2024, quando Rondônia enfrentou uma forte onda de queimadas.
“Não estamos esperando um cenário tão grave quanto o de 2024.”
O prefeito Léo Moraes reforçou que o período exige atenção e participação da população.
“Evitar o uso do fogo e comunicar rapidamente qualquer ocorrência são atitudes que ajudam a proteger a cidade e, principalmente, as pessoas.”
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente mantém ações de prevenção, fiscalização e educação ambiental durante o período de maior risco.
Quem identificar uma queimada ou incêndio deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193.
A orientação é evitar qualquer uso de fogo e comunicar rapidamente os focos. Um incêndio pequeno pode gerar fumaça que se espalha por diferentes áreas da cidade.



