Políticos de ouro
De Rondônia, pelo menos seis políticos terrivelmente evangélicos, foram condenados por corrupção: Nilton Capixaba (PTB), Ivo Cassol (PP), Natan Donadon (MDB), os ex-presidentes da ALE-RO, Marco Donadon, foragido (MDB), Valter Araújo (PTB) e Carlão de Oliveira, foragido (MDB). O ex-presidente da ALE, Natanael Silva (do antigo PPB, hoje PP), também foi condenado e preso por corrupção, mas não é evangélico. Todos os citados acima estão inelegíveis.
Políticos de ouro 2
Não fugindo a regra, todos acima são bolsonaristas adoradores do metal dourado. Além desses, centenas de políticos com cargos eletivos são adoradores do metal mais precioso do universo, inclusive votando a favor da mineração em terras indígenas. Bolsonaro que se dizia católico, foi batizado nas águas do rio Jordão (Israel) pelo pastor Everaldo (PSC), que está preso por corrupção, e por Edir Macedo, da Igreja Universal.
Por que ouro?
Ouro é um metal precioso que pode não ter origem legal, mas é uma moeda inquestionável. Quem tem ouro, tem poder. Por isso a propina no governo Bolsonaro é exigida em barras de ouro. A autorização para mineração em terras indígenas não tem outro objetivo senão, abastecer o mercado de ouro que está aquecido lá pelas bandas do Ministério da Educação. Não é à toa que a destruição da Amazônia no governo Bolsonaro bate recorde.
Jaqueline a favor
A deputada federal Jaqueline Cassol (PP-RO) foi para as redes sociais corrigir um erro crucial. Ela votou contra a urgência do projeto de mineração em terras indígenas, mas fez questão de dizer que é a favor. “Deixo registrado que não sou contrária ao PL 191/2020, que trata da mineração em terras indígenas”, publicou no Insta. Além de Mariana Carvalho (PSDB-RO) e Crisóstomo (PL) que votaram pela urgência, Jaqueline Cassol também é a favor da mineração em terras indígenas. Feita a correção.
Gabriel Monteiro
Sabe o vereador PM Gabriel Monteiro (PSD-RJ), bolsonarista que se notabilizou acusando o PT, Lula e Dilma? Pois é. Hoje ele está no olho do furacão, após denunciar a máfia dos milicianos, no Rio de Janeiro. Funcionários e ex-funcionários acusam o vereador e influencer de assédio moral, sexual e de produzir vídeos fakes para a internet. O Fantástico de hoje vai tentar desmascará-lo, o que é bom e ruim ao mesmo tempo. Ele fez um bom trabalho denunciando milicianos, mas é bolsonarista e ofendeu demais Lula e Dilma. Vai pagar pela língua. O Rio não é para principiantes. A maioria sabe quem mandou matar Marielle, mas todos estão de bicos calados. Além de ser desmascarado (pelo sistema), Gabriel Monteiro corre risco de vida.
E a Pablo Vittar, hein?
Se “envolveu” numa baita de uma polêmica ao deflagrar para uma multidão uma toalha com o rosto de Lula e atiçar a plateia contra Bolsonaro. O presidente sertanejo não gostou do papo da roqueira pop. Vai acionar a justiça para impedir manifestações de artistas contra ele. Contra Lula, pode. Pastor ir no púlpito chamar Lula de ladrão, pode. No Maracanã, multidão mandar Dilma tnc, pode. Mas, falar mal do ungido do Senhor, não pode.
Emicida também
Se Bolsonaro ficou puto com Pablo Vittar por causa de uma bandeira do Lula, imagina como ficou quando o Emicida mandou ele tomar no c* ?! Deve ter arrancado as calças pela cabeça.
Roger Waters também
Será que Bolsonaro vai impedir o ex-Pink Floyd Roger Waters de criticá-lo e elogiar Lula? O roqueiro internacional fez sua turnê em 2018 pelo Brasil criticando Bolsonaro. E Trump.
VM na esquerda, finalmente
Mais um. O ex-secretário da Agricultura de Porto Velho, Vinícius Miguel, se filiou ao PSB e se declarou pré-candidato ao governo de Rondônia. Agora são cinco. VM que é de esquerda, mas negava que era de esquerda, estava até dia desses na administração tucana (de direita). Deixou o Cidadania (de direita) e agora está no PSB, de esquerda.
Sucessão estadual
Aos poucos os nomes vão surgindo. Pode ser que até junho surjam novos nomes ou haja alguma desistência. Mas, o fato é que hoje temos quatro nomes dispostos a destronar o governador Marcos Rocha (UB) que vai à reeleição. Anselmo de Jesus (PT), Marcos Rogério (PL), Léo Moraes Podemos) e agora Vinícius Miguel (PSB), lançaram seus nomes à sucessão estadual. Agora são três bolsonaristas (anti-Lula) contra dois lulistas.
No União Brasil
O deputado federal Léo Moraes vai mudar de partido. Provavelmente, para o União Brasil. Ele não é bobo. Lá tem ouro (fundo eleitoral milionário) e tempo de TV. O parlamentar se livrará também de pertencer ao partido de Sério Moribundo. A conferir.
No União Brasil 2
Quem já se filiou ao União Brasil de Marcos Rocha foi a primeira dama de Porto Velho, Ieda Chaves. Ela deverá concorrer à uma cadeira na Assembleia Legislativa ou até mesmo ser a vice de Rocha.
Senado Federal
Estão efetivamente na disputa pela única vaga de senador da República por Rondônia: Jaqueline Cassol (PP), Ramon Cujuí (PT), Jaime Bagatoli (UB) e Mariana Carvalho (PSDB).



