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segunda-feira, novembro 2, 2026
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Licenciamento de veículos final zero vence dia 29; veja como pagar pela internet

Motoristas de Rondônia com veículos de placa final zero têm até quinta-feira (29) para regularizar o licenciamento anual. Quem pretende viajar no feriadão deve ficar atento ao prazo para evitar problemas durante fiscalizações nas estradas.

O alerta é importante porque sexta-feira (30) será ponto facultativo nos órgãos públicos estaduais. Com a proximidade do feriado de Finados, na segunda-feira (2 de novembro), deixar a regularização para a última hora pode trazer transtornos aos proprietários.

O licenciamento é obrigatório para a circulação do veículo e permite a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), documento exigido em fiscalizações de trânsito.

Licenciamento pode ser feito pela internet

Para facilitar o procedimento, o Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO) disponibiliza a emissão da taxa pela Central de Serviços, sem necessidade de ir presencialmente a uma unidade apenas para gerar a guia.

O proprietário precisa informar a placa do veículo e o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). O pagamento pode ser feito por boleto bancário ou Pix.

Acesse a Central de Serviços do Detran-RO para emitir a guia.

CRLV digital fica disponível após a quitação

Depois de quitar os débitos vinculados ao veículo, o proprietário pode emitir o CRLV digital pelo aplicativo CNH do Brasil.

O documento eletrônico tem a mesma validade legal da versão impressa. Mesmo assim, antes de viajar, a recomendação é conferir se o documento está atualizado e acessível durante o trajeto.

Confira antes de sair de casa

Além do licenciamento, o motorista deve verificar se os documentos do veículo e da habilitação estão regularizados.

A orientação é antecipar a emissão e o pagamento da taxa para evitar imprevistos durante o feriadão e garantir que o veículo esteja em condições legais de circular.

Prazo para placa final zero: quinta-feira, 29 de outubro de 2026.

Mulher de 64 anos é encontrada enterrada em cova em Porto Velho; companheiro é preso

Uma mulher de 64 anos foi encontrada morta e enterrada em uma cova no terreno de uma vila de apartamentos em Porto Velho. O companheiro dela, Ismael Maia de Souza, de 37 anos, foi preso na madrugada desta segunda-feira (26), suspeito de cometer o crime.

A vítima foi identificada como Eliana Dias Limoeiro. O corpo foi localizado por moradores e vizinhos no terreno onde ela e o suspeito moravam.

Segundo informações repassadas à polícia pela família, Eliana foi vista pela última vez na noite de sábado (24).

Neta ouviu discussão durante a madrugada

A neta da vítima contou à polícia que ouviu uma discussão durante a madrugada. Ao acordar pela manhã, percebeu que a área da casa de Eliana estava bastante danificada.

Como a mulher não foi mais vista, familiares acionaram a Polícia Militar.

Ainda conforme o relato da neta, o suspeito teria confessado que enterrou a companheira. Apesar disso, Ismael negou o crime durante a abordagem policial e também em depoimento.

Polícia investiga feminicídio

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte de Eliana.

A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e ocultação de cadáver. O delegado responsável solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da morte e a responsabilidade do suspeito.

Flávio não reconhece vitória de Lula e tentará anulação do pleito

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais, anunciou na noite deste domingo (25) que não vai reconhecer o resultado das urnas, apesar da diferença de mais de 4,4 milhões de votos a favor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A justificativa seria a prorrogação do horário de votação eleitoral, decidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que atendeu um pedido de ambas as candidaturas, incluindo a da campanha de Flávio.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Vamos usar nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que essa regra tenha mudado em cima do jogo. Mais uma vez, pelos amigos do Lula do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Flávio em comunicado à imprensa ao lado de aliados, na frente de seu QG de campanha, em Brasília.

Para ele, os acontecimentos do segundo turno foram inaceitáveis.

“O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi algo, inclusive, inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada, a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral [TSE], atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados. Eu nunca vou saber se num estado onde as urnas não foram reabertas quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu”, disse o candidato.

Sem fazer menção aos mais de 59 milhões de votos recebidos, Flávio Bolsonaro saiu sem responder às perguntas.

Zanin tomou a decisão sobre a prorrogação do horário de votação, até às 19h, em caráter de urgência, considerando graves os relatos de dificuldades no transporte de eleitores, especialmente em cidades da Bahia e na cidade de São Paulo.

A determinação, anunciada próximo das 17h, horário previsto para o encerramento da votação, inicialmente estabeleceu a extensão do prazo em todas as seções eleitorais.

Após informações do TSE de que diversas urnas já haviam sido fechadas, o ministro esclareceu que a prorrogação deveria ser aplicada somente às seções que ainda estavam abertas.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais a manterem essas seções em funcionamento até as 19h. Os votos registrados nas urnas já encerradas seriam computados normalmente.

Agência Brasil

Presidente do TSE anuncia reeleição de Lula e faz balanço do 2º turno

Com 64.256.232 votos (51,79% dos votos válidos), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo lugar, com 59.826.041 votos (48,21%). O resultado foi anunciado neste domingo (25) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que parabenizou os dois candidatos pela participação no 2º turno, além dos seis governadores eleitos.

“Esta noite não pertence apenas às chapas eleitas. Ela pertence, sobretudo, à eleitora e ao eleitor brasileiros, principais protagonistas das eleições e os destinatários de todo o trabalho realizado pela Justiça Eleitoral”, ressaltou o presidente.

Durante o pronunciamento, Kassio Nunes Marques ressaltou a participação popular no processo democrático. O 2º turno contou com mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar, dos quais 128,2 milhões compareceram às urnas. A abstenção ficou em torno de 19,2%, abaixo dos 21,08% registrados no 1º turno.

O presidente também mencionou as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para facilitar o exercício do voto. Entre elas, a disponibilização de mais de 95 mil locais de votação em todo o território nacional, com o objetivo de reduzir os deslocamentos e aproximar as seções eleitorais dos cidadãos.

Transporte gratuito e acesso ao voto 

O acesso dos eleitores ao transporte coletivo gratuito nos dias de votação também foi abordado pelo ministro. A medida segue parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.013 e previstos na Resolução-TSE nº 23.751/2026.

Segundo Kassio Nunes Marques, os tribunais regionais eleitorais (TREs) foram orientados a fiscalizar a oferta do serviço em suas respectivas regiões. O cumprimento da medida também foi acompanhado pelo TSE e pela Corregedoria-Geral Eleitoral.

“A eventual insuficiência de transporte sempre será apurada e enfrentada pela Justiça Eleitoral, instituição à qual nossa Constituição atribuiu a competência exclusiva de gerir o processo eleitoral”, afirmou o ministro.

Prorrogação do horário de votação 

O presidente do TSE também abordou os desafios provocados pela decisão liminar do STF que prorrogou das 17h para as 19h, no horário de Brasília, a votação nas seções eleitorais que ainda estavam abertas. A medida, comunicada após o horário previsto para o encerramento do pleito, exigiu adaptações nos sistemas e nas rotinas de apuração, além de cuidados adicionais com a segurança de servidores e mesários. “Prorrogar uma eleição é possível, mas tem que ser pensado e estruturado”, afirmou.

Kassio Nunes Marques relatou que, ao receber o pedido de ampliação do horário, por volta das 15h30, buscou informações técnicas junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), às prefeituras envolvidas e às equipes do TSE. Segundo ele, não havia norma que autorizasse a prorrogação, medida até então inédita no Tribunal.

O ministro explicou que uma alteração dessa natureza, decidida poucas horas antes do encerramento da votação, poderia produzir consequências técnicas e operacionais difíceis de prever, inclusive com possíveis impactos sobre a apuração.

Como a decisão foi proferida após as 17h, milhares de urnas eletrônicas já haviam sido encerradas, sem possibilidade de reabertura. Diante desse cenário, foi necessário suspender temporariamente o recebimento dos Boletins de Urna (BUs), o que provocou um acúmulo de arquivos à espera de processamento.

Apesar das dificuldades, o presidente do TSE ressaltou que as providências adotadas e o trabalho das equipes técnicas permitiram avançar com a apuração. O ministro destacou ainda que as Eleições 2026 foram um sucesso em atendimento ao eleitorado. Das 499.248 urnas utilizadas no 2º turno, 1.551 (0,31%) precisaram ser substituídas.

Judicialização 

Outro tema abordado foi o volume de demandas judiciais relacionadas ao pleito. Segundo Kassio Nunes Marques, as Eleições 2026 registraram elevado grau de judicialização, com 2.265 processos submetidos ao TSE, entre eles 827 representações e 446 pedidos de direito de resposta.

“Cada processo exige exame, contraditório, análise técnica, fundamentação e, quando cabível, apreciação colegiada. A celeridade é indispensável em matéria eleitoral, mas a celeridade não pode se sobrepor à adequada prestação jurisdicional”, apontou.

O ministro também defendeu o aprimoramento dos procedimentos para os próximos pleitos. “Nosso desafio para os próximos ciclos será continuar aperfeiçoando procedimentos, racionalizar fluxos e encontrar mecanismos que permitam oferecer respostas ainda mais céleres sem abrir mão das garantias que caracterizam o devido processo legal”, afirmou.

Observação eleitoral 

O acompanhamento das eleições por observadores nacionais e internacionais também integrou o balanço apresentado pelo presidente do TSE. As missões tiveram acesso aos procedimentos de votação, aos mecanismos de auditoria e fiscalização e às informações necessárias ao desenvolvimento independente de seus trabalhos.

Kassio Nunes Marques ressaltou que o acompanhamento por instituições independentes contribui para a transparência do processo eleitoral e para o aperfeiçoamento dos procedimentos adotados no Brasil.

“A presença desses observadores amplia a transparência do processo eleitoral e permite que a experiência brasileira seja examinada por instituições independentes, ao mesmo tempo que possibilita à Justiça Eleitoral aprender com experiências internacionais e aperfeiçoar continuamente seus procedimentos”, afirmou.

Representatividade e inclusão 

As medidas para ampliar a participação política de grupos historicamente sub-representados também foram mencionadas no pronunciamento. Para Kassio Nunes Marques, as Eleições 2026 representam um marco na forma como a Justiça Eleitoral se relaciona com a sociedade e organiza seus serviços.

“Realizamos as eleições mais inclusivas da história da República brasileira”, afirmou, ao citar iniciativas voltadas à participação de mulheres, pessoas negras, povos indígenas, comunidades quilombolas, comunidades tradicionais e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Entre as medidas adotadas, o presidente mencionou o aperfeiçoamento dos mecanismos de incentivo à participação política, a garantia de destinação mínima de recursos públicos para candidaturas femininas e negras e a consolidação de ações específicas de promoção das candidaturas indígenas.

Kassio Nunes Marques também citou a criação do programa Seu Voto Importa como parte dos esforços para ampliar o acesso ao exercício do direito de voto.

“Embora a Justiça Eleitoral brasileira seja referência internacional pela segurança, eficiência e acessibilidade do sistema eletrônico de votação, compreendemos que era necessário avançar ainda mais para assegurar a cada cidadã e a cada cidadão a oportunidade real de votar”, declarou.

Agradecimentos 

Ao encerrar o pronunciamento, Kassio Nunes Marques agradeceu aos demais ministros do TSE, aos integrantes do Ministério Público Eleitoral, aos magistrados e aos servidores da Justiça Eleitoral.

“Agradeço especialmente aos milhares de mesários, colaboradores e voluntários que dedicaram seu domingo ao funcionamento das seções eleitorais”, declarou.

O presidente também reconheceu a atuação das forças de segurança, dos órgãos públicos, das instituições parceiras, dos partidos políticos, das candidaturas, da imprensa e das entidades fiscalizadoras. “Agradeço, acima de tudo, ao povo brasileiro”, finalizou.

Fonte: TSE

Quando o povo quer, ninguém segura: a virada de Lula e o legado de um líder

Por Samuel Costa

AntagonistaRO – Existem momentos na história em que as urnas deixam de ser apenas instrumentos de escolha política e passam a representar mensagens profundas de uma sociedade. A trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva é marcada por momentos assim. A frase “quando o povo quer, ninguém segura” traduz a força de uma liderança que, mesmo diante de adversidades, encontrou no voto popular o caminho para continuar ocupando um lugar central na política brasileira.

A virada de Lula sobre o bolsonarismo, na disputa eleitoral de 2026, representa muito mais do que uma vitória nas urnas. Foi uma demonstração de que nenhuma força política pode considerar uma eleição decidida antes de o povo se manifestar. Campanhas, estruturas partidárias, recursos financeiros e estratégias de comunicação têm seu peso, mas não substituem a decisão soberana dos eleitores.

Enquanto a extrema direita subiu no salto alto, Lula trabalhou para ampliar sua base.

Uma das leituras políticas mais importantes dessa eleição está na diferença de estratégia entre os dois campos. Na avaliação de seus adversários, a extrema direita entrou na disputa com confiança elevada e uma campanha de grande alcance, mas que, em muitos momentos, pareceu falar principalmente para quem já estava convencido. Foi uma campanha voltada para dentro, mobilizando sua própria militância, reforçando suas convicções e apostando na força de sua base eleitoral.

Lula, por sua vez, compreendeu que não bastava mobilizar a esquerda. Era necessário diminuir a abstenção, conversar com quem ainda estava indeciso e conquistar as mentes e os corações do eleitor independente, do centro, da centro-direita e até de setores da direita dispostos a fazer outra escolha.

A estratégia era ampliar pontes, não apenas fortalecer trincheiras. Em vez de falar exclusivamente para os convertidos, era preciso dialogar com quem tinha dúvidas, com quem não se identificava integralmente com nenhum dos lados e com quem, mesmo tendo votado de maneira diferente no primeiro turno, poderia reconsiderar sua decisão.

E o resultado foi expressivo. Lula passou de aproximadamente 53,9 milhões de votos no primeiro turno para mais de 64,2 milhões no segundo, acrescentando cerca de 10,4 milhões de votos à sua votação. Ao mesmo tempo, a abstenção nacional caiu de 21,08% para 19,21%. Esses números ajudam a dimensionar a mobilização eleitoral e a ampliação de seu apoio na etapa decisiva.

Essa foi a virada dentro da virada: não apenas reverter a vantagem do adversário, mas ampliar a própria votação em uma sociedade profundamente polarizada. A eleição mostrou que uma base fiel é importante, mas não necessariamente suficiente. Em disputas apertadas, a capacidade de dialogar com quem pensa diferente pode fazer a diferença.

Lula construiu uma trajetória singular. De origem operária, tornou-se uma das figuras políticas brasileiras mais conhecidas internacionalmente. Sua história atravessou greves, disputas eleitorais, derrotas, governos, crises e profundas divisões nacionais. Poucos personagens da política contemporânea latino-americana conseguiram manter tamanha presença no debate público ao longo de tantas décadas.

Essa longevidade não pode ser explicada por um único fator. Sua comunicação direta com parcelas expressivas da população, a identificação de muitos brasileiros com sua origem social, a articulação política e a habilidade de construir alianças contribuíram para consolidar sua influência. Sua capacidade de adaptação a diferentes cenários também se tornou uma característica marcante de sua trajetória.

É nesse contexto que sua dimensão histórica ganha relevância. Lula tornou-se uma referência incontornável para compreender a política brasileira e suas conexões com a América Latina e o cenário mundial. Seu nome ultrapassou as fronteiras nacionais e passou a integrar o debate internacional sobre liderança popular, desigualdade social, democracia e representação política.

A disputa contra o bolsonarismo também evidenciou a profundidade da polarização brasileira. Há eleitores que enxergam em Lula a defesa de políticas sociais, direitos trabalhistas e inclusão; outros identificam no campo bolsonarista valores conservadores, críticas ao governo e diferentes concepções sobre o papel do Estado. Compreender o país exige reconhecer essa diversidade, sem transformar adversários políticos em inimigos.

A democracia não se fortalece quando metade da população é tratada como ilegítima. Fortalece-se quando o resultado das urnas é respeitado, os direitos fundamentais são preservados e os governantes compreendem que o mandato pertence ao povo — não a um partido, a uma família política ou a um grupo econômico.

Por isso, a principal lição dessa virada eleitoral não deve ser a revanche, mas a responsabilidade. Vencer significa assumir o compromisso de governar para todos, inclusive para aqueles que escolheram outro caminho. Significa transformar o discurso em resultados concretos na saúde, na educação, na segurança pública, no emprego e na qualidade de vida dos brasileiros.

Lula já ocupa um lugar de destaque na história política do Brasil e da América Latina. O alcance definitivo de seu legado, entretanto, será medido não apenas pela quantidade de eleições disputadas ou pela dimensão de suas vitórias, mas também pelos resultados de suas políticas públicas, pela preservação das instituições democráticas e pelas condições de vida deixadas às próximas gerações.

A eleição de 2026 deixa uma lição que vai além dos partidos: não basta gritar mais alto, mobilizar os próprios apoiadores ou acreditar que a vitória está garantida. É preciso compreender o país real, ouvir quem pensa diferente e reconhecer que milhões de eleitores não pertencem permanentemente a nenhum campo político.

Quando o povo quer, ninguém segura. Mas a vitória não nasce apenas da força de uma militância. Ela também pode nascer da capacidade de dialogar, convencer e construir pontes com quem estava do outro lado.

No fim, nenhum líder é maior do que as instituições, nenhum partido é dono do país e nenhuma eleição autoriza a perseguição de quem pensa diferente. O povo escolhe, a democracia estabelece as regras e os governantes têm o dever de honrar a confiança recebida.

É assim que uma vitória eleitoral pode se transformar em legado histórico: com democracia, responsabilidade pública e compromisso permanente com a vida das pessoas.

Samuel Costa é rondoniense, professor, advogado, jornalista, cientista político e escreve para sites e revistas eletrônicas em Rondônia.

Lula vence com o povo nas ruas e a esperança em movimento

Por Edson Silveira

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 25 de outubro, ultrapassa a conquista de seu quarto mandato. Com 51,79% dos votos válidos e uma vantagem superior a 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro, Lula demonstrou capacidade de reação e renovou sua ligação com o povo brasileiro. Depois de terminar o primeiro turno atrás do adversário, construiu uma virada histórica.

Na minha avaliação, seu maior mérito foi combinar experiência política com disposição para renovar a campanha. Sua trajetória ganhou força quando encontrou a energia da mobilização popular. A confiança voltou a circular entre os apoiadores, e a possibilidade da vitória passou a alimentar o trabalho necessário para conquistá-la.

A juventude merece destaque nessa caminhada. Sua presença nas manifestações, sua criatividade e sua disposição para ocupar o debate público deram novo fôlego à campanha. No discurso da vitória, o próprio Lula reconheceu o papel dos jovens na defesa da democracia. Esse reconhecimento precisa ter continuidade: quem ajudou a construir o resultado deve encontrar espaço para participar das decisões do país.

Também devemos valorizar os brasileiros com 60 anos ou mais. Essa geração carrega experiências de trabalho, dificuldades e conquistas que dão profundidade ao debate político. Seu envolvimento merece reconhecimento pelo compromisso com o presente e com o futuro de filhos e netos. A importância dessa participação vai além de qualquer cálculo eleitoral: expressa a disposição de continuar contribuindo para os rumos do Brasil.

O encontro entre gerações fortalece a democracia. A juventude traz novas linguagens e inquietações; os mais velhos acrescentam memória e experiência. Quando essas forças dialogam, a política amplia sua capacidade de alcançar pessoas que já não se sentiam representadas.

A ocupação das ruas foi uma das marcas dessa reação. As manifestações do segundo turno, com presença estudantil e grandes concentrações populares, mostraram disposição para disputar a eleição até o último momento. A rua permite o encontro, a conversa e a percepção de que uma escolha individual faz parte de uma construção coletiva. Cada participante pode voltar para casa com mais coragem para conversar com familiares, amigos e vizinhos.

Nas redes sociais, a campanha também encontrou impulso. O canal Exército do Lula, coordenado pelo deputado federal André Janones, aproximou-se de 11 milhões de seguidores no WhatsApp e ajudou a organizar o engajamento dos apoiadores. A mobilização digital ganhou direção e ligação com as atividades presenciais.

Janones merece reconhecimento por essa contribuição. Sua atuação demonstrou a importância de uma comunicação que envolve as pessoas e lhes oferece formas de participação. A experiência deixa uma lição para o campo progressista: é preciso ocupar os espaços digitais com constância, criatividade, linguagem compreensível e compromisso com informações verificadas.

As ruas e as redes se alimentaram mutuamente. O entusiasmo das manifestações circulou pelos celulares; a convocação digital estimulou a participação presencial. Essa conexão ajudou a transformar simpatia em envolvimento e disposição em trabalho político.

A diminuição da abstenção também é significativa. O índice caiu de 21,08% no primeiro turno para aproximadamente 19,2% no segundo. Minha leitura é que a disputa recuperou o interesse de parte do eleitorado e reforçou a percepção de que comparecer poderia fazer diferença. Seria precipitado atribuir esse movimento inteiro a uma única iniciativa, mas ele evidencia o valor da mobilização e do diálogo com quem estava distante da eleição.

Nesse cenário, é lamentável a declaração de Flávio Bolsonaro de que não reconhece o resultado e pretende pedir a anulação da eleição. Segundo a Agência Brasil, ele questionou a prorrogação do horário de votação, medida que também havia sido solicitada por sua própria campanha. A contradição exige explicação.

Recorrer às instituições exige fundamentos verificáveis e responsabilidade com as consequências do discurso público. A frustração de uma candidatura não autoriza o desrespeito à escolha dos eleitores. Quem disputa a Presidência precisa demonstrar grandeza também diante da derrota. A democracia exige esse compromisso de vencedores e vencidos.

Lula recebe das urnas uma responsabilidade imensa. A mobilização que o reelegeu traz expectativas de melhores condições de vida, serviços públicos de qualidade e oportunidades. O quarto mandato precisará corresponder a essa confiança com escuta, trabalho e resultados.

A esperança que ocupou as ruas e ganhou força nas redes agora precisa participar da construção do governo. O povo que fez a virada quer continuar sendo ouvido.

Edson Silveira
Advogado, administrador, professor e membro da Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores de Rondônia.

Referências essenciais: resultado eleitoral e abstenção — Folha de S.Paulo; mobilização digital e participação da juventude — UOL; declaração de Flávio Bolsonaro — Agência Brasil. (www1.folha.uol.com.br, noticias.uol.com.br, noticias.uol.com.br, agenciabrasil.ebc.com.br)

Lula é reeleito presidente do Brasil em virada histórica

Luiz Inácio Lula da Silva, 80 anos, foi reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Com mais de 98,2% das urnas apuradas, Lula obteve 51,75% dos votos válidos, o equivalente a 64.060.863 votos em uma campanha que tomou fôlego no segundo turno, a partir de uma reação nas redes sociais e de manifestações de rua.

Ele venceu o adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Nas redes, Lula adotou um tom mais informal, gravando vídeos em formato selfie e falando diretamente com o eleitor. Mas a grande guinada nesse quesito foi a entrada do deputado André Janones (Rede-MG) na campanha.

Janones criou o grupo “Exército de Lula” no WhatApp, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas e, com a ajuda delas, aumentou o engajamento da esquerda nas redes sociais e amplificou a campanha pró-Lula.

Ao mesmo tempo, a população foi às ruas em atos espontâneos. Movimentos sociais e estudantes organizaram várias mobilizações em dezenas de cidades pelo país. As imagens das ruas tomadas de vermelho ajudaram a dar o tom de uma virada até então inédita no segundo turno.

Propostas

Sua campanha trouxe a promessa de continuidade a políticas adotadas nos últimos quatro anos ou aprofundá-las, com mais investimentos ou alcance.

Entre as propostas do plano de governo de Lula, considerando diferentes áreas de gestão, estão o aumento do salário mínimo sempre acima da inflação, investimento em defesa nacional e a criação de um ministério para a Segurança Pública. A ideia do ministério é garantir a participação da União nas políticas de segurança atualmente geridas unicamente pelos estados.

Seu programa de governo falou em criar “a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”. Para isso, prevê investimentos em diagnóstico e tratamento ao câncer com técnicas e equipamentos modernos, bem como atualização de novos medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos.

Na área de educação, Lula prometeu criar novas versões do Programa Pé-de-Meia, como o Pé-de-Meia universitário. O programa Pé-de-Meia foi criado em 2024, em uma versão escolar. Trata-se de um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público.

Após enfrentar com soberania o “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump, Lula reafirmou o compromisso em manter relações equânimes, diplomáticas e comerciais com todos os países do mundo, fortalecendo a economia nacional, com base na industrialização, e buscando novos mercados para exportação.

Biografia

Lula nasceu em 27 de outubro de 1945 em Garanhuns (PE). Antes de ingressar na vida pública, trabalhou como metalúrgico e ganhou projeção nacional ao presidir o sindicato da categoria no ABC paulista durante o processo de redemocratização do país.

Sem curso superior, formou-se torneiro mecânico pelo Senai. A liderança que exerceu nos grandes movimentos grevistas da década de 1970 e a defesa que fazia da democracia durante a ditadura militar no Brasil o inspiraram a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980.

Nos anos seguintes, participou da campanha das Diretas Já e, em 1986, foi eleito deputado federal pelo PT. Lula construiu uma trajetória política voltada à defesa dos direitos dos trabalhadores; à ampliação de políticas sociais; ao combate à miséria e à fome; e à participação do Estado na promoção do desenvolvimento econômico.

Ao longo da história política recente, consolidou-se como uma das principais lideranças da esquerda brasileira e do campo progressista. Também ganhou projeção internacional, sendo reconhecido com uma das mais importantes lideranças mundiais neste século. Disputou a Presidência da República em várias ocasiões, até vencer a eleição de 2002.

Governou o país entre 2003 e 2010, voltou ao cargo em 2023, após ter sido absolvido de condenação no processo envolvendo a Lava Jato, e de ter cumprido 580 dias de prisão. Com a vitória eleitoral em 2022, tornou-se o primeiro presidente da República a ser eleito três vezes para o cargo. E chega, agora, ao quarto mandato. E, segundo ele próprio, será seu último.

Agência Brasil

Ministro do STF prorroga eleição em duas horas em todo o país

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (25) a prorrogação do horário de encerramento da votação até às 19 horas em todas as seções do país.

“Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”.

Na tarde deste domingo, a coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma petição com pedido de liminar de urgência, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando a prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h, em municípios atingidos por problemas no transporte público.

A medida abrangia pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.

O documento é desdobramento de um outro pedido feito no início da tarde para três municípios baianos: Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A campanha também protocolou o pedido no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator do pedido no STF.

Os advogados da campanha de Lula dizem que relatos de falhas no transporte de eleitores se multiplicaram ao longo do dia por diversas regiões do país.

Meu amigo, minha amiga

Hoje, diante das urnas, vamos escolher o Brasil que queremos para os próximos anos. Por isso, peço de coração: vote com consciência, responsabilidade e amor.

Ontem estive nas ruas de nossa cidade e voltei para casa feliz e cheio de esperança. Participei de uma manifestação em que eu não conhecia quase ninguém, mas me senti entre companheiros de caminhada. O que mais me emocionou foi ver a juventude renovando a luta e a resistência. O protagonismo era daqueles jovens que, com alegria e coragem, defendiam seus direitos e seus sonhos. Entre sorrisos e bandeiras, pediam votos para Lula, pelo Brasil. Ver essa disposição me deu ainda mais esperança no futuro.

Você me conhece. Independentemente de ser de esquerda ou de direita, reserve um momento para pesquisar, comparar as trajetórias dos dois candidatos e pensar no que essa escolha significa para a sua família.

Pense no futuro dos seus filhos, na dignidade dos aposentados, no SUS, no Pé-de-Meia e na escola pública gratuita e de qualidade. Pense em um Brasil soberano, que cuide do seu povo e ofereça oportunidades para todos.

Se você tem críticas ao Lula ou ao PT, eu respeito. Mas peço que não permita que a raiva decida por você. Nossos direitos foram conquistados por muitas mãos, com luta, suor e sangue. Eles merecem pesar na sua escolha.

Meu querido amigo, minha querida amiga, receba este pedido com o carinho e a sinceridade de quem deseja um futuro melhor para todos nós. Eu acredito em um Brasil que proteja direitos, valorize seu povo e dê à juventude condições de realizar seus sonhos.

Amanhã, quero pedir, com muito carinho e respeito: considere atender a este pedido do seu amigo. Pela nossa amizade e pelo amor que compartilhamos pelo Brasil, peço seu voto no presidente Lula. Faça essa escolha com liberdade e consciência, pensando em quem você ama e no futuro que deseja construir.

Vote Lula. Vote 13! ❤️

Edson Silveira — seu amigo.

Parque Circuito reabre com atrações renovadas e ações de educação ambiental

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A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), por meio do Departamento de Gestão de Políticas Ambientais (DGPA) e da Coordenadoria de Proteção Animal (CPA), marca presença na reabertura do Parque Circuito, que acontece neste sábado (24), às 15h, em Porto Velho, com iniciativas voltadas à conscientização ambiental e ao bem-estar animal. No espaço, foram instaladas placas educativas e um comedouro para animais, reforçando a importância da preservação da fauna e da flora.

As placas de conscientização têm como objetivo orientar a população sobre o cuidado com o meio ambiente e a preservação das áreas verdes. Já o comedouro foi pensado para garantir o bem-estar dos animais que circulam pelo parque, incentivando também a convivência harmoniosa entre visitantes e a fauna local.

O prefeito Léo Moraes afirmou que a recuperação dos espaços públicos deve estar associada à preservação ambiental e à qualidade de vida da população.

Placas orientam sobre a preservação ambiental, enquanto o comedouro contribui para o cuidado com os animais no parque

 

“Estamos trabalhando para devolver à população espaços públicos mais acolhedores, seguros e preparados para as famílias. Queremos que as pessoas aproveitem o Parque Circuito, cuidem do meio ambiente e compreendam que preservar a natureza e respeitar os animais também faz parte de uma cidade melhor para todos”.

O secretário da Sema, Arthur Borin, reforçou que as melhorias na estrutura do parque vêm acompanhadas de um trabalho contínuo de educação ambiental e destacou o papel da população nesse processo.

“Queremos que o Parque Circuito volte a ser um espaço de todos, onde as famílias possam aproveitar com responsabilidade. Nossas ações fazem parte desse trabalho de conscientização, para que as pessoas entendam que preservar o meio ambiente e cuidar dos animais também é cuidar da cidade. Além de um espaço de lazer, o parque é um ambiente de educação ambiental. Nosso desejo é que as pessoas saiam daqui com essa consciência e levem esses hábitos para o dia a dia”.

Reabertura do parque

Parque foi revitalizado para melhorar as opções de lazer e convivência da população

 

A entrega da primeira parte da reforma do Parque Circuito representa uma importante mudança na sua estrutura. O espaço passou por obras de recuperação para oferecer melhores condições de lazer, convivência e diversão à população.

Entre as novidades, ganha destaque a primeira fonte interativa do estado de Rondônia, composta por 47 jatos de água, que promete se tornar uma das principais atrações do parque. O projeto também contempla intervenções na área infantil, com melhorias nos brinquedos, no piso e na estrutura do playground, oferecendo um ambiente mais agradável e adequado para as crianças.

A Prefeitura destaca que as intervenções ampliam as opções de lazer gratuito, incentivam a ocupação dos espaços públicos e oferecem estruturas que contribuem para o bem-estar da população. Com as melhorias, a expectativa é que o Parque Circuito volte a fazer parte da rotina dos moradores.

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)