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quinta-feira, novembro 5, 2026
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MAIS VERBAS: GOVERNADOR LEVA RELATÓRIO DA ENCHENTE À PRESIDENTE DILMA

 

Governador Confúcio Moura (centro) dando atenção às vítimas
Governador Confúcio Moura (centro) dando atenção às vítimas

O governador Confúcio Moura apresentará no início da próxima semana, à presidente Dilma Rousseff, um minucioso relatório do efeito da enchente do rio Madeira. O documento apontará os pontos que carecem de recursos imediatos, além de obras para a fase de reconstrução, como a elevação da BR 364. Confúcio também sobrevoou as áreas ribeirinhas alagadas, onde conversou com moradores e visitou o Navio Hospital da Marinha, que está atracado no porto organizado da capital. “Nossa maior preocupação é com a situação das rodovias, resumiu o governador sobre a situação atual dos municípios inundados. Ele destacou que a atuação da Defesa Civil Estadual foi perfeita ao recolher e assistir as famílias desabrigadas.

 

GOVDF2Ao sobrevoar de helicóptero a região do baixo Madeira, juntamente com o coronel bombeiro Lioberto Caetano, coordenador estadual da Defesa Civil, o governador avistou áreas em que quase não é mais possível distinguir o rio, os igarapés e lagos, que se fundiram na inundação.

 

GOVDF3O coronel Caetano explicou que em alguns locais, como a região de Ponta do Abunã, a água chega a avançar até cinco quilômetros sobre as margens do rio. Também foram visualizadas plantações inteiras que estão submersas e pequenas propriedades em que os animais estão mortos ou ilhados.

O coronel Caetano informou também ao governador que na localidade denominada Demarcação, uma comunidade inteira se recusa a deixar as casas, apesar da ameaça de inundação. Neste caso, a Defesa Civil Estadual providenciou um gerador de energia e barracas, que serão instalados num ponto elevado e para onde os moradores irão se as propriedades forem atingidas.

Nazaré

No distrito de Nazaré, a aeronave fez um pouso para que o governador Confúcio conhecesse de perto as ações realizadas pela Defesa Civil Estadual. Na escola local, ele conversou com as famílias para saber como é o tratamento recebido.

O funcionário público Emanuel Ferreira Câmara está há cinco meses no distrito e trabalha como inspetor de pátio, mas já se sente comprometido com a população. Ele coordena as atividades com os abrigados. Segundo Emanuel, há atualmente 25 famílias no prédio, mas este número deve crescer nos próximos dias, na medida em que outras comunidades forem afetadas. “Acredito que logo teremos por aqui outras 40 famílias, pois elas não têm energia elétrica e enfrentar a enchente e a escuridão não combinam.

O morador Assis Tavares está abrigado com a família na escola e diz que a assistência é correta e nada falta. Apesar disto, tem uma preocupação: “meu pai mora numa área alta, mas o desbarrancamento por lá é impressionante”.

Providências

O governador Confúcio Moura disse que o ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, Aluísio Mercadante, telefonou para saber como a enfrente está sendo enfrentada e revelou que a presidente Dilma Rousseff está sendo informada sobre os efeitos do fenômeno. O governador levará um relatório com as demandas surgidas em decorrência das enchentes ao ministro e à presidente.

 

O governador visitou, ao meio-dia, o Navio Hospital da Marinha, que está ancorado no porto organizado da capital. Ele foi recepcionado pelo capitão de corveta Leonel de Pádua, que apresentou as instalações e informou quais são os serviços médicos oferecidos. Pádua explicou que o corpo médico é composto por três médicos, três odontólogos e seis enfermeiros. Todos fazem parte da tripulação de 50 pessoas. “Gostaríamos de atender mais”, disse o comandante do navio. O atendimento é iniciado na triagem realizada pelos órgãos de saúde que fazem parte da Defesa Civil Estadual. O navio tem laboratório e estrutura para realizar pequenas cirurgias.

Texto: Nonato Cruz

Fotos: Marcos Freire
Decom – Governo de Rondônia

Governo antecipa ações para resolver a questão de moradia no pós enchente

GOVDFVisando amenizar e resolver danos futuros causados pela enchente do Rio Madeira, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) está tomando medidas para resolver a situação de moradia, para aqueles que estão desabrigados e foram inscritos nos programas habitacionais, MCMV e Morada Nova, em Porto Velho.

A problemática levantada pelo Governo do Estado, é que muitas destas famílias residem em áreas de risco, que constantemente alagam nos períodos chuvosos, como os bairros do Triângulo, Balsa, Baixa da União, entre outros às margens do Rio Madeira.

No mês passado, encerrou-se o processo de visitas domiciliares aos inscritos para o Residencial Orgulho do Madeira, com 4 mil moradias. Agora a Seas está realizando a análise dos cadastros. ” Estamos priorizando na análise, os cadastros das famílias que estão inscritas e que se encontram desabrigadas devido a cheia do rio Madeira”, afirmou o governador Confúcio Moura.

” Analisando o cenário das enchentes, podemos perceber que algumas famílias que residem em áreas urbanas da cidade, não poderão voltar para suas casas por morar em áreas de risco. Estamos trabalhando para resolver o problema dessas famílias de maneira rápida e permanente”, destacou Márcio Felix.

Nesta sexta-feira (7), o governador Confúcio Moura, recebeu um documento do Banco do Brasil, em resposta ao ofício encaminhado pela Seas, no mês passado, onde a secretaria aponta a possibilidade de contemplar com moradia as famílias desabrigadas. No documento de resposta o Banco do Brasil, que é a instituição financeira responsável pelo empreendimento Orgulho do Madeira, informa que, os candidatos inscritos, que estão na situação de emergência e calamidade pública ficam dispensados dos critérios de seleção e priorização, mas, não dos requisitos de enquadramento dos programas habitacionais.

Com relação aos desabrigados que não estão inscritos, a instituição financeira informa que na situação de emergência e calamidade pública fica limitada a 50% das unidades habitacionais que podem ser destinadas a este a público, desde que as famílias, também atendam aos requisitos dos programas.

Todos os procedimentos para priorizar e contemplar as famílias inscritas e desabrigadas, estão sendo realizados em parceria com a Prefeitura de Porto Velho e o Governo Federal. “É muito Importante desde já, haver esse alinhamento entre prefeitura, governo do estado e governo federal, assim damos agilidade no processo para resolver o quanto antes o realojamento do maior número possível de famílias” ressaltou Márcio Felix.

 

Texto e foto: Luana Lopes
Fonte: Assessoria Seas

MESMO SEM CARNAVAL, FLUXO NO JOÃO PAULO II FOI MAIOR QUE O ANO PASSADO

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O Hospital e Pronto Socorro João Paulo II foi mobilizado para atender as ocorrências durante o carnaval de 2014. Médicos, enfermeiros e demais profissionais estiveram unidos em um esforço conjunto para salvar vidas no período. As estatísticas do pronto socorro mostraram que o fluxo de pacientes foi intenso, com aumento significativo se comparado ao ano anterior. Desde o início do feriado prolongado (28) até a manhã de quinta-feira, 5, foram registrados 562 atendimentos. Chama a atenção os atendimentos relacionados às violências, com 98 por acidente de trânsito, 10 vítimas de agressões por arma branca, 03 por arma de fogo e 3 óbitos por acidente de trânsito. Houve um aumento principalmente nos casos de clínica médica, havendo no ano passado 72 pacientes atendidos e este ano, 228, ou seja, um aumento de mais 200% em relação ao ano passado. Tal fato pode estar relacionado às cheias do rio Madeira, que expôs parte da população a condições de vida insalubre.

No centro cirúrgico foram realizadas 59 cirurgias, 43 para atender as vítimas do trânsito, baleados e esfaqueados.

Segundo o diretor-geral da unidade, Coronel Caieros, o governador Confúcio Moura não tem medido esforços para que as unidades de saúde prestem um atendimento ágil, eficiente e humanizado a toda a população. “Mesmo não tendo o carnaval oficializado, houve o feriado prolongado o que aumenta casos de violência e exagero na bebida alcoólica, mas estamos todos empenhados para cumprir metas de resultados e fazer o melhor na assistência, sendo essa uma dedicação diária do secretário da Sesau, Williames Pimentel”, destacou o diretor.

DECOM/RO

“Não há como indenizar o Acre”, diz governador de Rondônia

Confúcio sai à reeleição
Confúcio: RO não tem como indenizar

O governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), não quis criar polêmica em torno da vinda da comissão de deputado do Acre á Rondônia, e disse que a comitiva acriana será bem recebida em terras rondonienses, mas adiantou que não há embasamento para um suposto pedido de indenização ao estado vizinho, por causa de eventuais prejuízos causados pela enchente.

O governador disse que constantemente mantém contato com o governador do Acre, Sebastião Viana (PT), e que a missão vizinha será até oportuna, porque os parlamentares terão a oportunidade de constatar que se trata da maior enchente da história.

“É um infortúnio da natureza e não existe como indenizar o Acre, porque essas indenizações serão materiais. Consertos de pontes, abrigos, habitação, e o mais importante que estamos fazendo é a proteção imediata dos desabrigados”, observou.

Moura lembrou que há muito existe o bom relacionamento entre os dois governos, citando como exemplo, o apoio que o estado prestou ao Acre durante a enchente do ano passado. O governador revelou que Rondônia vai isentar por noventa dias, a cobrança de impostos sobre a retirada de pedras para pavimentação asfáltica no lado rondoniense.

“Estamos ajudando o Acre agora com incentivos fiscais, isentado por noventa dias a cobrança de impostos. Somos parceiros. Admiro o governador do Acre, é um governador brilhante, eu gosto muito dele, e eu não vejo nenhum ponto de divergência entre nós. Nós temos que está juntos porque somos dois estados pobres. Vamos encontrar saídas políticas para resolver o problema da ponte do Abunã. Eu vou ligar pro Tião Viana pra que nós façamos uma visita a presidente Dilma agora, no quente da coisa, pra que ela determine, assim, no grito, a construção da ponte logo”, finalizou.

AC24HORAS

Jorge Viana quer explicação oficial sobre cheias e hidrelétricas na Amazônia

Senador Jorge Viana (PT-AC)
Senador Jorge Viana (PT-AC)

O senador Jorge Viana (PT) afirmou, nesta sexta-feira (7), em Plenário, estar assustado com a cheia do Rio Madeira que passa na divisa dos estados de Rondônia e Acre. Viana disse que, em respeito à opinião pública e aos internautas que se manifestaram pelas redes sociais, apresentou requerimentos aos Ministérios de Minas e Energia e dos Transportes, buscando esclarecimentos sobre a inundação da BR 364 e se haveria relação entre esse fato e a construção das usinas hidrelétricas na região.

Apesar de não acreditar na ligação entre a cheia do rio e as usinas de Santo Antônio e de Jirau, o senador disse que pode haver uma relação entre as hidrelétricas e a inundação da rodovia. Viana afirmou que a população também está questionando por que a ponte do Madeira nunca foi feita.

O senador se mostrou preocupado porque o nível do rio não pára de subir e disse que o volume de água que passa hoje pelo Rio Madeira é maior do que o que passa em alguns trechos do Rio São Francisco.

– Eu mesmo que conheço bem a região, confesso que estou assustado. Eu já me choquei quando há pouco mais de uma semana sobrevoei a área – disse o senador.

Jorge Viana contou que o local de embarque dos caminhões ficou submerso e elogiou o trabalho do Ministério dos Transportes, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), na construção de um porto de emergência nos últimos dois dias.

– Ontem passaram 65 caminhões, foi reaberto um porto improvisado de embarque e desembarque desses caminhões e a viagem, agora, de travessia do Madeira, que era feita em 30, 40 minutos, demora 3 horas – disse.

Segundo o senador, a situação mais grave está no quilômetro 870, onde há uma lâmina d’água de 90 cm acima do nível da estrada. De acordo como parlamentar, graças às ações do DNIT e do governador do Acre, Tião Viana, ainda está havendo abastecimento de alimentos e artigos de primeira necessidade.

Questionado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), sobre a possibilidade

de soluções a longo prazo para o problema, inclusive com a canalização da água para regiões onde há necessidade, como o Nordeste e o Sul, Jorge Viana disse que é preciso refletir sobre a interferência humana na natureza.

– Todo mundo reclama e fala que São Paulo não tem mais a garoa como tinha. É visível que houve uma significativa mudança [no clima]. Agora estamos experimentando uma gravíssima situação de seca. Não há tecnologia hoje da Sabesp de tirar água profunda da represa. Eles vão ter que buscar uma nova tecnologia para poder captar água mais profunda – disse.

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) afirmou, em aparte, que os parlamentares de Rondônia e do Acre não têm feito outra coisa a não ser visitar as comunidades atingidas pelas enchentes nas últimas três semanas. Para o parlamentar, a situação é de calamidade pública em várias cidades.

– O gás de cozinha já está custando R$ 120 em Guajará-Mirim. A situação de Guajará-Mirim é de calamidade pública. Em Porto Velho já foi decretado calamidade pública, porque as águas não param de subir. Há comunidades completamente cobertas pela água. Já há mais de 10 mil pessoas desalojadas – afirmou.

Acre vai importar alimentos do Peru

Parte da BR-364, único acesso terrestre para o estado do Acre, já está alagado (Foto: Defesa Civil/Divulgação)
BR-364, único acesso terrestre para o estado do Acre, está inteditada (Foto: Defesa Civil/Divulgação)

O governador  do Acre, Tião Viana, procurou hoje (7) o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, para tratar da importação de alimentos do Peru pela Rodovia Interoceânica. Segundo o governador, há a possibilidade de importar alho, trigo, pimenta e hortifrutigranjeiros para atenderá população, isolada pela cheia do Rio Madeira, que interrompe o tráfego na BR-364.

O governador está em Brasília em busca de ajuda. “A presidenta Dilma colocou todos os ministérios à disposição e o ministro Aloizio Mercadante [da Casa Civil] está acompanhando todo o processo”, disse o governador, explicando que as ações antecipam possíveis novos problemas que as cheias podem causar, caso não pare de chover.

Tião Viana explicou que os 2,2 milhões liberados pelo governo federal são recursos para aluguel social, aprovados em 2012, quando da retirada de famílias das áreas de risco atingidas pela cheia do Rio Acre daquele ano. “Hoje estamos com uma meta de zerar o déficit habitacional com a construção de 10.518 casas, que serão entregues sobretudo para pessoas atingidas, para que esse drama não se repita”.

As cheias começaram em setembro do ano passado na divisa dos estados de Rondônia e do Acre, fronteira com a Bolívia. Até agora há 60 mortos e pelo menos 60 mil famílias afetadas na Bolívia. No Brasil, mais de 2 mil famílias estão desabrigadas.

Na capital, Rio Branco, o Rio Acre subiu 60 centímetros e registrou na manhã de hoje a cota de 14,60 metros. Em Assis Brasil (AC) há sinais de vazante e é provável que as águas cheguem à capital, aumentando ainda mais o nível.

Como medida de segurança, as famílias desabrigadas pela enchente permanecem sob os cuidados do governo e da prefeitura de Rio Branco no Parque de Exposição da capital. Ao todo, 326 famílias estão alojadas no abrigo público.

Governo acriano reforça transporte aéreo de alimentos entre Porto Velho e Rio Branco

Cargueiro da FAB transportando alimentos de Rondônia para o Acre
Cargueiro da FAB transportando alimentos de Rondônia para o Acre

O governo do Acre vai usar mais um avião de carga para aumentar o transporte de alimentos entre sua capital, Rio Branco, e a de Rondônia, Porto Velho. Segundo o governador do Acre, Tião Viana, o estado já está há 15 dias em isolamento intermitente. “É a maior tragédia natural da região. Temos notícia de pessoas mortas na Bolívia. O Rio Madeira [cujo nível chegou hoje de manhã a 18,91 metro] nunca esteve neste nível, e o Acre tem sido privado do acesso a bens duráveis.” O governador Tião Viana esteve ontem em Brasília participando de reuniões para discutir o abastecimento do estado e a situação do rio Madeira.

O avião comercial fretado que passará a ser usado pelo governo tem capacidade para até 20 toneladas e vai se juntar aos três aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) que já fazem o transporte de perecíveis para Rio Branco. Também estão sendo usados quatro caminhões do Exército com suspensão mais elevada para fazer o transporte das cargas nos trechos da BR-364 atingidos pelas águas do Rio Madeira.

Além deles, balsas saíram de Manaus  transportando gás de cozinha e combustível até Rio Branco. Está prevista para a madrugada deste sábado (8) a chegada da primeira balsa com carregamento de gás de cozinha, trazendo 450 toneladas para abastecimento de botijões. Outra balsa, com 5 milhões de litros de combustíve,l tem previsão de atracamento apenas no dia 14.

A BR-364 é monitorada constantemente pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nos pontos de correnteza, onde a água invade a pista. Para que os caminhões possam trafegar foi construído um novo atracadouro para as balsas na travessia do Rio Madeira na região do Rio Abunã. Segundo o governo do Acre, 65 carretas de diversas regiões do país transportando insumos para construção civil, alimentos perecíveis, combustível e gás de cozinha chegaram ontem (6) a Rio Branco.

De acordo com o governo do Acre, por medida de segurança, o trânsito na estrada e a travessia da balsa não estão ocorrendo à noite.

Agência Brasil

MAIOR CHEIA JÁ REGISTRADA NO RIO MADEIRA MANTÉM ACRE ISOLADO. VEJA RELATÓRIO QUE RELACIONA USINAS COM AS ENCHENTES

Imagem: Reprodução/Energia Sustentável do Brasil
Imagem: Reprodução/Energia Sustentável do Brasil

A cheia atual do Rio Madeira é a maior registrada na base de dados da Agência Nacional de Águas (ANA), que disponibiliza informações sobre o nível do rio em monitoramentos regulares realizados desde 2005. O alto volume de água acumulada provocou uma crise na região, com o fechamento da BR-364, que liga Porto Velho (RO) a Rio Branco (AC), e o consequente isolamento por terra do Acre. A crise é resultado do alto volume de chuvas na cabeceira do rio, que alagou florestas na Bolívia.  As variações extremas de clima, com enchentes em algumas regiões do planeta e secas prolongadas em outras, já haviam sido previstas e, segundo a Organização Meteorológica Mundial estão relacionadas ao aquecimento climático.

Conforme é possível observar no segundo destaque do gráfico abaixo, o nível do rio aumentou gradualmente nas últimas semanas. Além do isolamento do Acre, a concentração de água também provocou graves impactos em Porto Velho e região, e motivou novas críticas à construção das usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau. As barreiras amorteceram a onda de cheia do rio e podem ter ajudado a diminuir a velocidade inundação em áreas urbanas, mas o volume de água acumulado é tão intenso que estruturas das próprias usinas encontram-se ameaçadas. Entre os questionamentos feitos na época das obras (leia relatório de 2011 da Plataforma Dhesca), estavam a omissão do Ibama em relação à falta de previsão de impactos de “externalidades ambientais” e “mitigação de danos” no estudo que resultou no licenciamento ambiental.

DILMA TENTARÁ “ACALMAR” PMDB NESTE DOMINGO, 9

Raupp se reuniu com Mercadante para estancar a crise PT-PMDB Lia de Paula/Agência Senado
Raupp se reuniu com Mercadante para estancar a crise PT-PMDB
Lia de Paula/Agência Senado

A presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião com a cúpula do PMDB no domingo (9) para tentar pôr fim à crise com o maior aliado do governo no Congresso e assegurar a manutenção da aliança com os peemedebistas para seu projeto de reeleição, disse o presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO), nesta sexta-feira (7).

Os problemas na relação entre o governo e o PMDB não são recentes, mas chegaram ao ápice nos últimos dias com trocas de acusações e xingamentos entre membros dos dois partidos, envolvendo inclusive o presidente do PT, Rui Falcão,  e o líder da bancada peemedebista na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). A tensão subiu a ponto de trazer risco para a manutenção da aliança entre Dilma e seu vice, Michel Temer (PMDB), para a reeleição, com diretórios regionais do PMDB tentando antecipar a convenção nacional para decidir sobre o apoio à reeleição da presidente.

Para tentar encerrar a crise, Dilma também pediu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrasse em campo e ajudasse na articulação com os peemedebistas e acalmasse os ânimos. Lula, que esteve reunido com Dilma na quarta-feira, conversou com Raupp na quinta e ambos devem voltar a se falar nesta sexta.

Raupp disse hoje, ao sair de reunião com o ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, que espera “que essas conversas possam chegar ao final dessa crise de relacionamento”.

— Acho que, se avançarmos um pouco mais nas alianças regionais já começa a distensionar a crise, e acho que só o fato de ajustar mais alguns Estados e de repente evitar que essa antecipação da convenção possa ocorrer, já começa a distensionar a crise que existe hoje entre os dois partidos.

A reunião marcada para domingo em Brasília com Dilma, Temer, e os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá, porém, que resolver um outro problema, na avaliação de Raupp.

— Primeiro tem que resolver a situação da Câmara.

Lá, o líder do partido na Casa tem feito forte pressão sobre o governo nas últimas semanas, ameaçando apoiar investigações contra a Petrobras e reunindo insatisfeitos para tentar derrotar o governo em votações importantes, como o novo Marco Civil da Internet. Além disso, ele convocou uma reunião da bancada peemedebista que pode inclusive decidir pelo rompimento com o governo.

Foram de Cunha que partiram também as primeiras declarações públicas de que o PMDB deveria repensar sua aliança nacional com o PT. A avaliação entre os peemedebistas e o governo é que o deputado está tensionando para obter mais poder político e fazer indicações para cargos do governo. Ele refuta essa análise.

Raupp, porém, não nega que a disputa por mais espaço no primeiro escalão do governo, diante da reforma ministerial que Dilma vem promovendo, esteja ajudando a aumentar a tensão no partido, que considera estar sub-representado na Esplanada dos Ministérios.

— Acho que o PMDB tem tamanho suficiente para ser respeitado e o governo sabe a importância que o PMDB tem. Não cabe a nós apontar que cargos que o PMDB vai ocupar.

Fonte: R7

Internet já é segundo meio de comunicação preferido pelos brasileiros, segundo pesquisa

Levantamento mostra que 13,1% dos brasileiros preferem a rede mundial de computadores.

Internet está em quase metade dos lares e é a segunda fonte de informação preferida do brasileiro, indica pesquisa da Presidência Marcelo Camargo/27.01.2014/Agência Brasil
Internet está em quase metade dos lares e é a segunda fonte de informação preferida do brasileiro, indica pesquisa da Presidência
Marcelo Camargo/27.01.2014/Agência Brasil

Internet está em quase metade dos lares e é a segunda fonte de informação preferida do brasileiro, indica pesquisa da Presidência. A internet está presente em 47% dos lares brasileiros e é o terceiro meio de comunicação mais acessado pelos brasileiros, segundo Pesquisa de Mídia divulgada nesta sexta-feira (7) pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República. No entanto, a internet ocupa o segundo lugar na preferência dos entrevistados, atrás da televisão. Quando questionados sobre qual o veículo de comunicação preferido, 76,4% dos entrevistados responderam que preferem a televisão. A internet já vem em segundo lugar: 13,1% dos brasileiros citam a rede como meio de comunicação preferido. Entre os mais jovens — 16 a 25 anos — a preferência pela internet sobe e chega a 25%, enquanto a televisão cai para 70%. A primeira edição da pesquisa ouviu 18.312 brasileiros de 848 municípios dos 26 Estados brasileiros e do Distrito Federal. O levantamento foi realizado em duas rodadas, a primeira no mês de dezembro de 2012 e a segunda em fevereiro de 2013 por 200 pesquisadores. Entre os entrevistados, 53% nunca acessaram ou não costumam acessar a internet, já 26% acessam diariamente.

Como os internautas acessam o +RO
Como os internautas acessam o +RO. CLIQUE NA IMAGEM
Internautas de mais de 100 países acessam ao +RO
Internautas de mais de 100 países acessam ao +RO

Entre os jovens com menos de 25 anos, 77% têm contato com a internet, pelo menos, uma vez por semana. A maioria dos entrevistados, 84% ainda acessam a rede por computador, enquanto 40% costumam navegar pelo celular e 8% utilizam tablets. O acesso cresce à medida que sobe o grau de escolaridade. Enquanto 87% dos entrevistados com nível superior acessam a internet, apenas 8% daqueles que estudaram até a 4ª série navegam com a mesma frequência. Quanto maior a cidade, maior o acesso à rede. Enquanto 34% dos entrevistados que moram em cidades com menos de 20 mil habitantes usam a internet pelo menos uma vez por semana, 56% dos que responderam à pesquisa e dizem usar com mais frequência estão em grandes centros urbanos. Segundo a pesquisa, 97% dos brasileiros assistem TV, 61% ouvem rádio, 47% acessam internet, enquanto 25% leem jornais e 15%, revistas. De segunda a sexta-feira, 80% dos entrevistados preferem ver na TV programas jornalísticos.

Kamilla Dourado, do R7