Dois homens foram condenados a 27 e 20 anos de prisão pelo assassinato de um empresário em uma propriedade rural de Rondônia. Uma terceira ré recebeu pena de um ano por ocultação de cadáver. O julgamento terminou na noite de sexta-feira (16), em Porto Velho, após dois dias de sessão.
O caso envolve a morte do empresário Dalton, ocorrida em maio de 2024. Os jurados reconheceram a responsabilidade dos dois homens pelo homicídio e condenaram a mulher por sua participação na ocultação do corpo.
A sessão do Tribunal do Júri começou na quinta-feira (15) e terminou por volta das 23h de sexta-feira. O Ministério Público de Rondônia (MPRO) atuou na acusação, representada pelo promotor de Justiça Marcus Alexandre.

Discussão por causa do trabalho teria motivado o crime
De acordo com a acusação, o assassinato aconteceu depois de uma discussão entre o empresário e dois funcionários da propriedade rural. O desentendimento teria começado por cobranças relacionadas ao trabalho e à administração do local.
Durante a briga, a vítima foi atingida por golpes na cabeça e em outras partes do corpo com uma colher grande de madeira.
Após o homicídio, os envolvidos teriam limpado o local e escondido o corpo em um rio. O cadáver foi encontrado três dias depois. Segundo a denúncia, o carro da vítima também foi afundado em uma lagoa próxima.
A acusação apontou três qualificadoras para o homicídio: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Os jurados acolheram essas circunstâncias.
Réus confessaram o assassinato, mas tese da defesa foi rejeitada
Durante o julgamento, os dois acusados pelo homicídio confessaram ter matado o empresário, mas alegaram que agiram após serem injustamente provocados.
A defesa apresentou a tese de homicídio privilegiado, mas os jurados não aceitaram o argumento.
A terceira ré admitiu ter limpado o local após o crime. Ela respondia apenas pela ocultação de cadáver e foi condenada a um ano de prisão.
Condenações somam 48 anos de prisão
As penas definidas pelo Tribunal do Júri foram de 27 anos de prisão para um dos condenados pelo homicídio, 20 anos para o segundo e um ano para a mulher condenada por ocultação de cadáver.
A decisão encerra o julgamento em primeira instância. As partes ainda podem recorrer, conforme previsto na legislação.




