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quinta-feira, abril 30, 2026
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ELEIÇÕES 2022, RO: MAIS DO QUE UM CANDIDATO, O GRUPO

 

Diante do imprevisível e do desconhecido que serão as eleições majoritárias nos estados deste ano, as chances de vitória estarão mais próximas daquele candidato que aglutinar em torno de si a maior quantidade de pessoas com poder político, com visibilidade eleitoral e capacidade de articulação. E se conseguir reunir nomes distanciados de escândalos, melhor ainda.

No estado de Rondônia, hoje, o grande cabo eleitoral é o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB). No entanto, sozinho não chegará a lugar algum. Ao se olhar para o seu grupo político, as somas acrescentam pouco às suas chances.  O mesmo acontece no lado do senador Confúcio Moura (MDB). Embora nome forte, o seu partido e o seu grupo político pouco somam eleitoralmente. No caso do governador Marcos Rocha (PSL) a máquina é o seu grande trunfo. Mas, sabe-se, ela age por meio das prefeituras e dos deputados estaduais. E, sabe-se também, que estes atores possuem um viés de lealdade muito volátil. Logo, o seu grupo limita-se ao seu staff de governo.

Elegível, o ex-senador Ivo Cassol (PP) chega forte na disputa, pois mantém um grupo político coeso e muito experiente. Resta saber como tratará a alta rejeição ao seu nome e ao tão controverso modus operandis. Os nomes de Léo Morais (Pode) e Marcos Rogério (PL) padecem do mesmo problema: falta de grupo político no qual se escorar. Marcos Rogério ainda convive com a sombra inquietante de Bolsonaro sobre si. O candidato do PT, Anselmo de Jesus, será uma ilha na disputa, cercado pelos seus companheiros por todos os lados. O seu desempenho dependerá mais de Lula do que de si próprio.

Diante disso, menos do que seus nomes isolados, os candidatos devem buscar abrigo em coletivos políticos que reúnam votos, discurso, estrutura de campanha, experiência, o menor rumor possível de picaretagem e, sobretudo, o máximo de unidade que conseguir.

Por Elizeu Lira

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