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terça-feira, maio 12, 2026
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As ridículas manifestações que viraram memes e não vão dar em nada

Por Roberto Kuppê (*)

Ontem, enquanto milhões de brasileiros torciam por um gol durante a partida de futebol entre Brasil e Suíça, bolsonaristas cantavam Hino Nacional em frente à quartéis do Exército em várias partes do País. Eles não viram Casemiro fazer o gol da classificação do Brasil para as oitavas. Enquanto manifestantes pediam o fim da democracia, o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, estava lá no Catar, pouco se lixando para eles. Silas Malafaia no resort, Ricardo Salles na ilha de Fernando de Noronha. E os inocentes úteis? Pegando chuva, sol, sendo ridicularizados.

Pode ser uma imagem de 8 pessoas, pessoas em pé, ao ar livre e texto que diz "Catar Porto de Galinhas FS Fernando de Noronha Quartel"

O pior de tudo isso, não são as piadas, as gozações em cima destas pessoas que parecem estar num mundo paralelo. O pior são as ações terroristas que alguns estão praticando, destruindo patrimônios, tacando fogo em caminhões e atirando em pessoas. Matando. Muitas pessoas já morreram desde o final do segundo turno. E por nada. Porque nada vai mudar. Não haverá novo golpe militar. Não haverá anulação das eleições. Esqueçam isso. Acabou.

Bolsonaro tem que aceitar o resultado e as consequências dos seus atos. Não seja covarde, Bolsonaro. Não deixe as pessoas sofrerem por sua causa. Tem gente sendo ridicularizada por sua causa. Não é pela democracia. Não é pela economia. Não é contra a corrupção. As manifestações são a favor de um político corrupto, negacionista, que perdeu as eleições porque foi um péssimo presidente. E Lula foi eleito pela terceira vez porque foi um excelente presidente. Essa é a realidade.

“Ah, mas eles estão lutando pela liberdade”. Que liberdade? A do presidente, cujo destino será a prisão após deixar o Palácio do Planalto? E a liberdade dos 60 milhões de eleitores que votaram em Lula, não conta? E a liberdade de quem quer ir a um hospital, mas é impedido pelas barreiras nas estradas? E as 33 milhões de pessoas que estão com fome? E as 100 milhões de pessoas que estão com insegurança alimentar? E as filas no INSS? E a falta de remédios nos hospitais? E a falta de vacinas para um novo surto de Covid?

Em 2026 terão novas eleições. Passa rapidinho. É uma Copa do Mundo. Quantas copas já passaram desde o fatídico 7×1? Parece que foi ontem, mas foi há oito anos. O jogo entre Brasil e Alemanha foi em BH, se não me engano. Eu estava no Rio, assistindo na Lapa, em um barzinho. NO segundo gol da Alemanha fui pro hotel. No caminho, que levaria 30 minutos, fui ouvindo “Gol da Alemanha, gol da Alemanha, gol da Alemanha, gol da Alemanha”. Quando cheguei no hotel estava 7×1  e muita gente chorando. O ano era 2014, Copa do Mundo no Brasil. Imagina o vexame! Mas, passou. Hoje o Brasil está classificado para as oitavas e a Alemanha está por um fio para voltar para casa.

A vida é assim. Uma montanha russa. Hoje presidente, amanhã, presidiário. Hoje presidiário, amanhã, presidente. Ontem 7×1. Amanhã, hexa campeão.

(*) Roberto Kuppê é jornalista e articulista político

 

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