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quinta-feira, julho 23, 2026
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Na contramão do país, Rondônia registra alta de 7,5% nas mortes violentas

Enquanto o Brasil alcançou o menor índice de violência letal da história, Rondônia seguiu na direção oposta. O estado está entre as sete unidades da federação que registraram aumento nas mortes violentas intencionais em 2025, segundo a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23).

De acordo com o levantamento, Rondônia teve alta de 7,5% nas mortes violentas intencionais em relação ao ano anterior. O estado aparece ao lado de Rio Grande do Norte (19,6%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%), que também apresentaram crescimento.

O cenário contrasta com a média nacional. Em todo o país, a taxa de mortes violentas caiu de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes, uma redução de 8,2% em comparação com 2024. Foi a primeira vez, desde o início da série histórica, em 2012, que o indicador ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes.

Em números absolutos, o Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, contra 44.127 no ano anterior.

O anuário considera como mortes violentas intencionais os homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes decorrentes de intervenção policial e mortes de policiais em serviço ou fora do expediente.

Homicídios caem, mas feminicídios aumentam

Apesar da redução nacional de 10% nos homicídios dolosos, o levantamento aponta crescimento em outros tipos de violência.

As mortes decorrentes de intervenções policiais aumentaram 5,4%, enquanto os feminicídios cresceram 4% em relação a 2024.

O estudo revela ainda que 44,4% das mulheres assassinadas no Brasil em 2025 foram vítimas de feminicídio, o maior percentual desde que esse crime passou a integrar o Código Penal, em 2015.

Ao todo, 1.571 mulheres foram mortas por razões de gênero, média de 4,3 vítimas por dia. Também houve aumento nas tentativas de feminicídio, que chegaram a 4.189 casos, alta de 5,9%.

Segundo o anuário, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas de feminicídios consumados e tentados do país, reforçando o alerta para o avanço da violência contra a mulher nessas regiões.

Os dados colocam Rondônia entre os estados que desafiam a tendência nacional de queda da violência letal e reforçam a necessidade de ações voltadas à prevenção da criminalidade e ao combate à violência de gênero.

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