O governo Lula aprovou nesta sexta-feira (6) um plano para interromper e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030.
Chamado de Mapa do Caminho, o documento foi aprovado em Brasília pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM). A proposta busca acelerar metas e planos existentes, com coordenação entre órgãos públicos e definição de prioridades.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a estratégia reúne quatro frentes: conservação e uso sustentável das florestas, restauração, combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios e redução da retirada de vegetação permitida por lei. Esta última será acompanhada de instrumentos econômicos.

Para colocar essas medidas em prática, o plano prevê ampliar o financiamento e a assistência técnica, fortalecer a capacidade das instituições e facilitar o acesso a mercados. Também inclui inovação e tecnologia entre as prioridades para os próximos anos.
A iniciativa aproveita a experiência dos planos de prevenção e controle do desmatamento nos biomas brasileiros. De acordo com o ministério, dados do Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram redução de 71,2% na taxa anual da Amazônia Legal e de 48,4% na do Cerrado entre 2022 e 2026.
O mapa brasileiro responde ao compromisso internacional de interromper e reverter a perda de florestas até 2030, firmado no Balanço Global do Acordo de Paris. Os resultados da reunião do comitê integrarão a agenda que o Brasil apresentará na COP31, a conferência da ONU sobre mudança do clima.




