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quarta-feira, novembro 4, 2026
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ONU DIZ QUE SITUAÇÃO DE CENTENAS DE MUNICÍPIOS BOLIVIANOS É DEPLORÁVEL, MAS, EVO MORALES E A GRANDE MÍDIA IGNORAM

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Aeroporto da Bolívia totalmente indundado
Aeroporto da Bolívia totalmente inundado

Enquanto a ONU se preocupa, o presidente da Bolívia, Evo Morales,  brinca carnaval e gasta US$ 70 milhões em mansão. A atual situação em que passam centenas de municípios bolivianos é deplorável, informou nesta quinta-feira (06), o comitê das Nações Unidas para a ajuda humanitária.

Rios transbordaram matando pessoas e muitos animais, além de espalhar muitas doenças Bolívia adentro. Os departamentos de Santa Cruz, Cochabamba e Beni são os mais afetados.
De acordo com o levantamento realizado pelo Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia da Bolívia (Senamhi), o país já enfrentou períodos de chuva muito volumosa e duradoura, bem mais expressiva que a verificada nos meses de janeiro e fevereiro de 2014, com totais acumulados de até 800 milímetros, mas nunca na história climática do país houve uma reação em série de enchentes de grandes proporções.
O departamento de Beni, sem dúvidas, é o mais afetado pelas enchentes avassaladoras, que já resultaram na morte de mais de meio milhão de cabeças de gado, segundo informações repassadas pelo Ministério da Agricultura do país. O número de mortos já passa de 60 e de desabrigados, mais de 300 mil.
As regiões de Riberalta, às margens dos rios Beni e Madre de Dios e de San Joaquin, San Ramon e Magdalena, ambos entre as bacias dos rios Mamoré e Itonomas são as mais afetadas, onde a inundação simplesmente fez desaparecer cidades e fazendas inteiras.
O governo da Bolívia, que por sinal, munido de dados meteorológicos embasados, tem como principal julgamento, a construção de duas barreiras para o escoamento das águas: As hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, que enfrenta a sua maior enchente de que se tem registro.
Na madrugada desta quinta-feira, o rio Madeira chegou a 18,85 metros em Porto Velho, além do recorde de 17,51 metros registrado em 08 de abril de 1997.
O enlace entre o Governo Federal e as construtoras do rio Madeira parece não ter surtido efeito em tanta desgraça no país vizinho, tanto que até a imprensa brasileira de longo alcance tem preferido mostrar a magia do Carnaval e as preparações para o gasto do dinheiro público com a Copa do Mundo a que englobar em suas pautas a possível culpa de um governo, que teve anos de estudo socioambiental para com a atual realidade.

Bolivianos vão protestar dia 15
Bolivianos vão protestar dia 15

Ainda de acordo com o governo da Bolívia, desde 2006, processos foram abertos contra a construção das usinas hidrelétricas em Rondônia, pois por menor que fosse o represamento do fio d’água nos reservatórios, a vazão das águas do Madeira no período de chuva seria afetada.
A comprovação, longe de qualquer tipo de documentação, argumento ou tese de doutorado vem das imagens de agora. De um povo que sofre a cada dia e jamais vê quem orquestrou toda a demanda do progresso energético brasileiro prestar solidariedade os irmãos bolivianos.
Mostram sim, ajuda mútua à partidários governantes e prefeitos que apoiam o atual governo, que necessariamente neste momento não são os mais necessitados.
O peso da imprensa brasileira casada com a política do governo federal cala a boca para a população e tudo permanece no obscuro, como se as cenas de agora já tivessem sido registradas, documentadas no passado, ou seja, antes das usinas que juntas vão levar o progresso em energia, mas a desgraça ambiental e econômica a uma parte do Brasil e da Bolívia.

20 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 24-02-14 (Governo da Bolívia)21 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 24-02-14 (Governo da Bolívia)23 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)24 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)25 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)26 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)27 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)28 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)29 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)30 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)31 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)32 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)33 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)35 - Bolívia (Santa Ana Del Yacuma, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)36 - Bolívia (Santa Ana Del Yacuma, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)37 - Bolívia (Santa Ana Del Yacuma, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)38 - Bolívia (Santa Ana Del Yacuma, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)39 - Bolívia (Santa Ana Del Yacuma, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)40 - Bolívia (Santa Ana Del Yacuma, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 14Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 11Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 5Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 4Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 3Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 2Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 1Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 6.1Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 6.2Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 1041 - Bolívia (Santa Ana Del Yacuma, Beni) 26-02-14 (Soy Beniano)Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 6Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 12Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 7Bolívia (San Joaquim, Beni) 06-03-14 (Soy Beniano) 93 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 24-02-14 (Augustin Zambrana Arze)4 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 24-02-14 (Augustin Zambrana Arze)5 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 24-02-14 (Augustin Zambrana Arze)6 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 24-02-14 (Governo da Bolívia)7 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 24-02-14 (Governo da Bolívia)8 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 24-02-14 (Governo da Bolívia)9 - Bolívia (La Santíssima Trinidad, Beni) 24-02-14 (Governo da Bolívia)(Crédito das imagens: Augustin Zambrana Arze – Reprodução/Soy Beniano/Força Aérea/Governo da Bolívia)

MP, OAB E DEFENSORIA PÚBLICA PEDEM SUSPENSÃO DE ATIVIDADES DE JIRAU E SANTO ANTÔNIO

ton13Ministério Público, OAB e Defensoria Pública  querem que as atividades das usinas sejam suspensas até que novos estudos de impactos, que os consórcios sejam obrigados a ajudar vítimas das enchentes e indenização por danos morais coletivos.

O Ministério Público Federal, o Ministério Público do Estado (MP/RO), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO), a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Estado em Rondônia ingressaram com ação civil pública contra o Ibama, a Energia Sustentável do Brasil (Usina de Jirau) e a Santo Antônio Energia (Usina de Santo Antônio). As instituições pedem que a Justiça Federal obrigue as hidrelétricas a atender imediatamente as necessidades básicas (moradia, alimentação, transporte, educação, saúde etc.) de parte da população atingida pela enchente do rio Madeira, enquanto durar a situação de emergência e até que haja uma decisão definitiva sobre a compensação, indenização ou realojamento. As populações atingidas deverão ser identificadas pelas defesas civis municipal, estadual e federal.

Na ação, os órgãos também pedem que a Justiça condene o Ibama a suspender imediatamente as licenças das usinas até que novos estudos sobre os impactos das barragens sejam feitos. Estes novos estudos devem ser supervisionados por vários órgãos públicos, como Iphan, Agência Nacional de Águas, DNIT, entre outros. Os estudos devem ser acompanhados por engenheiros, agrônomos, geólogos, sociólogos e outros especialistas indicados pelas instituições e custeados pelos consórcios.
As instituições também querem que todos os réus compensem o dano moral coletivo, estimado em cem milhões de reais, a ser revertido para as vítimas das enchentes e reconstrução de suas casas. Com a ação, os órgãos querem também um posicionamento oficial diante dos danos causados na área de influência das usinas de Santo Antônio e Jirau.

Impactos subdimensionados


A consultoria Cobrape, contratada pelo MP/RO e custeada pelos consórcios, já alertava que a área alagada e os impactos em decorrência das barragens poderiam ser maiores do que os dados apontados por Furnas, que na época fez os estudos aceitos pelo Ibama. Os dados da consultoria foram entregues a Furnas e ao Ibama. No entanto, o processo de licenciamento prosseguiu. Uma ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público pedindo que o procedimento fosse anulado, mas a ação foi rejeitada pela Justiça.
Para o Ministério Público, a situação das cheias no rio Madeira confirma as análises da Cobrape e por isto uma nova ação civil pública foi proposta pelos procuradores da República Gisele Bleggi e Raphael Bevilaqua, o promotor de justiça Átila Augusto, a defensora pública federal Mariana Doering, o presidente da OAB, Andrey Cavalcante, e o defensor público estadual, Marcus Edson de Lima.
Acordo fracassado
O Ministério Público tentou um acordo com as hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio para que ajudassem a população que sofre com os impactos causados pela cheia do Rio Madeira, mas as usinas se negaram a assinar o termo de ajustamento de conduta (TAC).

TUDO FALSO

Olhem só a picaretagem gente. Da nojo e tem trouxa que compra. Não é Iphone. É Hiphone 6. Pode?  Olhem o preço, de R$ 999,00 por 149,90 e em 12 vezes ! E com aquela garantia paraguaia.   É certo que Iphone 5S no Brasil é caro, mas esse Hiphone 6 é de morrer de rir. É muita cara de pau! Isso deveria ser caso de polícia.
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ESTRADA NO PARQUE GUAJARÁ-MIRIM: JUÍZA É AMEAÇADA DE MORTE

Ministerio_Publico_Federal O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, obteve no último domingo, 2, liminar que determina a imediata paralisação das obras de abertura da BR 421, dentro da Unidade de Conservação Parque Guajará-Mirim, em Rondônia. A decisão foi dada pelo desembargador Mário César Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O pedido, feito pela procuradora regional da República Raquel Branquinho visa manter a preservação do parque estadual, área de proteção integral, onde há vestígios da presença de indígenas nunca contatados, dentre eles a etnia Karipuna. Em razão da decisão judicial, a juíza responsável pelo caso foi ameaçada de morte, o que gerou a prisão de alguns réus.

Mesmo com ordem judicial da 5ª Vara Federal Ambiental e Agrária de Porto Velho proibindo a construção da estrada, a Assembleia Legislativa do estado autorizou, pela Lei nº 1193/2014 a abertura da BR 421 na Unidade de Conservação, sob a alegação de que haveria situação de emergência nos municípios de Rondônia afetados por inundações e enchentes dos rios adjacentes. Na petição enviada ao TRF1, o Ministério Público Federal argumenta que a enchente do Rio Madeira está sendo usada como falso motivo para interesses políticos e econômicos. “A BR 364, que liga Porto Velho a Guajará-Mirim está interditada. No entanto, há rota alternativa pela via terrestre, Linha 29, e por rota fluvial, Costa Marques/Ji-Paraná, que estão sendo usadas para abastecimento das cidades. Além disso, pessoas em emergências médicas estão sendo transportadas por avião do Exército”, esclarece a procuradora.

Apesar das opções existentes de acesso à BR 364, foram registradas ações clandestinas de destruição da rota alternativa, no intuito de criar uma situação forçada para a abertura da estrada pelo parque, o que foi contido pelas polícias Militar e Federal.Para o Ministério Público, o fato de o DER ter dado início às obras da BR 421 em pleno feriado de carnaval foi uma tentativa de inviabilizar decisões do Poder Judiciário no sentido de paralisar a obra. Apesar disso, na noite do dia 02 de março, domingo de carnaval, a liminar foi concedida pelo TRF1.

Ameaça de morte

De acordo com a petição, já foram construídos 10 km de estrada clandestinamente, com máquinas do poder público, sem estudo de impacto ambiental, com assoreamento comprovado de igarapés, destruição da flora e da fauna. A sentença dada pela 5ª Vara Federal de Porto Velho, além de proibir a construção da BR 421 no Parque Estadual Guajará-Mirim, ordena a interdição do trecho que já foi construído, a reparação do dano causado e a retirada das máquinas e veículos existentes na área. Em razão da decisão judicial, a juíza responsável pelo caso foi ameaçada de morte, o que gerou a prisão de alguns réus. “Há interesses de madeireiros, grileiros de terras e principalmente do narcotráfico, que beneficiar-se-iam com a abertura da estrada”, alerta a procuradora regional Raquel Branquinho. Com a confirmação da liminar pelo TRF1, a obra fica paralisada até que haja o julgamento do mérito da apelação, ainda sem data para acontecer.

 Fonte: MPF/RO

AGORA VAI: GOVERNO FEDERAL AUTORIZOU R$ 5,2 MILHÕES PARA RECUPERAR DANOS CAUSADOS POR CHEIAS EM RO

 

p8O governo federal autorizou ontem (6),  o repasse de R$ 5.266.446,75 ao estado de Rondônia, para ações de socorro, assistência às vítimas e restabelecimento dos serviços essenciais por causa da cheia do Rio Madeira. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União. Mais de 2 mil famílias foram atingidas pela cheia e estão em abrigos de Porto Velho (RO) e outros distritos da região. Na mesma publicação a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu o estado de calamidade pública em Humaitá (AM). O município, que fica na divisa com Rondônia, também sofre com as consequências da cheia do Madeira, porque o acesso por terra, pela BR-364, foi prejudicado, já que a rodovia está parcialmente alagada. Também foi reconhecida situação de emergência nos municípios amazonenses de Guajará, Ipixuna e Lábrea, de Santa Terezinha, no Mato Grosso, Uauá, na Bahia, e Itariri, em São Paulo, todos atingidos por inundações.

“BRASIL: NUNCA MAIS” É UM LIVRO PARA QUEM TEM ‘SAUDADES’ DA DITADURA MILITAR

O líder comunista Gregório Bezerra, preso no pátio do Quartel de Motomecanização em Casa Forte, Recife, em abril de 64, depois de ter sido torturado, arrastado com cordas no pescoço pelo bairro
O líder comunista Gregório Bezerra, preso no pátio do Quartel de Motomecanização em Casa Forte, Recife, em abril de 64, depois de ter sido torturado, arrastado com cordas no pescoço pelo bairro

Com uma pesquisa iniciada em 1979, em sigilo absoluto, um grupo se dedicou a apresentar ao público o mecanismo de repressão do regime militar brasileiro que prendia, torturava e matava. O resultado desse estudo pode ser conhecido em “Brasil: Nunca Mais”, uma das primeiras denúncias fortemente documentadas sobre os crimes cometidos pela ditadura no Brasil.

O volume traz detalhes de como funcionaram as agências de investigação, quais eram seus critérios, quem foram os principais perseguidos, os movimentos de esquerda existentes na época, como eram feitas as prisões e expõe as técnicas de tortura utilizadas nos presos políticos, com denúncias de que crianças e gestantes também foram submetidas a agressões físicas e psicológicas.

Há 35 anos, contar a história era produzir um testemunho irrefutável. Divulgação.
Há 35 anos, contar a história era produzir um testemunho irrefutável. Divulgação.

O reverendo Jaime Wright, religioso engajado em desmascarar as práticas dos porões da ditadura, ajudou a organizar manifestações públicas. Ele, dom Paulo Evaristo Arns e o rabino Henry Sobel foram responsáveis pelo projeto “Brasil: Nunca Mais”.

“A questão da repressão política é quase sempre levantada a partir de denúncias dos atingidos, ou de relatos feitos por entidades que se dedicam a defesa dos direitos humanos”, escreve Wright. “Mas a pesquisa ‘Brasil: Nunca Mais”, que deu origem ao título do livro, estudou a repressão exercida pelo regime militar a partir de documentos produzidos pelas próprias autoridades encarregadas dessa controvertida tarefa”.

Wright engajou-se no combate ao regime depois da morte do irmão. Ele largou a rotina de pregações no interior e passou a denunciar os crimes que não eram divulgados pela mídia de massa.

Publicado originalmente em 1979, “Dossiê Herzog”, um marco do jornalismo investigativo no Brasil, passou a ser visto como um importante documento de denúncia dos crimes da ditadura e de retrato da luta dos movimentos políticos que lutaram pela democracia.

Em 2014, quando o golpe completa meio século, historiadores, jornalistas e cientistas sociais debatem o período e as consequências da ditadura. Entretanto, livros publicados há mais de 30 anos sobre a tortura e o regime militar tornaram-se clássicos e mostram que ainda têm a ensinar. As edições são citadas, revistas, debatidas e rebatidas.

Leia um trecho de “Brasil:“Brasil: Nunca Mais”.
Como eram efetuadas as prisões

O labirinto do sistema repressivo montado pelo Regime Militar brasileiro tinha como ponta-do-novelo-de-lã o modo pelo qual eram presos os suspeitos de atividades políticas contrárias ao governo. Num completo desrespeito a todas as garantias individuais dos cidadãos, previstas nas Constituição que os generais alegavam respeitar, ocorreu uma prática sistemática de detenções na forma de sequestro, sem qualquer mandado judicial nem observância de qualquer lei.

Através da pesquisa BNM foi possível selecionar alguns casos, apresentado a seguir, que ilustram com fidelidade a prática rotineira das prisões ilegais ocorridas naqueles anos difíceis da vida nacional.

A funcionária pública Lara de Lemos, de 50 anos, narrou ao juiz-auditor, em 1973, como fora presa no Rio:

[…] a depoente estranhou a maneira pela (qual foi) feita a sua detenção, altas horas da noite, por três indivíduos de aspecto marginal, sem nenhum mandado judicial, os quais intimaram a depoente a acompanhá-los; no veículo para onde fora conduzida, fora encapuzada e obrigada a deitar-se no chão do carro para não ser vista; posteriormente veio a saber que o local de sua prisão era a P.E. (Polícia do Exército) […].

As capturas eram cercadas de um clima de terror, do qual não se poupavam pessoas isentas de qualquer suspeita, conforme carta, anexada aos autos, do estudante de Medicina Adail Ivan Lemos, de 22 anos, encaminhada à Justiça Militar Carioca em 1970:

[…] Quando entrei na sala de jantar, minha mãe, sentada escrevendo à máquina, chorava em silêncio. Um pouco antes, por volta das 15:30h, meu irmão tinha sido preso enquanto estudava. Minutos depois começou a ser agredido fisicamente, no quarto de minha mãe, levando, segundo suas palavras, “um pau violento”. Socos, cuteladas, empurrões, seriam “café pequeno” perto do que viria mais tarde. Mas, ainda ali, separado da mãe por alguns metros, teve sua cabeça soqueada contra a parede […].
BRASIL: NUNCA MAIS
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MINISTROS DO BRASIL E BOLÍVIA VÃO INVESTIGAR SE JIRAU E SANTO ANTÔNIO TÊM A VER COM ENCHENTES NOS DOIS PAÍSES

Cidade de San Joaquin, na Bolívia, totalmente submsera
Cidade de San Joaquin, na Bolívia, totalmente submsera

O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, disse ontem (6), em La Paz, que se reunirá com o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, no dia 7 de abril, para analisar a situação da cheia do Rio Madeira e a suposta incidência das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau nas inundações que ocorrem na parte boliviana da Amazônia.

A informação foi divulgada pela Agencia Boliviana de Información (ABI) e confirmada pelo Palácio Itamaraty. A chancelaria brasileira revelou que autoridades dos dois países avaliam a situação do Rio Madeira, e adiantou que o ministro Figueiredo irá à Bolívia, no início de abril, para uma visita bilateral ampla, na qual o tema da influência das hidrelétricas na situação do Rio Madeira poderá ser discutido.

De acordo com a ABI, Choquehuanca disse que, na semana passada, uma comissão boliviana viajou para analisar a situação com autoridades brasileiras. Segundo o ministro boliviano, os dois países acordaram que uma comissão bilateral trabalhe sobre as preocupações que a Bolívia expressou sobre a incidência das hidrelétricas no território boliviano.

“Estamos organizando reuniões de técnicos em nível binacional, de onde vamos recolher todas as informações técnicas e científicas, e logo veremos que ações tomar”, disse Choquehuanca. Ele revelou que na agenda com o ministro Figueiredo, estão previstos também temas comerciais, de energia e diplomáticos.

La Razon noticiou o evento
La Razon noticiou o evento

As chuvas e inundações, que começaram em setembro passado, deixaram 60 mortos e pelo menos 60 mil famílias afetadas na Bolívia. No Brasil, mais de 2 mil famílias atingidas pela cheia do Rio Madeira estão em abrigos de Porto Velho e de outras localidades. Em São Carlos e Nazaré, por exemplo, todas as famílias precisaram deixar suas casas.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que monitora a vazão do rio Madeira, avalia que a operação das usinas hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, não influencia a cheia do rio. “Não temos observado influência das usinas, porque elas são a fio d’água, não retêm água. Elas têm um protocolo de nível mínimo e máximo, e têm mantido isso o tempo inteiro. A água que entra, passa”, explica o diretor de Hidrologia e Gestão Territorial do CPRM, Thales Sampaio. Segundo ele, o que está causando a cheia no Rio Madeira é o excesso de chuvas na Bolívia, onde ficam as cabeceiras do rio. “Choveu acima da média desde outubro, na Bolívia, especialmente em janeiro e fevereiro”, diz o diretor.

 Sabrina Craide Agência Brasil

GOVERNO DE RONDÔNIA TREINA MAIS 55 MÉDICOS CUBANOS

 

Secretário da Saúde Pimentel treina profissionais que pertencem ao programa Mais Médicos e que vão atender em 16 cidades
Secretário da Saúde Pimentel treina profissionais que pertencem ao programa Mais Médicos e que vão atender em 16 cidades

Mais 55 médicos cubanos – que integram o programa Mais Médico do governo federal – chegaram a Porto Velho na quarta-feira, 5. Eles vão receber treinamento e informações sobre a legislação brasileira, particularidades da região e normas que regem o Sistema Único de Saúde (SUS).

A informação é do técnico do Núcleo de Atenção Básica à Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), Elson Dourados Gomes. Os médicos vão atender em 16 cidades do Estado, incluindo a Capital, Porto Velho, que foi contemplada com oito profissionais.

Segundo Elson, após o treinamento – que encerra na próxima semana -, todos devem seguir para os municípios contemplados nesta etapa do programa.

No total, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), 179 profissionais serão encaminhados para Rondônia. Deste número, contabilizando os que estão em treinamento em Porto Velho, 101 já chegaram. A expectativa é que os demais venham para o Estado ainda neste semestre.

De acordo com o secretário estadual de Saúde Williames Pimentel, os médicos vão reforçar a atenção básica em municípios de Rondônia. A meta, explica Pimentel, é dotar a rede primária de profissionais capacitados e que possam atender a demanda de pacientes de baixa complexidade em sua cidade, evitando que o mesmo precise se deslocar até Porto Velho para receber atendimento.

Segundo Williames Pimentel, o treinamento é, também, uma oficina de acolhimento dos médicos. Além da apresentação do sistema de atenção básica, durante a oficina serão discutidos temas como melhoria e acesso à qualidade à atenção primária e introdução à estratégia de saúde da família, entre outros assuntos que estarão em pauta.

 

O PROGRAMA

De acordo com secretário Williames Pimentel, o Mais Médicos é um programa lançado ano passado pelo governo federal, para suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil.

O programa pretende levar 15 mil médicos para as áreas onde faltam profissionais. O formato da “importação” de médicos de outros países foi bem recebido pela população que depende do SUS.

Ele explica que segundo o Ministério da Saúde, os profissionais brasileiros tiveram prioridade no preenchimento das vagas ofertadas.

As vagas remanescentes foram oferecidas primeiramente aos brasileiros graduados no exterior e em seguida aos estrangeiros.

De acordo com Pimentel, os médicos com diplomas do exterior vão atuar com autorização profissional provisória, restrita à atenção básica e às regiões onde serão alocados pelo programa. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais, para as quais os médicos terão direito a uma bolsa de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde. Além disso, os profissionais terão ajuda de custo para moradia e alimentação, de responsabilidade dos municípios.

Texto: Zacarias Pena Verde
Fotos: Ítalo Ricardo

Nível do rio Madeira sobe para 18,89 e famílias são remanejadas para o ginásio Claudio Coutinho

O nível do rio Madeira ubiu hoje, para 18,89m
O nível do rio Madeira ubiu hoje, para 18,89m

O rio Madeira continua enchendo e desabrigando pessoas. Hoje, sexta-feira, 07 de março, o nível atingiu 18,89 e falta pouquíssimos milímetros de água para atingir um nível de tragédia. A enchente histórica continua atingindo moradores nos municípios de Porto Velho e Nova Mamoré. Elas são acolhidas em abrigos espalhados pela capital ou nas residências de famílias e amigos. Ontem haviam 504 famílias nas instalações improvisadas em escolas, ginásio, associações, igrejas e outros espaços cedidos pelas comunidades. Todas recebem cestas básicas, atendimento médico e remédios, através de equipes mobilizadas para esta finalidade. Parte delas deve ser transferida para o ginásio Cláudio Coutinho, onde há estrutura que pode oferecer maior conforto.

“O acolhimento deve levar em consideração a dignidade destas pessoas, por isto faremos estas alterações”, explicou o tenente coronel Demargli Farias, oficial de comunicação, do Corpo de Bombeiros. Segundo ele, em alguns abrigos as instalações não suportam a demanda apresentada. Sobre o rio Madeira, Farias disse que o nível tem mantido estabilidade, mas já é esperado o efeito das chuvas torrenciais que aconteceram nas nascentes há alguns dias.

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel bombeiro Lioberto Caetano sobrevoou domingo (04), o distrito de Nazaré, um dos mais afetados pela inundação, a fim de identificar um ponto seguro para instalar uma base de operações que possa oferecer maior suporte aos atingidos pelo fenômeno.

fa2O distrito também recebeu barracas do tipo Kit 100, do Governo Federal, que tem capacidade para abrigar até  100 famílias.

A Defesa Civil Estadual também acompanha famílias atingidas pela enchente nos distritos de Jacy Paraná e localidades de Abunã,  além das localidade de Boa Fé e São Sebastião, na margem esquerda do rio Madeira.

Atendimento médico às famílias está sendo feito com por equipes mantidas em plantão, com reforço de profissionais do Navio Hospital da Marinha, que está atracado no porto da capital. Este serviço inclui, se houver necessidade, exames laboratoriais e, em alguns casos, até a distribuição de alimentos.

O serviço médico do Navio Hospital foi estendido às pessoas que buscam atendimento nas unidades básicas da capital. Pacientes foram transportados até o navio e retornaram após o atendimento.

fa3No município de Nova Mamoré o Exército atendeu  15 famílias que ficaram desabrigadas. Elas receberam cestas básicas, água potável e material de higiene. No município de Guajará Mirim os serviços estão voltados para atender 150 estivadores e suas famílias. Os trabalhadores ficaram sem poder trabalhar em razão da inundação. Lá também foram danificadas 50 residências, que precisarão ser reconstruídas quando as águas baixarem.

Ajuda

A população também pode ajudar as vítimas da enchente com doações em dinheiro,  que podem ser feitas nas seguintes contas bancárias:

Conta Corrente nº 9696-2 – Agência nº 2757-X

(Banco do Brasil)

Titular: SOS Enchente Rondônia – 

Agência: 043   Conta Corrente: 075.525-2 

Titular: Centro de Estudo da Cultura e do Meio Ambiente da Amazônia Rio Terra.

(Banco da Amazônia)
 
Para maiores informações entrar em contato com Comunicação Social do Corpo de Bombeiros Fone: 3218-2928.

Texto: Nonato Cruz
Fonte: Defesa Civil