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Pesquisa revela que poluição do ar intensificou ciclones no Pacífico

A crescente poluição do ar na China e em outros países asiáticos de rápido crescimento intensificaram os ciclones de inverno no noroeste do Pacífico, anunciaram cientistas esta semana. Segundo os especialistas, os ciclones de inverno em latitudes que incluem o noroeste da China, Coreia e Japão trouxeram ventos mais potentes e mais chuvas, como resultado dos níveis crescentes de poluição por particulados.

As partículas de poeira afetam a forma como a unidade se desenvolve nas nuvens e como o calor se distribui em sistemas de tempestades, disse Yuan Wang, do prestigioso Laboratório de Propulsão a Jato do Instituto de Tecnologia da Califórnia. “Segundo estimativas, a mudança significativa na intensidade das tempestades no Pacífico deve ter começado em meados dos anos 1990?, disse Wang.

“(Foi) quando indústrias, usinas de energia e carros lançaram grandes quantidades de poluentes do ar, juntamente com uma economia florescente em muitos países asiáticos como a China”, acrescentou.

O estudo, publicado no periódico “Nature Communications”, é a mais recente pesquisa sobre os perigos ambientais dos particulados, que são, sobretudo, resíduos de fuligem derivados da queima de combustíveis fósseis. Segundo o estudo de Wang, os aerossóis aceleram a formação de gotículas porque contêm um núcleo onde o vapor d’água se condensa.

Mais partículas, mais tempestades – As nuvens, influenciadas por aerossóis, carregam quatro vezes mais gotículas, provocando um aumento de, aproximadamente, 7% nas precipitações em toda a região.

Também é provável que os aerossóis encorajem a formação de nuvens cirrus e de “bigorna”, mais brilhantes e de alta altitude.

Estas são nuvens que ajudam a aquecer a superfície do mar, dando assim calor para alimentar os ciclones. O aquecimento adicional pode ser de 11%.

Os cientistas criaram um modelo de computador para simular o fluxo de poluição por aerossóis do leste da Ásia para a região de formação dos ciclones, no leste da Ásia, em janeiro e fevereiro, uma região situada ao norte da latitude 30º.

Eles descobriram uma relação com duas décadas de dados de satélite: 1979-1988 – antes do “boom” que a economia asiática viveu, e 2002-2011, quando o crescimento deu um salto, especialmente na China.

No período mais recente, houve um aumento claro da intensidade de ciclones, mas nenhuma alteração na frequência ou na localização das tempestades, disse Wang.

Em 16 de janeiro, um estudo realizado por Chang-Hoi Ho, da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, demonstrou que China, Coreia e Japão tinham sido atingidos por ciclones mais potentes entre 1977 e 2010, devido ao aquecimento da água no Pacífico oeste. As duas pesquisas não são comparáveis, disse Wang.

A primeira se concentrou em ciclones que se formam durante o inverno em latitudes médias no noroeste do oceano e a segunda examinou ciclones no verão e no outono, que se formam em latitudes tropicais.

Pesquisas realizadas sobre o efeito dos aerossóis nas nuvens resultam em descobertas altamente variáveis. De fato, esta é considerada uma das maiores áreas de incerteza da ciência climática. (Fonte: G1)

Açaí-solteiro, açaí-do-amazonas (Euterpe precatoria), uma boa opção de exploração agrícola em Rondônia

O açaizeiro (Euterpe sp.), palmeira típica da Amazônia, de cujos frutos se obtém um “vinho” – como é chamado a polpa do açaí diluída em água – que é tradicional na cultura dos povos desta região, fazendo parte da dieta básica de algumas populações locais, atualmente se tornou “a fruta da moda” nas grandes capitais do sudeste brasileiro (Rio, São Paulo, Belo Horizonte), onde o “vinho”, ou suco de açaí, vem sendo muito consumido como energético, pelos adeptos da vida natural que cultuam a boa forma física do corpo. Esta nova mania de consumo do suco de açaí em outras regiões brasileiras, vem em muito boa hora, pois, como o palmito do açaí, que goza de boa reputação até mesmo em nível internacional e alcança bons preços no mercado, é quase na sua totalidade oriundo do extrativismo, corria-se o risco, pela exploração irracional e desenfreada, de dizimação de uma das maiores riquezas naturais do Brasil.

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Com essa “açaímania” e a nova legislação vigente, que limita a exploração extrativista, abrem-se perspectivas de uso mais racional desse recurso natural, estabelecendo um incentivo a mais para a atividade de produção agrícola sustentável na região, com o cultivo desta preciosa palmeira, e de outras que produzem palmito de boa qualidade, como a pupunha por exemplo, que apresenta potencial muito bom para o incremento desta atividade agroindustrial.

Na exploração extrativista do açaí na Amazônia, são produzidos algo em torno de 200 mil toneladas de “vinho” e 150 mil toneladas de palmito, por ano, sendo quase esse total oriundo do Pará, onde ocorrem grandes concentrações naturais do açaí-de-touceira (Euterpe oleracea).

Neste contexto, em Rondônia, onde com frutos oriundos do extrativismo já se produz razoável quantidade de “vinho” que abastece o mercado local e dá margem a um excedente que é exportado para outras regiões do país, o cultivo do açaí surge como interessante opção de produção agrícola, mormente na Agricultura de base familiar.

Em Rondônia, as concentrações naturais de açaí são da espécie Euterpe precatoria, conhecida popularmente como açaí-do-amazonas, açaí-da-mata, açaí-de-terra-firme e açaí solteiro, pois, ao contrário da outra espécie de açaí-de-touceira de ocorrência natural predominante no Pará, não perfilha, é palmeira de estipe única. Esta espécie, que era muito comum nas matas da Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima), e que sofreu nas últimas décadas uma forte pressão antrópica para exploração do palmito, vindo a ter ultimamente, com a demanda pelo “vinho”, uma exploração mais racional, possui uma característica muito interessante para a expansão do cultivo racionalizado do açaí visando a produção de “vinho”, que é a frutificação em época alternada com a espécie de açaí-de-touceira, que produz principalmente no 2º semestre (verão amazônico), enquanto que a produção do açaí-solteiro se dá principalmente no 1º semestre, mais ao início do ano (inverno amazônico). Então, no estabelecimento da cultura do açaí, é de todo interessante ter as duas espécies, e melhor ainda, obter também o açaí híbrido (resultante do cruzamento das duas espécies mencionadas), que é um trabalho de pesquisa que está na ordem do dia para ser feito com o açaí na Amazônia, obtendo uma palmeira que preservando as boas características presentes no açaí-solteiro, apresente perfilhamento.

No IAC – Instituto Agronômico de Campinas – em trabalho desenvolvido pela Dra. Marilene Bóvi, se fez o cruzamento do açaí-de-touceira (Euterpe oleracea) com o juçara (Euterpe edulis) – palmeira nativa no sudeste brasileiro, de estipe único, que produz o palmito mais bem conceituado no Brasil – para obtenção de um híbrido que mantendo as características de excepcionais qualidades do juçara, perfilhe, o que seria muito interessante para o manejo otimizado na cultura do palmito. Este trabalho foi bem sucedido e hoje já se dispõe do híbrido para atender aos interessados em seu cultivo. Neste trabalho o açaí-de-touceira funciona como planta receptora do pólen do juçara.

Do açaizeiro aproveita-se principalmente os frutos e o palmito com as finalidades mencionadas, mas, as sementes, os troncos e as folhas também são aproveitados pelas populações autóctones, para produção de adubo orgânico, em construções rurais, e artesanato, respectivamente. O açaizeiro é também palmeira muito ornamental, prestando-se admiravelmente para compor projetos paisagísticos.

No cultivo do açaí-solteiro (Euterpe precatoria) para produção de frutos, o espaçamento deve ser bem mais reduzido do que o recomendado para o açaí-de-touceira (5m x 5m, com 400 plantas/ha, manejando-se o plantio com 4 estipes por touceira, o que resulta numa densidade de 1600 estipes/ha). Para o açaí-solteiro deve ser adotado o espaçamento de 3m x 2m (1666 plantas/ha). Na exploração de palmito, para as duas espécies os espaçamentos devem ser menores que os indicados, buscando-se um maior adensamento dos plantios (no mínimo 2500 plantas/ha).

Na Amazônia, o açaizeiro que inicia produção de frutos aos 4 – 5 anos de idade, aos 6 – 7 anos produz de 4 a 8 cachos em diferentes estágios de desenvolvimento/estipe/ano, com peso médio de 2,5 kg/cacho, portanto, em torno de 10 a 20 toneladas de frutos por hectare/ano.

A seguir, são relacionadas algumas características específicas do açaí e alguns coeficientes técnicos, que devem ser levadas em conta na implantação e no beneficiamento da cultura:

 

  • composição do fruto: 83% de semente; 17% de polpa e casca.
  • sementes/kg: de 700 a 1000.
  • período de germinação: 30 a 60 dias.
  • o açaí é espécie monóica, ou seja, apresenta flores masculinas e femininas distintas em um mesmo cacho, mas, como estas flores se abem em tempos diferentes, a planta é, preferencialmente, alógama (de polinização cruzada, com inflorescências de outras plantas). Como não há autoincompatibilidade, pode ser fecundada com pólen de outra inflorescência da mesma planta, e, ocasionalmente, com pólen da mesma inflorescência.
  • período da floração à frutificação: 5 a 6 meses
  • produção da planta adulta (após 6 – 7 anos): em média 15 kg/estipe.
  • produtividade: em média 24 toneladas por hectare.
  • no caso do açaí-de-touceira, manejo de perfilhos/touceira: para produção de frutos = 4 ou 5; para palmito = 8 estipes.
  • rendimento: 20 litros de frutos (~ 15 kg) produz de 6 a 10 litros de “vinho” (dependendo da época de colheita e da densidade do “vinho” a ser comercializado).
  • renda para o produtor: aproximadamente 3 dólares ou 10 reais/lata de 20 litros de frutos (mais ou menos 15 Kg). Como 1 hectare, em média, produz 1000 latas de “20”, resulta renda em torno de 10 mil reais/ha.
  • preço do “vinho” de consistência média ao consumidor no comércio varejista de Porto Velho: 1 dólar ou 3 reais/litro.
  • relação fruto: água no preparo do vinho de consistência média de açaí: 3 por 1, ou seja, para 3 litros de frutos, 1 litro de água, que resulta aproximadamente em 1 litro de vinho.
  • consumo de vinho de açaí em Belém-PA: 180 mil litros/dia.
  • valor energético do açaí: de 80 a 265 calorias/100 g.
  • a polpa do açaí é rica em ferro (11mg/100g), fósforo (58mg/100g), e vit. B1 (0,36mg/100g); mas, quando se toma o “vinho” estes valores baixam devido à diluição em água.
  • níveis de proteína, lipídios e cálcio, da polpa do açaí são aproximados ao leite bovino; todavia a proteína do leite é de melhor qualidade.

Obs.: Para efeito de facilidade no armazenamento e transporte, o “vinho” ou a polpa de açaí, pode ser transformado em pó, para ser reconstituído na hora de consumir, na proporção de 60 g de pó para 1 litro de água. A Embrapa Amazônia Ocidental (o antigo CPATU), com sede em Belém-PA, dispõe desta tecnologia para atender a quem se interessar por este tipo de produto, mas o pesquisador responsável pelo trabalho avisa que o produto (obtido com a utilização do aparelho “spray dryer”) não mantém fielmente as características do “vinho” de açaí in natura, e um outro processo (através do freeze dryer) em que as características são mantidas, porque o “vinho” não é submetido a altas temperaturas, ocorrendo a liofilização à baixas temperaturas, o equipamento é muito caro, tornando no momento a tecnologia inviável para adoção.

 

Literatura consultada :

A cultura do açaí. Oscar Nogueira Lameira e outros. Embrapa – SPI / CPAF Amazônia Oriental. Coleção Plantar : 26 . 1995. 50 p.

Biodiversidade Amazônica : exemplos e estratégias de utilização. Jason W. Clay; Paulo de T. B. Sampaio; Charles R. Clement. INPA / SEBRAE. Programa de desenvolvimento empresarial e tecnológico. Manaus. 1999. p 44 – 55.

Biologia floral e sistema reprodutivo da espécie Euterpe espiritosantensis Fernandes. Marilene Bóvi e outros.1993.

Floral biology and reproductive system of Euterpe espiritosantensis Fernandes. Marilene Bóvi e outros. Acta Horticulture, Wagningen, 360 (8) : 41 – 57, 1994.

Frutales y hortalizas promisorios de la Amazonía. Hugo Villachica e outros. 1996. p 33-42.

Frutas comestíveis da Amazônia. Paulo B. Cavalcante. 5ª edição. Belém. CNPq : Museu Paraense Emílio Goeldi. 1991. p 25 – 28.

Fruteiras da Amazônia. Aparecida das Graças Claret de Souza e outros. Embrapa / SPI. Manaus. Embrapa CPAA, 1986. p 15 – 18.

Fruticultura tropical: o açaizeiro. Batista Benito Gabriel Calzavara. Apostilla. Belem-PA, 1986. 8 p.

Obtenção de açaí desidratado. Célio Francisco Marques de Melo; Wilson Carvalho de Melo; Sérgio de Mello Alves . Belém. 1998. Embrapa CPATU. Boletim de Pesquisa, 92. 13 p.

Plantio de açaizeiros. José Antonio Leite de Queiroz; Silas Mochiutti. Macapá-AP. 2001 Embrapa Amapá. Comunicado técnico 55. 8 p.

Produtos Potenciais da Amazônia. Açaí. MMA/ SEBRAE. Brasília. 1995. 51p.

 

Por George Duarte Ribeiro – Eng. Agrônomo, M. Sc. em Sistemas Agroflorestais, pesquisador da Embrapa Rondônia.

O Açaí, fruto típico de uma palmeira amazônica, ganhou o mundo

O Açaí, fruto típico de uma palmeira amazônica, ganhou o mundo. É vedete nas lanchonetes de cidades litorâneas do Brasil, em quiosques de Los Angeles e Nova Iorque (EUA) e até em Paris (França). Açaí, típico da região Amazônica, fruto do açaizeiro (Euterpe oleracea, família Palmae)  é muito utilizado pelos habitantes no preparo de sucos, vinhos, doces, licores e sorvetes. O açaizeiro é uma palmeira tipicamente tropical, encontrada no estado silvestre e faz parte da vegetação das matas de terra firme, várzea e igapó. A palmeira também é explorada na região para a extração do palmito. Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, a fruta é consumida no mundo todo em bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas.

Na região amazônica, o suco feito com a polpa é conhecido como “vinho de açaí”. Consumido geralmente com farinha de tapioca, faz parte da alimentação local. Hoje, o estado que lidera a produção é o Pará, com quase 90% do mercado, mas o açaí é apreciado em toda a região amazônica e recentemente tem sido também consumido pelos estados do Sul e Sudeste do Brasil, principalmente por academias e atletas.

Açaizeiro
Açaizeiro.

Despolpamento do fruto   
Pelo despolpamento do fruto, obtem-se o tradicional “vinho do açaí”, bebida de grande aceitação e bastante difundida entre as camadas populares, considerado um dos alimentos básicos da região.    O caroço (endocarpo e amêndoa), após decomposição é largamente empregado como matéria orgânica, sendo considerado ótimo adubo para o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais.

Utilização da Estirpe do Açaí
Quando adulto e bem seco, a estirpe é bastante utilizado como esteio para construções rústicas, ripas para cercados, currais, paredes e caibros para coberturas de barracas, lenha para aquecimento de fornos de olarias. Experiências realizadas pelo Idesp-Pará, demonstraram a sua importância como matéria-prima para produção de papel e produtos de isolamento elétrico.

A Copa 
As folhas do açaí servem para cobertura de barracas provisórias e fechamento de paredes, especialmente as de uso transitório como as utilizadas pelos roceiros e caçadores. Quando verdes e recém-batidas, servem como ração, sendo bastante apreciada pelos animais. As folhas do açaizeiro, após trituração, também fornecem matéria-prima para fabricação de papel. Na base da copa, constituída pela reunião das bainhas e o ponto terminal do estipe, encontra-se um palmito de ótima qualidade e muito procurado pelas indústrias alimentícias.

As bainhas da folhas, por sua vez, após separação para extração do palmito e os resíduos deste, são utilizadas como excelente ração para bovinos e suínos, bem como – após decomposição – excelente adubo orgânico para hortaliças e fruteiras.

A Planta 
É palmeira de belo porte, apresentando-se bastante alta, quando em concorrência na floresta, porém de porte médio se cultivada isoladamente ou sem influência de árvores de grande porte. Presta-se com ótimos resultados para ornamentação de jardins e parques. Pelas características de cultura permanente, pode ser recomendada para proteção do solo, por apresentar uma deposição constante de folhas, aliado ao sistema radicular abundante que possui.

Importância Comercial 
O açaí é de importância incalculável para a região amazônica em virtude de sua utilização constante por grande parte da população, tornando-se impossível, nas condições atuais de produção e mercado, a obtenção de dados exatos sobre sua comercialização. A falta de controle nas vendas, bem como a inexistência de uma produção racionalizada, uma vez que a matéria-prima consumida apoia-se pura e simplesmente no extrativismo e comercialização direta, também impedem a constituição de números exatos.

Variedades
O açaizeiro apresenta duas variedades bastante conhecidas pelo homem interiorano, cuja diferenciação é feita apenas pela coloração que os frutos apresentam quando maduros, as quais podem ser assim caracterizadas:
Açaí Roxo:
É a variedade regional predominante conhecida com açaí preto, pois seus frutos apresentam, quando maduros, uma polpa escura, da qual se obtém um suco de coloração arroxeada “cor de vinho”, originando assim, a denominação popular de “vinho de açaí”.
Açaí Branco
É assim denominado por produzir frutos cuja polpa, quando madura, se apresenta de coloração verde-escuro brilhante, fornecendo um suco (vinho) de cor creme claro.

Além de ser aproveitado de todas estas formas, o palmito do açai, que é muito apreciado e considerado como um prato fino, é comercializado em grande escala e chega a ser exportado.

Bom para a Saúde
O mais recente resultado da pesquisa traz nova boa notícia aos consumidores do açaí. Em artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, os cientistas descrevem que os antioxidantes contidos no fruto são absorvidos pelo organismo humano. O estudo envolveu 12 voluntários, que consumiram açaí em polpa e na forma de suco, esta última contendo metade da concentração de antocianinas – pigmentos que dão cor às frutas – do que a versão em polpa. Os dois alimentos foram comparados com sucos sem propriedades antioxidantes, usados como controle.

Amostras do sangue e da urina dos participantes foram tomadas 12 e 24 horas após o consumo e analisadas. Segundo os pesquisadores, tanto a polpa como o suco apresentaram absorção significativa de antioxidantes no sangue após terem sido consumidos. “O açaí tem baixo teor de açúcar e seu sabor é descrito como uma mistura de vinho tinto e chocolate. Ou seja, o que mais podemos querer de uma fruta?”, disse Susanne Talcott, principal autora do estudo, do qual também participaram cientistas das universidades do Tennessee e da Flórida.

Segundo ela, trabalhos futuros poderão ajudar a determinar se o consumo do açaí pode resultar em benefícios para a saúde com relação à prevenção de doenças. O grupo do qual faz parte tem estudado a ação do açaí contra células cancerosas. “Nossa preocupação é que o açaí tem sido vendido como um superalimento. E ele definitivamente tem atributos notáveis, mas não pode ser considerado uma solução para doenças. Há muitos outros bons alimentos e o açaí pode ser parte de uma dieta bem balanceada”, disse Susanne.

O artigo Pharmacokinetics of anthocyanins and antioxidant effects after the consumption of anthocyanin-rich açai juice and pulp (Euterpe oleracea Mart.) in human healthy volunteers, de Susanne Talcott e outros, pode ser lido por assinantes do Journal of Agricultural and Food Chemistry em http://pubs.acs.org/journals/jafca

Ambientebrasil

Mais de duas doses de álcool aceleram perda de memória

Os homens de meia-idade que consomem mais de duas doses de bebida alcoólica por dia podem acelerar a perda de memória em até seis anos, revela um estudo publicado nesta quarta-feira.

Não houve, porém, diferenças em perda de memória, ou funções mentais entre os que não tomam e os que tomam menos de duas doses, ou 20 gramas, por dia, de acordo com as descobertas divulgadas na revista “Neurology”.

Para o estudo, mais de cinco mil homens de meia-idade foram entrevistados sobre seus hábitos de consumo alcoólico, em três ocasiões durante um intervalo de dez anos. Também foram submetidos a testes cognitivos e de memória em uma idade média de 56 anos. Esses testes foram repetidos duas vezes nos dez anos seguintes.

“Nosso estudo enfoca em participantes de meia-idade e sugere que beber em quantidade está associado a uma queda mais rápida de todas as áreas da função cognitiva nos homens”, disse a autora do estudo, Severine Sabia, da University College London.

As habilidades mentais dos grandes bebedores declinaram entre um ano e meio e seis anos mais rápido do que naqueles que ingeriram menos álcool por dia.

Os homens que beberam 36 gramas de álcool, ou mais, por dia tiveram quedas mais acentuadas em sua memória e funções cerebrais.

Cerca de duas mil mulheres também foram incluídas no estudo, mas não houve entre elas uma amostra significativa de bebedoras. (Fonte: Exame.com)

Teste caseiro pode detectar primeiros sinais do Mal de Alzheimer

Um teste que pode ser feito em casa e leva menos de 15 minutos para ser finalizado está sendo considerado uma ferramenta confiável para avaliar as habilidades cognitivas de uma pessoa – e assim ajuda a identificar os primeiros sinais de doenças como o Mal de Alzheimer ou uma demência em estágio inicial. O exame, chamado SAGE (sigla para Self-Administered Gerocognitive Examination (Exame Gerocognitivo Autoaplicável, em tradução livre), pode ser administrado no ambiente doméstico e compartilhado com o médico, que então deve identificar os sintomas. Desenvolvido por um especialista americano, o teste exige apenas papel e caneta.

O exame consiste em algumas perguntas sobre orientação (como “que dia é hoje?”), linguagem (fluência verbal e capacidade de dar nomes a imagens), raciocínio (capacidade de abstração aliada a cálculos), resolução de problemas e capacidade de lembrar de fatos recentes. Das 1,047 pessoas testadas no centro médico onde o teste foi desenvolvido, 28% tiveram identificado algum índice de comprometimento cognitivo.

Apesar de não diagnosticar problemas como o Mal de Alzheimer, esse simples teste consegue garantir aos médicos uma base para avaliar a função cognitiva dos pacientes – melhor do que apenas conversando e observando seu comportamento. Ao observar os sintomas iniciais de uma doença neurológica, especialistas podem acompanhar o desenvolvimento de doenças que atingem o cérebro e agir mais rapidamente, se necessário.

É comum que os médicos não consigam diagnosticar os pacientes corretamente a partir apenas de visitas rotineiras aos consultórios, destaca Douglas Scharre, autor do teste e diretor da Divisão de Neurologia Cognitiva. O difícil, segundo ele, é identificar déficits sutis de cognição que aparecem no dia a dia e podem indicar males como a demência. O estudo foi publicado na revista científica The Journal of Neuropsychiatry and Clinical Neurosciences.

A ideia dos pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio é mostrar que é possível e eficiente aplicar testes simples, que podem servir como diagnóstico para um grande número de pessoas. O doutor Scharre afirma que o tratamento é muito mais eficaz quando o diagnóstico é feito logo que surgem os primeiros sintomas, mas a maior parte dos pacientes de três a quatro anos até buscar ajuda. O teste caseiro, por enquanto disponível apenas em fase de estudos nos Estados Unidos, ainda não tem previsão para chegar aos consultórios. (Fonte: Terra)

USP pesquisa geladeira que utiliza magnetismo para conservar alimentos

Um pesquisador da USP de Pirassununga (SP) desenvolveu uma geladeira que, além do sistema tradicional de resfriamento, usa ondas magnéticas para aumentar a durabilidade do alimento. O equipamento ainda está em fase de testes, mas o resultado obtido com carne bovina é promissor. A ideia é disponibilizar o sistema no mercado.

Aparentemente a geladeira é parecida com uma convencional, mas dentro há uma divisória. Em uma delas, há um compartimento em que o alimento recebe as ondas magnéticas. Elas atuam diretamente nas enzimas, moléculas que definem características da carne, como cor, textura e cheiro.

O campo magnético interfere nas cargas elétricas dessas enzimas e muda a maneira como o alimento deteriora. Na prática, faz com que a carne dure mais tempo sem perder qualidade. “Nós percebemos que algumas enzimas presentes nos alimentos podem ser mais ou menos ativadas na presença do campo magnético. Apesar de ele não matar as bactérias, verificamos que ele impede o crescimento delas”, explicou o pesquisador Ernane Xavier Costa.

Para comprovar o resultado, o professor e as alunas separaram dois pedaços de carne. Um foi colocado em uma prateleira comum da geladeira e o outro no campo magnético. Quatro dias depois a carne que estava apenas sob refrigeração ficou mais escura, com mau cheiro e um pouco ressecada. Já a outra permaneceu mais clara, sem odor e com a aparência de fresca.

Mercado – Ainda não há prazo para que o consumidor tenha acesso à geladeira, mas quando isso ocorrer facilitará a vida na cozinha e evitará o desperdício, aposta o pesquisador. “Nós vamos requerer uma patente e a ideia é que cada dona de casa tenha um compartimento na geladeira de modo que o alimento tenha um pouco mais de qualidade com o tempo”.

Para que isso ocorra, outros produtos também serão testados, entre eles a cana. “Quando você pasteuriza o caldo, ele perde um pouco o sabor. Se a gente conseguir usar o campo magnético, nós vamos aumentar a vida do caldo de cana e manter o sabor”, disse Costa. (Fonte: G1)

Geladeira criada por indiano dispensa eletricidade e custa R$ 135

Além de representar uma das fatias da conta mensal de luz, a geladeira é um eletrodoméstico que não é acessível a 100% da população, sobretudo nas regiões mais afastadas e vulneráveis de muitos países. Ao pensar nisso, o artesão indiano Mansukhbai Prajapati idealizou um refrigerador que dispensa a eletricidade para funcionar. Batizado de MittiCool, o aparelho funciona à base do mesmo princípio de resfriamento dos velhos filtros de cerâmica.

A inovadora geladeira, cuja temperatura pode chegar a 8ºC, consegue deixar frutas, legumes, leite e verduras frescos por até três dias, por meio de uma câmara de água na parte superior do produto. A evaporação escorre pelas laterais da parede de cerâmica da geladeira (quatro tipos diferentes de argila), o que faz com que os mantimentos continuem frescos. Já á torneira na parte frontal disponibiliza água para o consumo.

E quanto ela custa? – O valor médio de venda da MittiCool é de R$ 135,00, o que a torna acessível a uma boa parcela da população, levando-se em conta o preço de uma geladeira convencional (que ainda por cima gasta energia). “Em 1997 eu havia lançado com sucesso um mini filtro de água. Então, a partir de 2002 eu comecei a trabalhar nessa pequena geladeira”, relata Prajapati em seu site.

Segundo ele, a geladeira-filtro tem até pedidos de encomenda de outros países.O artesão, 49 anos, nasceu na aldeia Wankaner, onde aprendeu a trabalhar com argila. “Meu objetivo é fornecer todas as versões mais acessíveis em escala nacional para as pessoas que não possam pagar por produtos eletrodomésticos”, completa o inventor. (Fonte: Terra)

PMDB e PDT se reúnem em Brasília e reafirmam apoio a pré-candidatura de Confúcio

Reunidos ontem em Brasília, o senador Valdir Raupp (PMDB), Acir Gurgacz (PDT) e o governador Confúcio Moura decidiram manter este ano a mesma aliança que venceu as eleições estaduais passadas. A decisão confirma a vontade dos dirigentes das legendas pela pré-candidatura a reeleição do atual governador.


O senador Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB, destacou o trabalho feito por Confúcio Moura, em especial nas áreas de infraestrutura e saúde, e reafirmou o apoio do partido na recondução do governador. Com relação a escolha do candidato a vice-governador, o senador afirmou que esta definição acontecerá em breve. Vamos discutir esse assunto com os demais partidos que comporão a aliança. “O PMDB está se preparando para ampliar o número de governos no país e conta com a reeleição de Confúcio Moura em Rondônia”, disse.


O senador Acir Gurgacz, presidente Regional do PDT, também confirmou o apoio dos pedetistas à manutenção da aliança estadual com o PMDB, reeditando a mesma aliança PMDB/PDT com Confúcio disputando a reeleição para o governo e Acir para o senado. “Vamos manter a mesma aliança para dar continuidade às ações que estão sendo feitas pelo atual governo’, acentuou”.


Embora Confúcio Moura tenha deixado para anunciar a sua decisão sobre a eventual candidatura a reeleição para março, os dirigentes dos partidos aliados informaram que o nome do atual governador é consenso e fundamental para o sucesso eleitoral, além de essencial na continuidade das ações que estão sendo desenvolvidas no estado.

 

Evento em Porto Velho vai destacar oportunidades de negócios na Ásia

 

“O mercado asiático e seus desafios”. Este será o tema de um evento empresarial que será realizado nesta quinta-feira (23), a partir das 19 horas, no auditório do Singaro (Avenida Guaporé, 3427), em Porto Velho.

 

O evento marca a apresentação da empresa North Imports para o segmento empresarial do Estado. Durante o encontro, também serão abordados detalhes da Canton Fair China 2014, a maior feira multissetorial de negócios do mundo.

 

De acordo com o diretor da North Imports, Gilson Salomão, o objetivo do evento é apresentar o trabalho desenvolvido há mais de cinco anos pela empresa rondoniense, como representante de seus clientes perante as unidades alfandegárias e no exercício das mais diversas atividades relacionadas ao comércio internacional.

 

Na oportunidade, estará presente o empresário Ednilson Nascimento. Ele é parceiro da North Imports e possui sua base operacional na China. Ednilson virá a Rondônia especialmente para falar sobre as oportunidades de negócios para um público de empresários rondonienses.

 

O encontro terá ainda a participação de Anderson Fernandes, do Grupo Fitta Câmbio, que irá abordar a realização da Canton Fair China 2014, evento internacional que acontece no próximo mês de abril, na cidade de Guangzhou, na China.

 

Cerca de 100 empresários de Rondônia e de estados da região norte já confirmaram presença no encontro, na noite desta quinta-feira, na sede do Sindicato do Comércio Atacadista de Rondônia (Singaro), em Porto Velho.

 

SERVIÇO

 

“O mercado asiático e seus desafios”

Data: 23/01/2014 – quinta-feira

Horário: 19h

Local: Sede do Singaro – Sindicato do Comércio Atacadista de Rondônia

Endereço: Av. Guaporé, 3427 – Bairro Agenor de Carvalho – Porto Velho – RO

Com 3 atacantes, Corinthians conquista a segunda vitória no Paulistão 2014

O Corinthians entrou em campo na noite desta quarta, pela segunda rodada do Paulistão. Ainda sob efeito suspensivo, o Timão não pode mandar o jogo no Pacaembu, realizando a partida contra o Paulista de Jundiaí no estádio Décio Vitta, em Americana.

Mano Menezes escalou o mesmo time de sua reestreia, no domingo passado, com exceção de Edenílson que confirmou sua ida para o futebol italiano. Com isso, o Corinthians entrou em campo com: Walter; Diego Macedo, Gil, Paulo André e Uendel; Ralf, Guilherme, Rodriguinho e Danilo; Romarinho e Guerrero.

No primeiro tempo, o Corinthians teve mais volume de jogo e atacou bastante, terminando a primeira etapa com 15 finalizações. Apesar de conduzir a partida e apresentar um bom futebol, o Timão não tirou o placar do zero a zero nos 45 minutos iniciais do confronto.

Para o segundo tempo, Mano voltou com o mesmo time. Mas aos 13, Romarinho sentiu dores e foi substituído para a entrada de Sheik. Aos 27 minutos, mais uma mudança devido ao desgaste: Uendel deixou o campo para a entrada de Felipe. E aos 32, finalmente, a primeira mudança tática. O professor atendeu a pedidos da torcida e colocou Pato no lugar de Danilo. O jogador deu sorte e no minuto seguinte o Corinthians enfim abriu o placar com cabeçada de Guerrero.

Com o resultado, o Timão consegue sua segunda vitória, com 100% de aproveitamento e a liderança do grupo B. O próximo jogo será no sábado, contra o São Bernardo, às 21 horas. No mesmo dia, pela manhã, o time junior do Corinthians enfrentará o Santos pela final da Copa São Paulo.