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quarta-feira, maio 13, 2026
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Mulheres representam 52% do eleitorado, mas representatividade nos cargos eletivos está longe de ser proporcional

Por Adriana Martins (*)

Há algumas décadas as mulheres vêm saindo dos bastidores, seja dos lares ou das
empresas, e conquistando o protagonismo, principalmente em tomadas de decisões
importantes que refletem para toda a sociedade. Com certeza, no dia a dia, você deve se
identificar ou até mesmo conhecer mulheres que executam várias tarefas ao longo do dia,
desde cuidar da casa, dos filhos, da profissão, ir atrás de conhecimento, cuidar de si e da
família. Com tanta expressividade e eficiência na sociedade, será mesmo que as mulheres
precisam ser representadas por homens? Na política, elas têm o seu espaço, porém há um
cenário de baixa representatividade feminina no governo. Conforme dados do Tribunal
Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia, no Brasil, apesar de representarem 52% do
eleitorado e a participação das mulheres ser a maioria, a representatividade nos cargos
eletivos está longe de ser proporcional.

Ainda segundo dados do TRE, na Assembleia Legislativa de Rondônia, das 24 vagas,
apenas 02 são preenchidas por mulheres, o que corresponde a apenas 8%. Na câmara de
vereadores da capital rondoniense, das 21 vagas, há apenas uma mulher eleita. Dos 52
municípios de Rondônia, apenas 06 são administrados por mulheres, apenas 11%, e em
muitas cidades nem há vereadoras eleitas. Na Câmara de Deputados, a representatividade
feminina é de 15% (apenas 77 deputadas de 513).

Para Adriana Martins, advogada e pré-candidata à deputada estadual de Rondônia pelo
Partido Liberal (PL), os números acima relatam uma realidade, que apesar das mulheres
serem a maioria do eleitorado, não escolhem mulheres para representá-las. “É hora de
aprimorar os debates sobre a participação das mulheres na política, tanto a mulher eleitora, como a mulher representante. O convite à participação da mulher na política brasileira não é algo relacionado ao feminismo ou ao machismo, mas sim ao exercício do direito de participação. Quem melhor para saber o que as mulheres precisam, senão as próprias mulheres, não é mesmo?”, comenta Adriana.

Além disso, Adriana Martins destaca que a participação feminina não só traz benefícios às
próprias mulheres, mas para toda a sociedade. “Sabemos que as questões morais não
estão ligadas ao gênero, mas há diferenças comportamentais entre homens e mulheres no
exercício de alguns cargos e funções. No entanto, é o momento de termos consciência
sobre o valor do olhar feminino com a sociedade, das causas e do compromisso com a
democracia e com a coletividade, buscando o equilíbrio com a participação masculina. As
mulheres precisam, de fato, depositar um voto de confiança na figura feminina, e
acompanhar de perto o trabalho da sua representante, participar dos processos e sugerir
soluções, uma participação ativa. Precisamos de mais mulheres votando em mulheres na
política”, enfatiza a pré-candidata Adriana.

Sem dúvida, há um longo caminho a ser percorrido no assunto e o momento é de estimular
a reflexão sobre o merecido papel da mulher na vida política da sociedade em que se vive.
“Mulheres encontram grandes desafios em ocupar espaços de poder, ser eleita ou ter voz
ativa nas tomadas de decisões políticas. A não ocupação desses espaços deixa as
mulheres à margem dos processos de elaboração das políticas públicas, além de
enfraquecer a democracia. É importante a participação feminina em todos os espaços do
poder, pois, com o olhar sensível a cada cidadão, a sociedade alcançará um equilíbrio! Se
somamos 52% do eleitorado, faz sentido que a representatividade feminina nos espaços
públicos também seja proporcional, assim teremos uma sociedade construída e pensada
por todos, homens e mulheres”, completa Adriana, convidando a todos a refletir sobre o
assunto.

(*) Sobre Adriana Martins

Adriana Martins, 39 anos, advogada por 17 anos, foi servidora pública por 18 anos. Adriana
é capixaba de nascença, mas há 35 anos vive em Rondônia. Criada em Urupá, Adriana
sempre acompanhou de perto o trabalho do pai, Edson Martins, que há décadas dedica o
seu trabalho à comunidade, pois já atuou como prefeito e deputado estadual. Entre as
pautas de trabalho de Adriana, estão principalmente, ações voltadas às mulheres, bem
como trazê-las para perto para acompanhar todos os processos da sociedade e
incentivá-las a conquistar posições expressiva

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