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quinta-feira, novembro 5, 2026
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CÉSAR CASSOL QUER SER O CANDIDATO AO GOVERNO DE RONDÔNIA DO PP

CESAR1Com o senador Ivo Cassol (PP-RO) inelegível até 2022, o clã Cassol busca alternativas para manter o sobrenome nas principais disputas eleitorais do Estado de Rondônia. Dentre os nomes com ficha limpa os Cassol tem a esposa do senador, Ivone Cassol e a irmã dele, Jaqueline. E segundo fontes, a filha do Cassol, Karine, 22, vai estrear na política este ano, disputando a Câmara Federal. O PP de Ivo Casol também vem mantendo conversações com o PT. O deputado federal Padre Ton (PT-RO) já conversou diversas vezes com o chefe do clã, mas, até agora ficou só nisso.

Por outro lado, o atual prefeito de Rolim de Moura, César Cassol (PP), foto,  já se diz pré-candidato ao governo e anda visitando veículos de comunicação e a dar entrevistas. Na semana passada foi um dos entrevistados do programa “Rondônia Debate”, da RedeTV e de outros programas da capital e interior.  César Cassol já foi deputado estadual. Como prefeito de Rolim de Moura tem feito um trabalho razoável.

SECRETÁRIO ADJUNTO ESCLARECE DENÚNCIAS: FOI CALUNIADO

Eduardo procurou espontaneamente a Polícia Federal onde protocolou documentos e colocou-se à disposição
rauenO secretário adjunto de Desenvolvimento socioeconômico e Turismo de Porto Velho (Semdestur), Eduardo Rauen, procurou espontaneamente a Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (21), onde protocolou documentos e colocou-se à disposição para quaisquer esclarecimentos sobre a fraude no pagamento de seguro desemprego, tendo em vista, segundo ele, que foram veiculadas matérias citando o seu nome em falsas acusações.

Reitera mais uma vez que ele, junto com o titular da Semdestur, Antônio Geraldo Affonso e a coordenadora do SINE Municipal descobriram indícios de fraude e tomaram todas as medidas cabíveis de imediato para que o caso seja devidamente apurado.

Por conta disso, foi instaurada no mesmo dia uma sindicância pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e acionados a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Ministério do Trabalho. Além disso, a então servidora suspeita, que trabalhava no Sine desde 2009, foi imediatamente exonerada do cargo.

“Me intriga o fato de que, seis dias após ser exonerada, a ex-servidora procurou a Câmara de Vereadores para fazer acusações levianas, infundadas e vazias contra a minha pessoa e contra a própria secretaria, quando acredito que deveria ter procurado a PGM ou a Polícia Federal para se pronunciar. Salientando que no próprio termo de declaração ela confessa a fraude e se contradiz em suas acusações. Acredito na justiça e sei que a verdade prevalecerá ao final das investigações”, afirma Rauen.

O secretário afirma que se trata de um caso isolado, e que a Semdestur tem um corpo de profissionais altamente qualificado e comprometido com seu trabalho. Tanto é verdade que em relação a 2013, a secretaria registrou aumento de 58% no atendimento do Sine Municipal.

Fonte: assessoria

Nota da Redação: Este imbróglio ´precisa ser melhor esclarecido, ´pelo titular da Semdestur e pelo prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif.

PROFESSOR RAIMUNDINHO ESPERA DECISÃO DO TRE PARA ASSUMIR PREFEITURA DE CANDEIAS

professorCom a cassação do mandato do atual prefeito de Candeias do Jamari,  Osvaldo Souza, o Dinho, o servidor do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), Raimundo das Chagas Teixeira,conhecido como Professor Raimundo, pode concretizar o sonho de se tornar prefeito desse Município – objetivo que vem perseguindo nas duas últimas eleições municipais.
Com uma campanha humilde, Professor Raimundo (PDT) foi uma surpresa nas eleições municipais 2008 em Candeias do Jamari, quando ficou na segunda colocação, deixando para trás o ex-prefeito da cidade e forte empresário Chico Pernambuco. Raimundo foi superado por Dinho Sousa (PV), que é tio do então-deputado federal Lindomar Garçom.
Quatro anos depois, nas eleições de 2012, o Professor Raimundo voltou a disputar o cargo de prefeito de Candeias, com previsões apontando para sua vitória, já que a reeleição de Dinho era improvável em face do alto índice de rejeição. A população se manifestava insatisfeita com o governo e cobrava ações não cumpridas. E nesse cenário,Raimundo fez uma campanha confiante e mais forte, com uma coligação que uniu cinco partidos, além de mais recursos em relação a 2008.
O desenlace das eleições de 2012 foi outra surpresa: o resultado das urnas confirmava a reeleição de Dinho Souza,com uma diferença de apenas 41 votos. Conforme a divulgação oficial, Dinho obteve 3.144 votos válidos (24,73%) e Raimundo teve 3.103 votos (24,41%). O que motivou protestos pelas ruas de Candeias, realizados por eleitores do professor Raimundo. Também foi protocolizado na Justiça Eleitoral denúncias de supostas fraudes praticadas pelo grupo de Dinho durante a campanha.
Crime eleitoral em 2012

O prefeito Dinho Sousa e o vice-prefeito Francisco Sobreira foram acusados pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2012. Passado o caso à incumbência do Juiz eleitoral Carlos Augusto Teles de Negreiros, este cassou o mandato do prefeito e do vice-prefeito de Candeias do Jamari, entendo que os mesmos utilizaram ônibus escolar da Prefeitura para o transporte de eleitores a fim de assistirem um comício, além de usarem servidores municipais em campanha eleitoral e veículos da Prefeitura.

O juiz decretou a cassação do diploma e da posse de Dinho Sousa (prefeito) e de Francisco Sobreira (vice-prefeito), declarando-os inelegíveis por oito anos. Também declarou a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos. Enquanto não assume o novo prefeito, quem responde pela prefeitura é o presidente da Câmara Municipal.

Fonte : Folhadoservidor.com.br
Autor : Folhadoservidor.com.br

 

HACKER QUE FRAUDOU ELEIÇÕES DO RJ VIVE SOB PROTEÇÃO POLICIAL

 

hackerAcompanhado por um especialista em transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia, Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel por questões de segurança, mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros – sem nada ser oficialmente detectado.

Fácil, fácil, diz o Hacker

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados  mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

Especialistas ficaram de boca aberta após demonstração

O depoimento do hacker – disposto a colaborar com as autoridades –  foi chocante até para os palestrantes convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz, advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil, também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.

Sob proteção policial 24 horas por dia…

Rangel, que está vivendo sob proteção policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que – através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Fraude em benefícios de políticos locais…

A fraude, acrescentou, era feita em benefício de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho, que  também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a Rangel  – afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.

Fernando Peregrino, coordenador do seminário onde foi apresentado como foi burlada a eleição, por sua vez, cobrou providências:

“Um crime grave foi cometido nas eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as letras –  mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a este caso a importância que ele merece porque  ele atinge a essência da própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou Peregrino.

 

VEJA MAIS: Juiz eleitoral diz que fraudar urna eletrônica é mais fácil que infectar computador com vírus

Reveja no site: Centenas de suspeitas de fraudes em urnas eletrônicas usadas no Brasil põe em dúvida a legitimidade das eleições.

Acesse o site: www.fraudeurnaseletronicas.com.br

Fonte: Eu Vi o Mundo, Galileu, Youtube, AnonBrasil e outros

RIO SOBE A 19,41 E RECUPERAÇÃO DE RODOVIAS VAI CUSTAR R$ 200 MILHÕES

 

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O rio Madeira não para de subir. O nível agora no final da tarde cravou a inédita marca de 19,41. O impacto da enchente do rio Madeira nas rodovias BR-364 e BR 425 deixou 90 quilômetros de pista danificados que precisarão ser refeitos e vão consumir cerca de R$ 200 milhões. A estimativa é da superintendência estadual do Departamento Nacional de Infraestrutura de transportes (DNIT) e foi apresentada nesta sexta-feira (21), em entrevista coletiva na sede da Defesa Civil Estadual. Na ocasião, foi anunciado que uma nova frente de trabalho está sendo montada para atender os municípios de Guajará Mirim e Costa Marques, onde os rios Mamoré e Guaporé apresentam níveis em elevação e desabrigam famílias.RIO1

O tráfego de veículos pela BR-364 passará a ser, a partir de segunda-feira (24), através de balsas nas localidades de Jacy Paraná, Palmital e Abunã, para que caminhões com cargas essenciais consigam chegar às localidades da parte oeste de Rondônia, como Ponta do Abunã, e estado do Acre, que estão temporariamente isolados.

Segundo o superintendente do DNIT, engenheiro Fabiano Cunha, a interrupção do tráfego na BR-364 foi decidida obedecendo critérios técnicos e visando a proteção dos usuários. Ele acrescentou que a paralisação é fundamental para dar garantia ao tráfego de caminhões e, também, para que seja reduzido o tempo mínimo de fechamento da via. Equipes do órgão trabalham intensivamente para que pontos identificados como críticos passem por manutenção. “Também queremos evitar que ocorra o desabastecimento na região de Ponta do Abunã e no estado do Acre”, esclareceu.

Avaliação

Fabiano Cunha disse ainda que uma consultoria vai avaliar minuciosamente os danos causados às rodovias nas áreas alagadas para que sejam definidas as obras de recuperação. Ao mesmo tempo, segundo ele, seguirá o trabalho de monitoramento da vazante para assegurar a pronta resposta às ações de reconstrução. Pelo menos R$ 200 milhões serão necessários para a reconstrução de danos nas rodovias, conforme levantamentos feitos até agora.

Mamoré e Guaporé

 

rio2O coronel bombeiro Lioberto Caetano, coordenador estadual da Defesa Civil, anunciou a instalação de uma base de apoio no município de Guajará Mirim, para atender a demanda provocada pela inundação da região e, também, para prestar socorro à população do município de Costa Marques, que também sofre com a enchente do rio Guaporé.

A nova base de operações vai receber barracas e combustível, além de bombeiros, inclusive da Força Nacional, que são especialistas em atuação neste tipo de desastres.

“Os dados disponíveis indicam que haverá pouca variação do nível no rio Madeira, e, portanto, não deveremos ter mais desabrigados em Porto Velho. Vamos voltar nosso foco para Guajará Mirim e Costa Marques, onde precisaremos fazer resgate e fazer outros atendimentos”, disse. Ele lembrou ainda que o monitoramento de rotina continuará sendo feito na capital e seus distritos.

 

RIO3O inspetor João Carlos Ribeiro, da Polícia Rodoviária Federal, fez um relato sobre o trabalho da instituição na atuação com Defesa Civil, lembrando os pontos das rodovias federais que precisaram ser interrompidos desde que iniciou o evento da enchente.

Sobre a interrupção do tráfego na BR 364, esclareceu que a decisão levou em conta que a lâmina de água sobre a pista chegou ao nível em que comprometia equipamentos eletrônicos dos caminhões e por isto alguns sofreram pane na estrada inundada, sendo necessária a intervenção de equipes para desobstruir a rodovia e prestar socorro aos motoristas.

Ele explicou que balsas serão utilizadas para que os caminhões com suprimentos sigam viagem onde os trechos da rodovia ficaram inviáveis.

Para o coronel Caetano, o trabalho do DNIT e Polícia Rodoviária Federal contribuíram para que seja mantido o abastecimento de suprimentos nas regiões impactadas pela enchente. Ele destacou também que a enchente do rio Madeira tem um fato inédito em relação outros desastres similares ocorridos no país: “Até agora não temos registros de mortes. Isto é muito importante”.

Texto: Nonato Cruz
Fotos: Marcos Freire
Fonte: Defesa Civil

Confira o que vai rolar neste final de semana no Grego Original, o Pub mais ‘Rock and Roll’ de cidade

 

Programação

GREGOISSexta (21) – A partir das 22h tem show da banda portovelhense Kenga Cheff dos músicos Tib Borba (voz/guitarra), Marcio Flappy (guitarra), Phablo Pontes(baixo) e Martelo na bateria, tocando o melhor do rock nacional e internacional.

Sábado (22) – A partir das 12h, tem o primeiro show com a Rock City Band na Feijoada com Rock. À noite, a partir das 22h, o rock continua com a banda RockUp interpretando os clássicos do rock mundial.

Promoção

Até as 23h59 desta sexta e sábado, mulheres pagam R$ 15 e ganham R$ 10 em consumação. Já os homens pagam R$ 25 e ganham R$ 15. Aniversariantes (ganham prêmio surpresa da casa) com a lista acima de vinte convidados têm descontos na entrada.

Obs.: O aniversariante com mais de vinte convidados tem que procurar o Grego um dia antes do evento da casa.

Tributo à Legião Urbana

LEGIAO29Lembrando de dia 29 tem o especial Legião Urbana interpretado pelos músicos Marcelo Bessa (voz), Mikeias Belfort (baixo), Caio Neiva (guitarra), Carlos Guery Noriega (teclado) e Éliton Júnior “Big’s” na bateria.

Preço

1º lote: R$ 15 (esgotado) 2º lote: R$ 20 3º lote: R$ 40 (últimos convites) Mesa R$ 200 (quatro pessoas) Mesas e convites para o camarote (esgotado)

Meia-entrada

Na placa de informações localizada na entrada da casa constam informações sobre os números disponíveis para os estudantes com a carteirinha. Atendendo a Notificação Recomendatória Nº 108/2013/8ª PJ-3ª T I T, do Ministério Publico do Estado de Rondônia, na entrada do pub tem as informações da casa ao consumidor. Compre hoje mesmo o seu ingresso, aqui no Grego, que fica localizado na Rua Álvaro Maia, 2415, entre as ruas João Goulart e Guanabara, bairro Liberdade.

Informações: (69) 3223-0688/9957-7738/8152-1657/9902-1259 (esse é TIM) ou 9294-8895.

RONDÔNIA VAI RECEBER 83 MILHÕES PARA MODERNIZAR 6 AEROPORTOS

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O governo federal vai investir R$ 1,7 bilhão para revitalizar a aviação regional do Norte do País. A medida, prevista no Plano Nacional de Aviação Regional (Pnar), deve beneficiar 67 aeroportos na região. Três dos 67 aeroportos regionais serão inteiramente construídos: o da Ilha de Marajó (PA); e os de Bonfim e Rorainópolis (RR). Os outros 64 serão reformados. Cerca de dez deles já recebem aviação regular, como o de Marabá (PA) e Tefé (AM). Esses aeródromos serão transformados em pólos da aviação regional.

“A meta do governo federal é fazer com que pelo menos 95% da população brasileira fiquem a menos de 100 quilômetros de um aeroporto em condições de receber linhas regulares”, diz o secretário-executivo da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Guilherme Ramalho.

Outra linha de atuação do governo para fomentar a aviação regional é baixar o preço das passagens, aproximando-as do preço da passagem de ônibus interestadual. Para isso, diz Ramalho, é preciso subsidiar os preços das passagens, com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). A proposta está sendo discutida pela SAC com o Tesouro Nacional e deve ser enviada ao Congresso Nacional ainda neste semestre, informou o ministro Moreira Franco.

Todas essas iniciativas visam revitalizar a aviação regional porque ela, além de ser um indutor do desenvolvimento econômico local, também facilita a prestação de serviços a regiões remotas e de fronteira na Amazônia, o desenvolvimento das localidades em todo o território nacional, a universalização do acesso ao transporte aéreo e o fomento da indústria do turismo.

No Acre, 4 aeródromos serão beneficiados, com investimento previsto de R$ 76,5 milhões. No Amazonas, serão 25 e os investimentos somam R$ 838,5 milhões. Já no Amapá, a previsão é de dois aeroportos, com investimentos de R$ 74,5 milhões.

No Pará, a meta é beneficiar 24 aeroportos, com investimentos de R$ 442,1 milhões. Em Rondônia, serão seis equipamentos, com previsão orçamentária de R$ 83,2 milhões. Roraima terá três terminais atendidos, com investimentos de R$ 100 milhões e Tocantins, 3 terminais com investimento previsto de R$ 65,2 milhões.

Rua às escuras causa transtornos à população da Zona Leste de Porto Velho

 

Esta é uma rua, totalmente às escuras. Clique na imagem para ampliar.
Esta é uma rua, totalmente às escuras. Clique na imagem para ampliar.

A falta de iluminação na avenida Mamoré, próximo a avenida Amazonas, vem transformando a população em alvo fácil da violência que se espalha por toda Capital. Moradores da região, empresários, alunos e professores da escola Municipal de música “Som na Leste” vêm sofrendo com a falta de segurança na área devido às péssimas condições de iluminação e sinalização.

A escola de música foi construída por meio de parceria entre prefeitura e governo federal, através do programa Calha Norte, de onde foram obtidos R$ 300 mil para a obra. A prefeitura investiu mais R$ 120 mil na construção do prédio e adquiriu os equipamentos necessários para pôr a escola em funcionamento.
O descaso do poder público se entende em outras áreas da cidade, mas evidencia-se na região devido ao enorme fluxo de pedestres, ciclistas e veículos que disputam fervorosamente um espaço na via. Segundo José de Ribamar, morador da região há mais de 20 anos, frequentemente ocorrem acidentes e assaltos no perímetro.
– Não basta à prefeitura ter dinheiro pra manter sua infraestrutura, ela tem que garantir nossa segurança, meu filho é aluno da escola e já foi assaltado à noite porque não tem nenhuma iluminação em frente ao prédio Municipal.
Mique Fonseca Pinto

A HISTÓRIA DE IVONETE, A MULHER QUE RESOLVEU VIRAR HONESTA, NO PALCO GIRATÓRIO

IVO1Um dos maiores dramaturgos do teatro no Brasil, Nelson Rodrigues, teve obra usada como inspiração para o espetáculo “Viúva, Porém Honesta”, do grupo pernambucano Magiluth, atração do segundo dia de Palco Giratório – abertura nacional, realizado nesta quinta-feira (20).

A peça conta a história de Ivonete que resolve virar mulher “honesta” após a morte de seu marido. Uma das estranhas decisões de sua nova conduta é nunca mais sentar. O pai da jovem, diretor de um dos mais influentes jornais do país, resolve então convocar renomados especialistas para solucionar o problema da filha.

IVO2Giordano Castro, ator e integrante do grupo, comenta que dentre os textos de Nelson Rodrigues, “Viúva” era aquele em que o grupo conseguia empregar mais a sua linha de pesquisa. “É um texto que liberta o ator e possibilita que quem está em cena interprete todos os personagens. Desta forma, cada um pode empregar suas características, construindo e desconstruindo”, afirma.

“Gostei da forma como o grupo empregou humor em uma obra que geralmente é mais pesada, como a de Nelson Rodrigues”, ressalta a atriz e comunicadora Emilli Sousa.

O diretor do espetáculo, Pedro Vilela, conta que este é o primeiro ano em que o grupo participa do Palco Giratório. “Sempre tivemos muita vontade de estar no festival, pois ele se configura hoje como uma das principais políticas públicas em torno do teatro no Brasil”, diz. Ele acrescenta que a possibilidade de diferentes companhias, de diferentes estados, circularem pelo Brasil e intercambiar práticas é magnífica.

Sobre o grupo

Magiluth é um grupo de pesquisa continuada que completa dez anos de trajetória com sete espetáculos teatrais no currículo. Já desenvolveu intervenções urbanas em Recife com o apoio do governo e criou Festival de Teatro de Rua do Recife – Trema, incentivado pelo Sesc de Pernambuco.

Performance

Dentro da programação especial da mostra, o Grupo Soufflé de Bodó Company (RO/AM) apresentou o espetáculo de dança “Curuminzado – Apresentação A (Escovação)”, na Praça Aluísio Ferreira. O artista Francis Madson, que assina a concepção geral e coreografia, propõe uma reflexão sobre os curumins (crianças) manauaras, através de questionamentos sobre a vivência dessas crianças habituadas com o universo indígena, infiltradas na sociedade urbana de Manaus.

ENTREVISTA: FREI BETTO- A CIA FINANCIOU IGREJA EM MARCHAS PRÓ GOLPE MILITAR

 
freibetto1Frei Betto é sempre lembrado quando o assunto é a controversa relação entre a ditadura militar e a Igreja Católica, que passava por profundas transformações enquanto o país esteve sob o jugo das Forças Armadas.

Em entrevista ao UOL, o dominicano descreve os conflitos no interior da igreja durante a ditadura e explica como se operou a mudança de lado da CNBB, que inicialmente celebrou o golpe com agradecimentos a Nossa Senhora Aparecida, mas depois se constituiu como força de resistência ao regime. O religioso revela ainda que a CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) financiou as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, manifestações populares que antecederam o golpe militar.

UOL – O que o senhor estava fazendo em 31 de março de 1964?

Frei Betto – Na verdade o golpe foi no dia 1º. Essa história de 31 é invenção dos milicos porque tinham vergonha do 1º de abril. O golpe foi oficialmente no dia 1º de abril, quando Jango sai do Brasil e se refugia no Uruguai. Eu estava participando do Congresso Latino-americano de Estudantes em Belém, no Pará.

UOL – Como o senhor recebeu a notícia?

Frei Betto – A notícia veio de maneira difusa, confusa, de que havia movimento de tropas, que o Jango tinha passado por Brasília, depois ido a Porto Alegre e de lá saído ao Uruguai, porque estava deposto. O Congresso foi desfeito porque ali participavam estudantes de quase todos os países da América Latina, muitos deles acostumados a golpes militares. Eles sentiram que a coisa ia endurecer. Estava hospedado na casa do arcebispo de Belém dom Alberto Gaudêncio Ramos porque eu era dirigente da Juventude Estudantil Católica (JEC) e da Ação Católica também. Fui pra casa de um militante da JEC chamado Lauro Cordeiro. E ali fiquei, de ouvido colado no rádio, tentando entender o que estava acontecendo, e fomos tomando consciência, a partir do dia 2 ou 3 [de abril], de que realmente havia um golpe militar, que começava uma repressão. Nós esperávamos uma reação das forças esquerda, do PCB (Partido Comunista Brasileiro), da Ação Popular, das Ligas Camponesas, reação que nunca veio. Praticamente os militares assaltaram o poder sem precisar dar nenhum tiro.

UOL – Essa reação não ocorreu por quê?


Frei Betto – Não ocorreu porque era um blefe. Realmente a esquerda não estava suficientemente organizada. Primeiro, não acreditava que houvesse um golpe, porque havia um mito de que o Jango detinha pleno controle das Forças Armadas. E que os generais que eram ministros dele jamais haveriam de traí-lo. O esquema militar do Jango era um mito que se alimentava. Em segundo, porque a esquerda era muito proselitista, mas não fazia um trabalho de organização popular. Não havia um trabalho de base como houve depois da ditadura. Era uma esquerda muito mais discursiva, ideológica, mas que não tinha uma capacidade de mobilização popular como se imaginava que tinha ou se esperava que tivesse para reagir ao golpe.

UOL – Naquele momento o que lhe passava pela cabeça?


freibeto3Frei Betto – Meu pai já tinha vivido sob uma ditadura, de [Getúlio] Vargas, já tinha sido preso, nos anos 30, teve que deixar o Rio de Janeiro, onde exercia a advocacia, e voltar a Minas porque forças de Vargas cercearam qualquer possibilidade dele de arrumar emprego. Ele me descrevia a ditadura como uma coisa cruel, assassina, com censura, sem nenhuma liberdade de expressão. Comecei a esperar que a mesma coisa viesse a acontecer. E fui atingido na pele só no dia 6 de junho de 1964, quando eu voltei ao Rio de Janeiro, onde morava, e ali eu fui preso com a direção da JEC, da JUC (Juventude Universitária Católica) e da Ação Católica, pelo serviço secreto da Marinha na madrugada de 5 para 6 de julho.

UOL – Nessa primeira prisão, onde o senhor ficou?

Frei Betto – Primeiro eu fui levado até o comando da Marinha, na praça Mauá (centro do Rio), onde nós fomos torturados, interrogados e transferidos para Ilha das Cobras (RJ), no quartel de fuzileiros navais. Ficamos uma semana presos e depois fomos levados de volta ao apartamento em que morávamos por conta da CNBB, mas especificamente por conta de d. Helder Câmara, que era o assistente da Ação Católica, e ficamos em prisão domiciliar mais uma semana. Depois fomos liberados sem que houvesse processo formal.

UOL – Nesse período chegou a haver tortura?

Frei Betto – Houve tortura. Quando fomos levados para o comando naval, houve tortura. Não nos moldes de 1969, quando fui preso de novo, mas houve tortura, com sopapos, soco na cara, empurrão.. Não houve pau-de-arara, choque elétrico, essas coisas.

UOL – O senhor poderia descrever qual era o clima político do país naquele momento?
Frei Betto – Era um clima de absoluta perplexidade. Em meados de abril de 1964, numa reunião no Rio da qual participei como membro da direção nacional da Ação Católica, houve uma furiosa discussão entre bispos conservadores e progressistas, tendo ganhado o setor conservador. E a CNBB oficialmente apoiou o golpe por ter livrado o Brasil da ameaça comunista. O caldo de cultura do golpe já havia sido preparado pela CIA no Brasil através do padre Patrick Peyton, que era o pároco de Hollywood e veio ao Brasil. Hoje já se sabe com documentos que ele era pago pela CIA para fazer as Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Ele promovia grandes mobilizações nesse sentido. Portanto, quando veio o golpe, a igreja agradece a Nossa Senhora Aparecida ter livrado o Brasil da ameaça comunista. Ao mesmo tempo havia aquela ideia de que a ditadura não duraria muito tempo porque [depois do golpe] não houve propriamente uma manifestação popular de apoio explícito. Então se pensava que os militares não teriam respaldo da opinião pública. Nos enganamos. A ditadura não só foi se aprimorando na sua crueldade, no seu desrespeito aos direitos humanos, principalmente a partir de 68 com o AI-5, como também ela durou 21 anos, o que na época ninguém esperava que acontecesse. Se pensava que os militares não teriam respaldo da opinião pública. Nos enganamos. A ditadura não só foi se aprimorando na sua crueldade, no seu desrespeito aos direitos humanos, principalmente a partir de 68 com o AI-5, como também durou 21 anos, o que na época ninguém esperava que acontecesse.
UOL – Pelo o que o senhor diz, a igreja estava dividida naquele momento. Ou os setores que eram contrários ao golpe ainda eram minoritários?

Frei Betto – Eles eram minoritários. Os bispos tinham uma formação tradicional. Os primeiros bispos progressistas estavam praticamente aparecendo no cenário brasileiro, como o d. Helder [Câmara], o d. Waldyr Calheiros, que era bispo de Volta Redonda (RJ), o d. José Vicente Távora, de Aracaju. Mas eram poucos. O d. Carlos Carmelo Mota, de São Paulo (presidente da CNBB à época), era um moderado, mais para progressista. Era muito amigo do Juscelino [Kubistchek]. Mas o d. [Alfredo] Scherer, que era arcebispo de Porto Alegre, o d. Jaime Câmara, que era arcebispo do Rio, eles eram muito conservadores e tinham muita força. Havia também dois militantes de extrema direita no episcopado, que eram o d. Geraldo Proença Sigaud, de Diamantina (MG), e d. [Antônio de] Castro Mayer, de Campos do Goytacazes (RJ), que eram patronos da TFP (Tradição Família e Propriedade). Esses eram dois militantes ferozes do fundamentalismo conservador na igreja. E tiveram muita atividade, muito empenho, nessa aprovação do golpe por parte da CNBB.
UOL – Como o Vaticano e o papa Paulo 6º se posicionavam?

Frei Betto – O papa não se posicionou no início. Mais tarde, o Vaticano veio a censurar a ditadura. Porque com o tempo a repressão se estendeu também à igreja e daí criou-se não só uma divisão na igreja, mas a própria CNBB foi se afastando da ditadura. A partir dos anos 70 a CNBB foi praticamente a grande voz de defesa das vítimas da ditadura. Tanto que o mais importante documento sobre os mais de 20 anos de ditadura foi produzido pelo d. Paulo Evaristo Arns, que é o livro “Brasil Nunca Mais”, que ele fez também com o reverendo Jaime Wright. A igreja e a própria CNBB se tornaram, a partir do AI-5, uma voz contra a ditadura. A igreja mudou de posição à medida que padres, bispos e religiosos eram também perseguidos e vitimizados pela ditadura. O d. Adriano Hipólito, por exemplo, bispo de Nova Iguaçu (RJ), foi apreendido e torturado. O d. Marcelo Carvalheira, que era assessor de d. Helder, foi preso comigo no Rio Grande do Sul. Toda essa repressão que atingiu os bispos fez com que a igreja assumisse cada vez mais uma posição crítica à ditadura.

Na medida em que os bispos foram se posicionando, Paulo 6º veio em apoio, tanto que na prisão dos dominicanos se manifestou explicitamente a nosso favor. Enviou-nos de presente um rosário feito de contas de oliveiras de Jerusalém e um cartão manuscrito “como um testemunho de afeição, Paulo 6º”. Tivemos um apoio explícito nos quatro anos em que estivemos presos.

UOL – E os bispos conservadores, como ficaram após essa virada na CNBB?

Frei Betto – Eles ficaram em minoria. Alguns foram morrendo, outros foram aposentados por razão de idade ou de doença, mas eles foram perdendo a hegemonia da CNBB, que passou para as mãos dos progressistas, que eram críticos contundentes da ditadura e, portanto, defensores dos direitos humanos. Você vê surgir uma igreja progressista, das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), das pastorais populares, assumindo uma posição bastante consequente, contundente, contra a ditadura militar.

UOL – Mas também houve repressão contra as CEBs.

Frei Betto – Sempre houve. Quanto mais a igreja se posicionava, mais havia repressão. Houve repressão sobre todos aqueles que se opunham à ditadura.

UOL – Antes dessa virada, havia trânsito entre os militares e lideranças da igreja?

Frei Betto – Havia. Como o caso do d. Eugênio Sales, no Rio, cuja postura até hoje, no meu ponto de vista, não está devidamente esclarecida. Ele alega que ajudou perseguidos, mas eram perseguidos do Uruguai, da Argentina e mesmo assim eu pessoalmente não conheci nenhum dos perseguidos do Cone Sul que tenham sido ajudados por ele. Sei que no caso dos perseguidos brasileiros, com exceção de algumas pessoas notórias, como intelectuais e jornalistas, ele se omitiu inteiramente. Pelo menos foi assim nos casos dos dominicanos.

UOL – Havia delatores dentro da igreja?

Frei Betto – Isso sempre aconteceu. Não foi uma coisa maciça, mas aconteceu. Eu mesmo fui interrogado no Dops (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo pelo delegado Alcides Cintra Bueno, que era conhecido como delegado oculto. Ele tinha delatores dentro da igreja. Tinha padres, freiras, frades, pessoas que achavam, sei lá, em sã consciência que estavam ajudando a livrar o Brasil do comunismo, a purificar a igreja. Havia sim delatores dentro da igreja, como há em qualquer instituição, dentro do jornalismo, no teatro, em sindicatos. Isso sempre houve.
UOL – Como avalia o impacto do golpe na igreja?

Frei Betto – Eu acho que o impacto foi muito positivo. Porque levou a igreja a se conscientizar do que é uma ditadura e do papel dela em defesa das vítimas, dos direitos humanos, dos mais pobres. São males que vem para o bem. Ou seja, a ditadura acabou produzindo uma grande renovação da igreja no Brasil, renovação que depois se perde bastante com o pontificado do João Paulo 2º.

São males que vem para o bem. A ditadura acabou produzindo uma grande renovação da Igreja no Brasil, renovação que depois se perde bastante com o pontificado do João Paulo 2º.

UOL – Esta renovação interrompida se recupera hoje?

Frei Betto – Agora com o papa Francisco (risos) nós estamos virando a página. Ainda a maioria dos bispos e padres que temos é resultado dos pontificados de João Paulo 2º e Bento 16. Então não dá para ser otimista imediatamente, mas, a médio prazo, sim. Tenho impressão que a Igreja Católica vai passar por uma grande mudança, com a volta das CEBs e daquela igreja progressista, que, diga-se de passagem, enchia os templos da Igreja Católica, não havia essa evasão que há hoje. A evasão coincide com a repressão às CEBs, às pastorais populares. Tenho a impressão que vamos voltar a um novo alento aí na Igreja Católica com o papa Francisco.

UOL – Como a igreja vem se comportando nesse processo de rediscussão da ditadura, com as Comissões da Verdade?

Frei Betto – Vem se comportando muito bem, inclusive dando todo apoio, assessoria, documentação. Aliás, toda a documentação mais importante que existe sobre a ditadura foi feita pelo trabalho da igreja, do d. Paulo Evaristo Arns e do reverendo Wright. Eles que fizeram essa documentação, que foi microfilmada, levada para Suíça, recentemente retornou e hoje está à disposição dos pesquisadores em São Paulo.

Outro lado
Procurada pela reportagem do UOL, a Embaixada dos EUA no Brasil informou não ter “como fornecer nenhuma análise histórica desse período”.

A reportagem do UOL entrou em contato por telefone com a assessoria de imprensa da CNBB na última terça-feira (18) para que comentasse as afirmações feitas por Frei Betto. Até o fechamento do texto, às 20h desta quarta-feira (19), a entidade não havia respondido as perguntas enviadas por email.

Guilherme Balza
Do UOL, em São Paulo