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sábado, abril 18, 2026
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Samuel Costa critica abandono da proteção às mulheres e propõe reestruturação da polícia em Rondônia

O pré-candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), concedeu entrevista ao podcast Boto Cast, apresentado pelo jornalista Alzir Queiroz, e fez duras críticas à atual política de segurança pública no estado, com ênfase especial na proteção às mulheres e na valorização dos profissionais da área.

Durante a conversa, Costa afirmou que Rondônia enfrenta um cenário alarmante de violência de gênero e destacou a gravidade dos índices de feminicídio. Segundo ele, o estado ocupa uma das primeiras posições no ranking nacional, o que exige medidas urgentes e estruturais. “Não se pode aceitar a matança de mulheres em Rondônia”, declarou, ao apontar a ausência de delegacias especializadas funcionando 24 horas como um dos principais gargalos no atendimento às vítimas.

O pré-candidato também criticou a precarização de políticas públicas voltadas à proteção feminina, afirmando que a Patrulha Maria da Penha está praticamente inviabilizada devido à falta de efetivo e de estrutura adequada. Para ele, isso demonstra falhas graves na gestão e na priorização de recursos.

No campo administrativo, Samuel Costa defendeu a revisão imediata de contratos considerados onerosos, como os de aluguel de veículos utilizados pelas forças de segurança. Segundo ele, a suspensão desses contratos pode gerar economia significativa aos cofres públicos. Como alternativa, propôs a aquisição de viaturas próprias por meio de convênios com o Governo Federal, especialmente junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).

De acordo com Costa, esses convênios também podem viabilizar a compra de armamentos modernos e a concessão de bolsas de estudo para formação continuada dos profissionais da segurança pública, incluindo cursos de especialização, mestrado e doutorado. “Minha maior habilidade é saber captar esses recursos. Com o dinheiro economizado, vamos garantir gratificação para todos os profissionais da segurança”, afirmou.

Ele ainda defendeu uma reestruturação do uso do efetivo policial no estado. Para o pré-candidato, policiais civis, militares, penais, bombeiros e socioeducadores devem atuar exclusivamente em suas funções de origem. Costa criticou a prática de deslocamento desses profissionais para órgãos como o Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Assembleia Legislativa. “Lugar de polícia é na rua, protegendo o cidadão rondoniense e combatendo o crime”, pontuou.

A entrevista reforça o tom de pré-campanha de Samuel Costa, que busca se posicionar como uma alternativa voltada à eficiência da gestão pública, à valorização das forças de segurança e ao enfrentamento direto da criminalidade no estado.

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