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EX-TUCANO DEIXOU PSDB PARA APOIAR DE CORPO E ALMA A REELEIÇÃO DE CONFÚCIO MOURA

 

Secretário de Estado da Agricultura se desfiliou do PSDB
Secretário de Estado da Agricultura se desfiliou do PSDB

Assim como muitos deputados estaduais, prefeitos e vereadores estão aderindo à candidatura à reeleição de Confúcio Moura (PMDB), até tucanos estão em debandanda. Quando estava filiado ao PSDB, o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária, Evandro Padovani, foi alvo de críticas ao dizer que apoiaria a candidatura do governador Confúcio Moura (PMDB) à reeleição. Seus correligionários pressionaram-no para que deixasse o cargo no governo ou se afastasse da presidência do diretório do PSDB em Vilhena. Preferiu deixar o PSDB.

Na entrevista a seguir, concedida ao repórter Jovino Lobaz, do jornal FOLHA DO SUL, Padovani fala, entre outros assuntos, da sua saída do partido e da relação com os ex-colegas tucanos.
FOLHA DO SUL – Por que o senhor se desfiliou do PSDB?
EVANDRO PADOVANI – Foi por livre escolha e lealdade ao setor que represento e àqueles que me apoiaram. Foi a melhor opção, já que não serei candidato em 2014.
Quando aceitou o cargo de secretário no governo de Confúcio Moura, já sabia que isso implicaria em problemas com o PSDB?
Não há problema entre mim e os membros do PSDB. Se houve, já resolvi.
O que o fez mudar para o lado de Confúcio?
Eu não mudei de lado, pois já tinha votado no Confúcio no segundo turno das eleições em 2010. E votarei nele novamente.
E o que o senhor pensa sobre Expedito? Acredita que ele registrará candidatura?
É um excelente político. O registro de sua candidatura compete ao Tribunal Regional Eleitoral responder, mas se ele resolver a questão jurídica será um forte candidato.
Como ficou a sua relação com os membros do PSDB em Vilhena?
Tranquila. Eles sabem que sou de vestir a camisa, que tenho posição firme e não fico em cima do muro. Decidi sair do partido para deixá-los atuar livremente. Isso é democracia.
Como o senhor está se entendendo com o deputado estadual Luizinho Goebel (PV), principal responsável por sua nomeação na Seagri, que acena apoiar Expedito?
Cabe ao deputado Luizinho fazer sua escolha. Admiro-o muito. Merece a reeleição e terá meu voto em outubro.
O senhor se filiou ou pretende se filiar em outro partido?
Ainda não. Tive convites de várias legendas. Estou analisando-os. Mas filiação partidária é assunto para o futuro. Neste momento, meu foco é executar as metas da Seagri.
Quais as suas pretensões políticas para as eleições municipais de 2016?
Se for a vontade de Deus e do povo de Vilhena, estarei à disposição.

Fonte: Folha do Sul
Postado por: Dimas Ferreira
Autor: Jovino Lobaz

BLOG DO CHA: JORNALISTA É ACUSADO DE ASSÉDIO MORAL

achaA denúncia por assédio moral, protocolada pela servidora Carla Carolina Holanda de Souza na Polícia Legislativa e na 3ª Delegacia de Polícia, contra o diretor do Departamento de Comunicação da ALE, Paulo Ayres de Almeida, desencadeou uma verdadeira guerra no setor. Acossado, o acusado disparou denúncias por atacado, contra a vítima, contra as inúmeras testemunhas e até ameaça, segundo a rádio corredor, processar este blogueiro, exigindo reparação por “danos morais”. Ele apenas se esqueceu de um instrumento legal chamado “exceção da verdade”.
 
Tudo isso, apesar de bem saber que “danos” na verdade são os que ele causou ao erário com sua transposição para o quadro de estatutários sem qualquer concurso. Não prestou mesmo aquele interno, “meia boca”, realizado antes da promulgação da Constituição para regularizar a situação dos servidores da Casa. E continuou a causar, ao retirar o FGTS como celetista e exigir o recebimento de pecúnias retroativas.
 
E mais: ele tenta agora mais uma cartada (nehuma relferência aos hábitos de HC) com o pedido de aposentadoria na condição de estatutário. Se colar, ele possivelmente irá tentar aposentar-se também pelo INSS como celetista. E ainda o festival de diárias absolutamente irregulares e fartamente documentadas, autoconcedidas a pretexto de promover cursos de jornalismo relâmpago no interior, para talvez ensinar o que jamais soube em seus propalados 30 anos de profissão.
 
Quanto ao termo “moral”, desconsiderada a história cabeluda que envolve a gravidez de uma enteada, na qual me recuso a crer, posso assegurar que o cidadão não tem do significado a menor noção. Basta observar as atitudes rasteiras que tem adotado em relação a quase todos os antigos colegas do setor, agredindo a cada um deles a pretexto de “moralizar o trabalho”. Na verdade, lambuzado pelas migalhas de poder conferidas pelo apoio do presidente Hermínio Coelho – e com certeza nele inspirado – Paulo Ayres sente-se um quase deputado, exigindo de seus comandados nada menos que subserviência, servilismo, vassalagem e até idolatria a seu imenso, truculento e arrogante ego. É bom, contudo, que o presidente da Assembleia se acautele. Consta que o jornalista, tremendo pé frio, assessorou  meia dúzia de deputados nas eleições de 2010. Somente um escapou. Foi Valter Araújo, que coincidentemente demitiu o assessor antes da eleição.
 
 
Com relação à denúncia contra ele registrada pela servidora comissionada, consta que ela foi inclusive ameaçada de demissão caso não a retirasse. Não satisfeito, Paulo Ayres protocolou denúncia contra ela na Secretaria Geral da Casa, acusando-a por tudo aquilo que rotineiramente pratica: ignorância “de qualquer procedimento relacionado aos bons costumes, à cordialidade (a crase é uma gentileza do blogueiro), e ao princípio de respeito entre os companheiros de trabalho”. Risível.
 
Além disso, fez publicar no site Tudo Rondônia um amontoado de asnices, que imaginou ser uma defesa prévia, no qual tenta posar de vítima e verdadeira vestal, distribuindo acusações por atacado. Chegou inclusive a acusar um jornalista por não saber escrever, coisa da qual ele jamais teve qualquer noção em seus trinta anos de “profissão”.
Curioso observar como trechos daquilo que ele acredita ser um texto se assemelham à carta publicada pelo anda deputado petista André Vargas, aquele íntimo do doleiro preso pela Federal, que deve renunciar nos próximos dias para evitar a cassação. Desconsiderados os ataques do jornalista ao vernáculo – o que testemunha o fato dos assessores da Câmara saberem escrever, a choradeira dos agora humildes “ofendidos na honra” é parecida (veja comparativo abaixo).
André e P Ayres
Devem se julgar geniais. CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

MUNDO CÃO E HIPÓCRITA: MAIS UM NEGRO E POBRE É VÍTIMA DE “JUSTICEIROS” NO BRASIL

1_babarie2-1341040O corpo negro ensanguentado e o olhar assustado que você na foto é do menino Alailton Ferreira, de 17 anos, cercado por um grupo armado com pedras, barras de ferro e pedaços de madeira. Momentos depois, ele seria foi alvo de um espancamento coletivo. Desacordado, foi levado ao hospital, mas não resistiu e morreu na noite de terça-feira (8).

Aos gritos de “mata logo” e de vários xingamentos, o espancamento aconteceu às margens da BR 101, na tarde do último domingo (6), no bairro de Vista da Serra II, cidade de Serra, há cerca de 30km da capital Vitória, no Espírito Santo. Só depois de duas horas de muita violência, a Polícia Militar chegou ao local, colocou o jovem na viatura e o levou até a Unidade de Pronto Atendimento. “Os policiais militares descreveram no boletim de ocorrência que foi necessário utilizar spray de pimenta para conter os populares” disse o delegado-chefe do DPJ, Ludogério Ralff.

 

Acusação de Estupro

imagemespancamentoO motivo do linchamento foi causado por acusações controversas. Alguns disseram que o jovem teria tentado estuprar uma mulher. Outros que ele seria suspeito de tentar roubar uma moto e abusar de uma criança de 10 anos. Tudo ocorreu no domingo (6), mas até esta quarta-feira, dia em que Alailton foi enterrado, não havia qualquer denúncia ou relato de testemunhas, segundo a Polícia Civil.

O irmão contesta as acusações e diz que o adolescente sofria de problemas mentais: “Ele chamou a menina, ela se assustou e correu para chamar a família. Os familiares e vizinhos correram atrás dele. Por isso as pessoas falaram que ele era estuprador. Se ele quisesse roubar uma moto, teria feito no próprio bairro, mas ele nem sabe pilotar”. Segundo o tio do jovem, foi um ato de covardia. “Ele estava com uns problemas de saúde e ficava assustado com frequência”.

O morador Uelder Santos, 29, em entrevista para um jornal também colocou as acusações sob suspeita: “Ninguém viu esse tal estupro ou mesmo noticias da suposta vítima”.

wnkeg555ldjdd0bnmwl5aazu1506902Em entrevista a um jornal, a mãe de Alailton,  a doméstica Diva Suterio Ferreira, 46, disse que  o filho teria sido vítima de uma injustiça: “Ele já foi preso por furto, usava droga, mas não estuprou ninguém, jamais faria isso”. Cristã, disse que se apega a Deus para socorrê-la nesse momento difícil:     “Meu filho era amado, sonhava em me dar uma casa. Dizia que queria um quarto para ele, um para mim e um para irmã.    Minha filha, de 11 anos, só chora, tem medo de sair à rua depois do que aconteceu.     Acredito na justiça divina. Peço que essas pessoas peçam perdão a Deus pelo que fizeram ao meu filho”.

Violência endêmica e elemento racial (nada) subjetivo

O escritório das Nações Unidas apresentou nesta quinta-feira (10) um levantamento sobre as taxas de homicídio em que conclui que as Américas são as regiões mais violentas do planeta. O Brasil está entre países mais violentos. Das 30 cidades mais violentas do planeta, 11 são brasileiras. Segundo a publicação, Maceió é a quinta cidade do mundo com mais homicídios por cada 100 mil habitantes. A cidade de Vitória do Espírito Santo, vizinha ao local onde Alailton foi assassinado por populares, é a 14ª da lista mundial.

Não gosto de suposições, por isso fico nas perguntas: qual seria o resultado de uma amostragem com o recorte racial das vítimas desses homicídios em toda América? Teríamos uma proporção parecida com a média brasileira, que aponta 70% de vítimas negras?

Não sei se Alailton estuprou alguém. Era mulher feita ou uma criança de 10 anos? Ambos os crimes são gravíssimos. Mesmo que tenha sido uma “apenas” uma tentativa ou ainda que o jovem tivesse problemas mentais, sem dúvida caberia alguma punição. E a Lei prevê. Mas jamais um linchamento. Jamais!

E pior: nada leva a crer que houve de fato o crime. Aliás, ao que parece (não sou investigador, nem gostaria), ele teria sim sido “vítima de uma injustiça”, como disse a mãe doméstica.

O fato de ser um menino negro teria sido um elemento potencializador do ódio coletivo e da precipitação de um julgamento instantâneo – acusação, julgamento, condenação e execução: Foi ele! Pega ele! Só pode ter sido ele!?

E se fosse um menino branco, a história teria tais requintes de crueldade e terminaria no cemitério?

A bala não é de festim, aqui não tem dublê!

 

O assassinato covarde do menino negro Alailton Ferreira me fez lembrar dois filmes norte-americanos muito famosos. O primeiro é o clássico “O sol é para todos”, de 1962, que conta a história de Tom Robinson (Brock Peters), um jovem negro que fora acusado de estuprar Mayella Violet Ewell (Collin Wilcox Paxton), uma jovem branca. Atticus Finch, um advogado extremamente íntegro, interpretado por Gregory Peck – que viria ganhar o Oscar de melhor ator com esse trabalho, concordou em defendê-lo e, apesar de boa parte da cidade ser contra sua posição, ele decidiu ir adiante e fazer de tudo para absolver o réu. Nos Estados Unidos como aqui, sempre fora comum acusações de estupros e outros crimes recaírem sobre negros, sem que haja grandes contestações.

O outro filme, esse mais recente (1996), faz ainda mais sentido com o momento que vivemos, inclusive no nome: “Tempo de Matar”, que se passa em Canton no Mississipi, onde Carl Lee (Samuel L. Jackson), um negro que, ao matar dois brancos que espancaram e estupraram sua filha de 10 anos é preso, e um advogado branco Jake Brigance (Matthew McConaughey ) e Ellen (Sandra Bullock) uma obstinada estudante de Direito, ambos se voltam contra o preconceito e o racismo existente na comunidade daquela cidade para defender o acusado.

Já no fim da trama, quando tudo parecia perdido, afinal a cidade queria a condenação do acusado, no Tribunal Jake solicita a todos os presentes que fechem os olhos e ouçam a ele e a si mesmos, então ele começa a contar a história de uma garotinha que volta do armazém, e de repente surge uma “pick-up” de onde saltam dois homens e a agarram, eles a arrastam para uma clareira e, depois de amarrá-la, arrancam-lhe as roupas do corpo e montam nela, primeiro um, depois o outro, eles a estupram tirando toda a sua inocência com brutais arremetidas. Depois de acabarem, e de ter matado qualquer chance daquele pequeno útero ter filhos, os dois rapazes começaram então a usar a garotinha como alvo, acertando-a com latas cheias de cerveja, cortando sua carne até o osso. Não satisfeitos, eles ainda urinaram sobre ela, e com uma corda fazem um laço e a enrolamo no seu pescoço e num puxão repentino a suspende no ar, esperneando e sem encontrar o chão até o galho quebrar e, milagrosamente cair no chão. Nesse momento, eles a colocaram na “pick-up” e, ao chegar em uma ponte, jogam-na de cima da mureta, de onde ela cai de uma altura de 10 metros até o fundo de um córrego. Jake então pára a história e pergunta aos presentes se conseguem vê-la, se conseguem imaginar o corpo daquela garotinha estuprado, espancado, massacrado, molhado da urina, do sêmen deles e do próprio sangue, e depois abandonado para morrer…

 

ALUNO DE NOVA BRASILÂNDIA É CLASSIFICADO EM PRIMEIRO LUGAR DE REDAÇÃO DOS CORREIOS

weverton-370x274Weverton de Oliveira e Silva representa Rondônia na fase nacional do 43º Concurso Internacional de Redação de Cartas dos Correios. O aluno do 1º ano do Ensino Médio da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Aurélio Buarque Holanda Ferreira, de Nova Brasilândia, teve sua redação classificada em primeiro lugar no Estado. Weverton agora concorre com textos de alunos dos demais estados brasileiros. A redação selecionada irá  representar o Brasil na última fase do concurso, a internacional.

Aos 14 anos, Weverton conta que esta é a primeira vez que participa de um concurso. A vontade de participar – e o maior incentivo – veio da música. Ele toca teclado na igreja desde a infância. “A música tem muita influência na minha vida então escrevi a carta contando sobre isso”, diz. O tema da redação era ‘Escreva uma carta para dizer de que forma a música influência a vida’. O destinatário da carta era a cantora gospel Eychela.

O aluno também contou com o apoio e o incentivo da professora de língua portuguesa Lourdes Aparecida Tose. Com a classificação, Weverton ganhou um tablet e a escola um computador. “Foi muito legal participar e emocionante demais ganhar. Acho que agora vou me inscrever em outros concursos”, comenta.

Outros dois alunos de Rondônia se classificaram nesse concurso: Leonardo Silva Brito, da Escola Estadual Carlos Drummond de Andrade, de Presidente Médici (2º lugar) e Etel Vinicius Bitenourt, do Colégio Tiradentes da Polícia Militar, de Porto Velho (3º lugar).

Fonte
Texto: Marcela Ximenes – Assessoria Seduc
Fotos: Escola Aurélio Buarque de Holanda Ferreira

AULAS RECOMEÇAM NA SEGUNDA, 14, NO MEIO DA SEMANA SANTA

Esc.São-Sebastião-I-11-4-Quintela-001-370x243Com a retirada dos desabrigados pela cheia do Rio Madeira, as aulas na Escola Estadual de Ensino Fundamental São Sebastião I, em Porto Velho, serão retomadas nesta segunda-feira (14), de acordo com a diretora Antonieta Marques. Nesta sexta-feira (11), a equipe escolar se mobiliza para realizar a limpeza do ambiente e receber os mais de 300 alunos que deverão retornar à instituição.

As 16 famílias que estavam alojadas desde março na São Sebastião foram transferidas nesta quinta-feira para o Abrigo Único, espaço montado pela Defesa Civil Estadual no Parque dos Tanques. Antonieta afirma que o retorno às aulas deve ser de imediato. “Os alunos ficaram um pouco mais de um mês sem aulas e é necessário que elas sejam retomadas o mais rápido possível, por isso começaremos nesta segunda”, explica.

A reposição de aulas e o planejamento do novo calendário escolar serão debatidos entre com a equipe pedagógica da Escola São Sebastião I, a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Porto Velho e a Secretaria do Estado de Educação (Seduc). “A certeza é de que não haverá perda de aulas para os alunos”, enfatiza a chefe da sessão pedagógica da CRE da capital, Marilu Souza.

GOVERNADOR CONFÚCIO MOURA É O ÚNICO QUE REÚNE QUALIDADES DE UM BOM ADMINISTRADOR E POR ISSO VAI SER REELEITO, AFIRMA COLUNISTA

achaTodos sabem que defendo o governo de Confúcio e sou plenamente favorável à sua reeleição. E acredito sinceramente ser ele a pessoa mais qualificada a conduzir o estado no período de grandes dificuldades que virá depois das enchentes. Não se pode esperar grande coisa do governo federal, especialmente porque o país está literalmente quebrado e a má vontade em relação a Rondônia é inquestionável. Ou seja: Rondônia terá que “se virar” por seus próprios meios para que seja possível não apenas a reconstrução do estado como também a prevenção de novas tragédias.
Quem acredita naquela história do raio não cair duas vezes no mesmo lugar está iludido. Cai sim. O rio Madeira com certeza voltará a subir, até porque a imensidão de sedimentos depositados à montante das barragens que, imagino, poderiam fazer a felicidade dos garimpeiros, vai fazer com que o remanso cause inundações a qualquer chuva mais forte. Nada, contudo, que faça esmorecerem a força e a coragem do rondoniense, em cujo DNA estão os exemplos daqueles que disputaram a conquista dessa região no tapa com onças, sucuris e mosquitos.
Será preciso, no entanto, alguém com a capacidade de aglutinar essa força. E acredito que Confúcio personifica tal qualificativo, acrescido de ponderação e equilíbrio. Permito-me inclusive sugerir a adoção, como marca de seu novo governo, da marca “Governo de Todos” em substituição ao “Governo da Cooperação”, que define o mandato que termina. É claro que as usinas terão que entrar decisivamente e sem desvios nessa tarefa. Rondônia precisa disso e, admitam ou não seus dirigentes, as hidrelétricas estão aqui definitivamente instaladas, embora tenham recebido do governo Dilma e do BNDES tratamento especial de porto cubano ou país africano. Talvez pelo envolvimento das grandes empreiteiras e seu lobista Luiz Inácio no negócio.
E mais: considerando que não vai haver mudança na distribuição do ICMS, que continuará a ser arrecadado somente no estado consumidor (a mudança já foi exaustivamente tentada em Itaipu, sem sucesso), o que poderá render algo para o estado será a produção de energia. As duas usinas vão produzir quase o mesmo que Itaipu. E, conforme foi publicado no site da empresa, a soma de tudo o que foi pago em royalties desde 1985 pela usina de Itaipu, divididos entre Brasil e Paraguai, chegará a US$ 9 bilhões em abril.
Se não será produzido por aqui igual volume de energia, também não será necessário dividir com outro país os royalties gerados, a menos que Evo Morales bote a boca no trombone e o governo do PT abra as pernas mais uma vez. Isso só o tempo dirá. Mas significa que o estado será prejudicado também nessa conta, já que o ICMS gerado pelo consumo da usina termoelétrica chega a R$ 17 milhões mensais em valores atuais, muito mais do que o valor máximo dos royalties que serão gerados pelas usinas somente depois que estiverem operando à plena carga.
De qualquer forma, dá para imaginar o que pode acontecer no estado se o trabalho de reconstrução fosse entregue de mão beijada às mãos “limpas” ou à avidez de gente como o ex-governador Ivo Cassol, já condenado pelo Supremo exatamente pela destinação preferencial e particular por ele imposta ao dinheiro público. É claro que ele não será candidato, mas alguém coragem que sua esposa ou qualquer outro por ele indicado para concorrer ao governo tenha coragem para contradita-lo? Basta lembrar o que fez recentemente com o próprio irmão, Cesar Cassol.

Fonte: Coluna do Cha

ENCHENTE: HISTÓRIAS DE VIDAS CONTADAS NO ABRIGO DO PARQUE DE EXPOSIÇÕES EM PORTO VELHO

3-local-reunião-parque-370x250Instalada com a filha, o genro e um neto numa barraca no Parque de Exposições, a doméstica Adriana Correia supera a incerteza que tem em relação ao futuro esbanjando otimismo. “Melhor estar aqui. Se ficasse em casa estaria correndo risco de vida”, revela. Ela é uma das 20 famílias instaladas no abrigo montado pela Defesa Civil Estadual para desabrigados pela enchente do rio Madeira.

Adriana completou ontem duas semanas no abrigo e disse, entre um sorriso e outro, que está bem acomodada. O calor na barraca, segundo ela, não é um problema. “Não precisamos ficar aqui dentro o tempo todo. Há muito lugar para passear, há academia e os barracões. Tudo aqui é de ótima qualidade”, conta.

Moradora do bairro Nacional, Adriana pediu à Defesa Civil Estadual para ser retirada de sua moradia porque o piso cedeu e tornou o imóvel inabitável. Ela já abrigava a filha com o genro e filho, cuja casa foi praticamente coberta pelas águas.  “Aqui temos liberdade para sair a qualquer hora, recebemos visitas todos os dias, o banheiro é ótimo. Estamos muito bem”, diz em relação às acomodações.

3-abrigo-370x246Também abrigado no alojamento está o catarinense Antônio Roque Schimitz, que veio com outras 18 famílias de produtores rurais do assentamento Joana D’Arc, localizado a 120 quilômetros da cidade, com entrada pela BR 319. Agricultor, ele já sabe que não poderá retornar ao sítio, cujas terras não são mais produtivas. “Estamos há apenas dois dias neste abrigo e temos recebido o melhor tratamento. Tudo é de primeira qualidade. Quando falta alguma coisa, os bombeiros providenciam logo. Nosso futuro é que não é dos melhores em relação às terras que deixamos para trás”, conta, indignado.

Antônio Shcmitz explica que sempre trabalhou na agricultura e que chegou a Rondônia há 34 anos. Pioneiro no assentamento Joana D’Arc, ele diz que perdeu tudo o que plantou, assim como os demais agricultores da região.  “Voltar para lá seria suicídio. Morreríamos com doenças ou atacados pelas cobras”, diz indignado.

3-abrigo-parque-370x246Com um câncer que afeta a perna esquerda e “problemas de coluna”, Schimitz diz que, passada a enchente, ele e os outros pequenos agricultores terão outra batalha para travar que é, finalmente, serem indenizados  pelo governo federal ou serem assentados em outro local. “Mas isso será feito no devido tempo”, diz com convicção.

Modelo

3-lavanderia-370x254O alojamento gigante montado no Parque de Exposições é como se fosse uma pequena cidade. O policiamento é feito com uma patrulha da Polícia Militar que faz rondas regulares. Há iluminação eficiente, telefones púbicos, banheiros químicos para homens e mulheres, lavanderia com máquinas novas.

Recentemente, técnicos da Coordenação Nacional da Defesa Civil vieram a Porto Velho e ficaram impressionados com a estrutura montada para receber os desabrigados. Admitiram que este modelo pode ser adotado em outros desastres no país.
Segurança

Segurança
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O major Gilvander Gregório é o responsável pelos abrigos da capital. Nos últimos dias, tem cuidado para que o Parque dos Tanques fique pronto para acolher as famílias que ainda estão alojadas nas escolas. Conhece os abrigados e conversa descontraidamente com eles sempre que o tempo permite. Quer saber das necessidades e providencia para que tudo funcione bem.

Fonte
Texto: Nonato Cruz
Fotos: Ésio Mendes

ALUNA DE PORTO VELHO É SELECIONADA PELA SEGUNDA VEZ PARA INTERCÂMBIO NOS EUA

Daiane-Anísio-intercâmbio-1-370x259
Um antigo ditado popular diz que “o raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. No entanto, essa frase não se aplica para a realidade de Daiane da Silva Bezerra, aluna do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Anísio Teixeira, em Porto Velho, que foi selecionada para viajar aos Estados Unidos pela segunda vez, através do Projeto Histórico Educacional Rondon-Roosevelt, promovido pela Embaixada Americana e a Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc). Em 2013, a jovem de 17 anos embarcou pela primeira vez ao país norte-americano pelo programa Conexão Mundo e retornará, em maio deste ano, para visitar museus e centros históricos de quatro estados.

Daiane diz que sabia um pouco da história da expedição científica entre o coronel Mariano Cândido Rondon e o ex-presidente americano Theodore Roosevelt por ter feito um vídeo sobre o assunto durante o curso de inglês do programa Conexão Mundo, realizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no qual foi aprovada e ganhou a primeira viagem para os Estados Unidos. “O que eu tinha conhecimento era muito por cima, nada muito aprofundado”, conta.

Para elaborar uma boa redação, a estudante lembra que teve uma aula sobre o assunto ministrada pelo professor de História Maycon Rock. Além disto, Daiane pesquisou textos na internet sobre a expedição e buscou por notícias atuais para relacionar com a história sobre a descoberta da nascente do então Rio da Dúvida. “Minha ideia era associar o que a expedição contribuiu para o cenário atual da região Norte e para o Brasil. Queria mostrar uma visão diferente para o meu texto”, explica.

“Nós tomamos as nossas próprias decisões e somos moldadores do nosso futuro”
Daiane Bezerra, 17 anos

A adolescente relata que no dia da divulgação dos selecionados, todos os alunos foram chamados ao pátio da Anísio Teixeira. Ao ouvir que tinha sido selecionada, Daiane, que é considerada falastrona pelos amigos e por ela mesma, ficou sem palavras. “Eu sempre consigo me expressar bastante nessas coisas, mas naquela hora… Eu travei”, recorda entre risadas.  Mesmo sendo contemplada com uma segunda viagem internacional na vida, para a aluna, a ‘ficha não caiu’ ainda. “Meio que ainda não estou acreditando ainda”, comenta.
Daiane junto com colega de sala e equipe educacional da Anísio Teixeira

Aluna junto com colega de sala e equipe educacional da Anísio Teixeira
Aluna junto com colega de sala e equipe educacional da Anísio Teixeira

Nessa nova ida aos Estados Unidos, Daiane espera conhecer e comparar com a cultura que teve contato na primeira vez que foi ao país, quando ficou na cidade de Denver, no Colorado. “Da última vez que eu fui pra lá [Estados Unidos], vi a cultura apenas de Colorado. Desta vez, eu vou passar por quatro estados. Serão, com certeza, novas culturas, hábitos e pretendo compreender e absorver o máximo possível”, afirma.

Empolgada, a jovem deseja conhecer durante a viagem os museus da capital do país, Washington, e enfatiza que o aprendizado que receberá durante o intercâmbio servirá para a vida toda. “Isso vai acarretar em uma carga muito grande para minha vida, tanto educacional, quanto pessoal, e uma futura profissional. Nós tomamos as nossas próprias decisões e somos moldadores do nosso futuro”, conclui.

Expedição

O objetivo da Expedição Científica Rondon-Roosevelt era ‘descobrir’ a nascente e a foz do então Rio da Dúvida, batizado assim pelo coronel Mariano Cândido Rondon durante a implantação de uma linha telegráfica.

Rondon não sabia nada sobre o Rio da Dúvida e decidiu incluir esse rio no mapa. Para isso foi organizada a expedição científica e em 1914 foi encontrada a foz no rio Aripuanã, no Amazonas. Então o rio recebeu o nome de Roosevelt, em homenagem ao ex-presidente que acompanhou a descoberta.

Fonte
Texto: Halex Frederic – Assessoria Seduc
Fotos: Quintela

PADRE TON PEDE APOIO A GILBERTO CARVALHO PARA LIBERAR RECURSOS DE AÇÕES DE RECUPERAÇÃO POS ENCHENTE

padreO deputado federal Padre Ton (PT-RO) esteve ontem (9) com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria da Presidência da República) pedindo apoio para que R$ 2 milhões e 554 mil previstos em processo já aprovado para a prefeitura de Cacoal recuperar infraestrutura de área danificada por enchente de 2011 sejam liberados. O prefeito Franco Vialetto esteve no encontro.

Antes da reunião, o deputado Padre Ton já havia manifestado preocupação com a demora na liberação dos recursos em audiência com o secretário de Gestão do Ministério da Integração Nacional, Alexandre Gomes, momento que teve a participação também do senador Ivo Cassol.

Segundo o deputado, os mais de R$ 2 milhões solicitados pela prefeitura e já aprovados pela Defesa Nacional referem-se a ações atinentes à enchente de 2011, em Cacoal, contidas no processo que trata do plano de trabalho da prefeitura de número 59050.000280/2012.

O recurso será utilizado, conforme esse plano, na restauração de uma galeria de concreto armado sobre o rio Pirarara, perímetro urbano do município e recuperação de seis pontes de concreto armado sobre o mesmo rio.

“Esse processo está concluído, o recurso foi aprovado e precisamos liberar. Já existe parecer agora do final de março de setor responsável para empenho do valor total e liberação da primeira parcela de recursos”, diz Padre Ton.

O deputado e o prefeito relataram ao ministro Gilberto Carvalho que no Ministério da Integração foram informados a respeito do contingenciamento de recursos determinado pelo Ministério da Fazenda.

“Fiz um apelo ao ministro para que essa liberação ocorra, e alertei para que os recursos destinados às emergências e ações da defesa estadual de Rondônia para minimizar o sofrimento de milhares de pessoas afetadas pela enchente do rio Madeira sejam repassados com a maior brevidade”, diz Padre Ton.

OPERAÇÃO TRAMA: MPF PROCESSA SEIS ENVOLVIDO, INCLUSIVE A ESPOSA DE RUY MOTTA, DO PDT

 

Socialite Ludma Motta
Socialite Ludma Motta

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil de improbidade administrativa com pedido de liminar contra integrantes da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Rondônia (SRTE/RO). Entre as infrações relatadas foram identificados recebimento indevido de diárias e uso irregular de cartões corporativos que causaram prejuízo mais de 330 mil reais aos cofres públicos.

Os acusados pelas irregularidades são: a superintendente Ludma de Oliveira Correa Lima; a superintendente substituta Maria Alzinete de Jesus Silva; e os servidores Jorge Washington de Sá, Pedro Oliveira de Sá, Sebastião Waldemir Pinheiro da Silva e Ana Lúcia Guimarães Marcelino.

Segundo o MPF, as dirigentes Ludma de Oliveira e Maria Alzinete e o servidor Pedro de Oliveira Sá foram os que mais se beneficiaram com o recebimento indevido das diárias. De acordo com a ação, os servidores recebiam o recurso para viagem sem o correspondente deslocamento, assim embolsando os valores disponibilizados.

Outra infração praticada foi o mau uso dos cartões corporativos. Os réus utilizavam o recurso, constantemente, sendo que por lei, só pode ser usado em caso de despesas excepcionais e não previstas. O MPF também alega que alguns gastos deveriam ter sido licitados.

Em investigação, a Controladoria-Geral da União (CGU) constatou diversas utilizações atípicas dos cartões corporativos, como suprimentos de informática que nunca deram entrada no almoxarifado, aquisição de material administrativo que já existia no estoque, notas ficais de abastecimentos com quantidade incompatível com os veículos da SRTE/RO.

Também foram identificadas notas fiscais de estabelecimento diferentes aos serviços prestados, tais como loja de floricultura locando datashow, loja de vestuário vendendo material elétrico ou mesmo prestando serviço de manutenção de rede elétrica, entre outros.

Foram identificadas diversas atas de reuniões assinadas pelos próprios réus nos períodos que deveriam estar viajando para o interior do estado. Durante esse período os réus também continuavam usando os cartões corporativos na capital. Além disto, os réus ainda repassavam os cartões, que são pessoais e intransferíveis, para pessoas que não pertenciam ao quadro de servidores.

Os gastos com cartões corporativos são limitados a 800 reais por compra, mas os servidores gastavam acima do limite. Segundo consta na ação, a SRTE/RO gastou mais do que todas as demais superintendências do País, com o valor quatro vezes superior a média nacional.

O procurador da República Reginaldo Trindade, autor da ação, pede à Justiça Federal que os réus sejam afastados dos cargos para garantir a transparência na investigação e que sejam condenados ao ressarcimento do prejuízo ao erário, bem como ao pagamento de danos morais e multa, que juntos somam quase 4 milhões de reais, além de outras punições.

Fonte: MPF/RO